sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Ucrânia Está a Viver Num Passado Que Já Não Existe

 


"Uma coisa é aprender com o passado, outra é ficar lá preso." - José Alberto Braga

Os recentes acontecimentos na Ucrânia ilustram que a leste ainda se sonha com um passado que já deixou de existir. A Europa a que muitos ucranianos se desejam unir, a Europa da suposta "solidariedade", "irmandade" e "cooperação", é uma Europa que já desapareceu e esta, na prática apenas deveu a sua fugaz existência a uma conjugação quase perfeita de interesses geopolíticos e económicos que temporariamente forneceram o combustível necessário para o tão badalado "projecto europeu". A Europa pela qual muitos na Ucrânia se têm batido não passa hoje de um projecto falhado, um projecto que muito possivelmente acabará no caixote de lixo da história a crer no rumo eurocéptico que as coisas ultimamente parecem ter tomado...

Muitos na Ucrânia alegam que o seu desejo de entrar para a União Europeia se deve à vontade de fugir à influência russa. Este desejo é total e absolutamente legítimo, porém, é enganador pensar-se que ao aderir à União Europeia, a Ucrânia irá adquirir garantias de independência nacional. 

Antes pelo contrário! 

A União Europeia é hoje uma organização supranacional e internacionalista, dominada por lobby's e clubes elitistas que são tudo menos democráticos. Na União Europeia não existe soberania nacional, ao invés, existe subserviência nacional, nomeadamente a subserviência incondicional aos diktates que Bruxelas vomita com regularidade. Os ucranianos que estudem e analisem o que a União Europeia fez à agricultura, pesca e indústria portuguesa nos últimos trinta anos. Estes sectores foram totalmente desmantelados para servir interesses alheios aos nossos. Na Ucrânia julgam que irá ser diferente? Julgam que uma Alemanha dominada por gente como a senhora Merkel vai "ajudar" a Ucrânia seja no que for? Ou o senhor Durão Barroso (um ex-maoista) e os seus seguidores e colegas eurocratas? Observem o passado desta gente e rapidamente constatarão as ligações sinistras que muitos dos mesmos têm com a alta finança, a banca, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Clube Bilderberg apenas para citar alguns exemplos. Qualquer pessoa de mente sã percebe que deste tipo de gente não pode vir coisa boa...

Os ucranianos que não alinhem em loucuras patrocinadas pela máfia de Bruxelas e do FMI. Libertem-se da influência russa (é um direito que têm como Nação independente e soberana), combatam a corrupção (o pior mal que pode atingir um povo) e desenvolvam o País de uma forma economicamente sustentável e justa. Mas digam NÃO tanto ao Imperialismo Russo como ao Imperialismo económico-financeiro da União Europeia e do FMI, caso contrário, no futuro irão possivelmente arrepender-se muito dessa decisão... 

João José Horta Nobre
Dezembro de 2013

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