terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Estado da Nação e a Morte de Eusébio: O Que Diria Freud?

Mulher chora após ver cortejo fúnebre de Eusébio passar por avenida em Lisboa.


 "A morte está escondida nos relógios." - Giuseppe Gioacchino Belli (1791 - 1863), La Golaccia

Portugal está de rastos e à beira do fim. Quando digo fim, é o fim mesmo. O fim como Estado e como Nação independente. O fim eterno e irrevogável. O fim sem retorno possível. A juventude emigra a um ritmo nunca antes visto, cerca de 10% da população vai sobrevivendo no limiar da pobreza, há crianças a chegar às escolas com fome, os velhos morrem sozinhos e abandonados como cães, o sistema educativo está em cacos e dominado por lobby's, o sistema judicial foi sequestrado pela Maçonaria e não passa de uma anedota, o sistema de saúde pública vai-se aguentando a muito custo e sacrifício e as Forças Armadas estão reduzidas a um tigre de papel.

Há dias entrei numa daquelas tascas tipicamente portuguesas, esta já muito velha e onde a conversa que se pode ouvir é de uma baixeza e simplicidade que faria corar de vergonha muitos senhores e senhoras chiques que digamos, estão menos habituados a estes meios "duros". A conversa como não podia deixar de ser era o eterno futebol, o verdadeiro ópio do povo português. Berra-se e ameaça-se, fazem-se promessas e juras, tudo em torno do ópio futebolístico que parece ter hipnotizado estas pobres mentes.

A morte de Eusébio fez-me pensar numa questão que já ando a remoer na cabeça há muito tempo, mas sobre a qual nunca escrevi: Por que é que um povo que é diariamente sodomizado à bruta pela elite nacional (que de nacional só tem o nome...),  continua a comportar-se como um bando de carneirinhos mansos e estúpidos?

Os portugueses (nem todos, mas quase...) parece que só se lembram de cantar o hino nacional e acenar bandeiras nacionais em jogos de futebol para o inglês ver. Se amanhã algum queque estrangeiro ofender o Cristiano Ronaldo, cai o Carmo e a Trindade, as redes sociais enchem-se de ameaças e promessas ocas, para no fim, feitas as contas, a montanha parir um rato...

É isto que o governo da Maçonaria & Goldman Sachs que desde 1974 está aos comandos do país quer: a "alienação" para usar aqui um termo muito querido dos neo-marxistas e adeptos da Escola de Frankfurt. E de facto alienado está o povo, alienado e muito bem anestesiado por uma mistura de sedativos hipnóticos como nunca antes foi vista. Só assim se pode compreender como é possível que os portugueses vejam o seu próprio país a ser destruído de dia para dia e reajam a toda esta tragédia com a maior das indiferenças.

No entanto, morre um futebolista e valha-me nossa senhora! São três dias de luto nacional e até já se fala em trasladação do cadáver para o panteão nacional, toda a classe política faz declarações emocionadas, há pessoas a chorar nas ruas enquanto o cortejo fúnebre passa (quase parece o funeral de um "querido" líder na Coreia do Norte...) e a Nação entra num delírio muito bem estudado e fomentado pelos merdi@ ao serviço dos vários lobby's, enfim, o país enlouquece por completo.

O que diria Freud?


João José Horta Nobre
Janeiro de 2014







Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...