terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Referendo Suíço Contra a Imigração em Massa e a Cruzada da União Europeia Contra a Soberania das Nações da Europa

Cartaz do partido populista suíço UDC, o promotor do "Sim" ao limite de imigrantes na Suíça. 50,3% dos eleitores votou a favor desta ideia.



"As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão." - Provérbio Suíço

No dia 9 de Fevereiro de 2014, o povo suíço aprovou num referendo democrático a imposição de limites à imigração e à mão-de-obra estrangeira no seu país. De imediato, os lobbys financiados pela União Europeia, a própria União Europeia, a direita neoliberal e a esquerda lunática cuja cabecinha funciona como um caleidoscópio, lançaram-se todos como lobos esfomeados contra a soberania do povo suíço, demonstrando uma total falta de respeito pela sua escolha.

Nos últimos dias, os ataques verdadeiramente selvagens contra o povo suíço têm atingido um nível de efeverscência que francamente me indignam. E indignam não apenas devido à injustiça das catalinárias politicamente correctas agora lançadas contra a soberania do povo suíço, mas também porque a Suíça é um país onde já estive várias vezes - mais propriamente na linda cidade de Zurique - e tenho o povo suíço, a qualidade dos seus relógios, o chocolate suíço, e as paisagens suíças em muito boa conta. Quanto ao famoso queijo suíço, por melhor que ele seja (e de facto é bom...), confesso que não trocaria o queijo Serra da Estrela por ele. Também fui durante anos um cliente regular da Swissair, companhia aérea esta sobre a qual nunca tive nenhum motivo de queixa (bem pelo contrário!) e que me transportou várias vezes da Europa para os Estados Unidos e vice-versa.

Ora bem, quanto aos ataques oriundos da esquerda lunática, confesso não estar supreendido, pois isso vindo dessa gente já era de esperar e seria de admirar era se assim não fosse. Mas eu esperava mais juízo por parte da direita do copinho de leite e não estava nada à espera de uma reacção tão violenta e agressiva por parte da União Europeia e dos seus lobbys do politicamente correcto.

Vejamos aqui sucintamente a quantidade de ofensas, ameaças e difamações proferidas contra o povo suíço e a sua soberania desde o dia 9 de Fevereiro. No próprio dia do referendo, a Comissão Europeia afirmou sem demoras "lamentar o resultado"[2] e lançou logo uma ameaça avisando que ía "examinar as implicações dessa iniciativa nas relações UE-Suíça como um todo."[3] Logo no dia seguinte, a França e a Alemanha afirmaram estar "preocupadas"[4] com o resultado do referendo que não foi ao encontro dos seus ditames neo-imperialistas e politicamente correctos. Viviane Reding, a comissária europeia da justiça, por sua vez, lançou mais achas na fogueira afirmando no mesmo dia que "o mercado único não é um queijo suíço: não se pode ter um mercado único com buracos."[5] Laurent Fabius, o actual Ministro das Relações Exteriores da França, nomeado pelo governo maçónico de François Hollande, veio também declarar no dia 10 à rádio RTL que o resultado do referendo é uma "má notícia, tanto para a Europa como para a Suíça" e que a Europa irá "rever as suas relações"[6] com a Suíça. Laurent Fabius prosseguiu ainda mais longe na sua diatribe afirmando na mesma entrevista que o resultado do referendo "É um voto preocupante porque significa que a Suíça quer fechar-se sobre si mesma (...) e é paradoxal porque a Suíça faz 60% do seu comércio externo com a UE."[7]

Ainda no mesmo dia 10 de Fevereiro de 2014, o bombardeamento anti-suíço prosseguiu com um ataque por parte da ONG Movimento Europeu Internacional, que considerou que o desfecho do referendo na Suíça sobre imigração é algo que desrespeita os valores fundamentais do humanismo, da liberdade e da solidariedade e que levou inclusive aquele país a "entrar numa era de regressão"![8] Aqui já começamos a entrar no surrealismo supremo...

Por sua vez, em Portugal, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete (que de diplomacia percebe tanto como eu percebo de física nuclear...) decidiu entrar na "festa" anti-suíça e atacou logo em forte afirmando que a Suíça deve sofrer "consequências" em virtude dos resultados "preocupantes" do referendo.[9]

Mas que despautério vem a ser este??? 

Pode-se admitir que um Ministro dos Negócios Estrangeiros português ofenda desta forma a soberania do povo suíço e cuspa assim em cima da Confederação Helvética??? Portugal sempre manteve boas relações diplomáticas com a Confederação Helvética e é absolutamente inadmissível que um diplomata português se dirija sem provocação prévia neste tom a um país que nunca nos fez mal nenhum e com o qual sempre mantivemos uma boa convivência. 

Que a diplomacia portuguesa caiu na sarjeta há muito tempo é algo que eu já sabia, mas agora pelos vistos entrámos num novo nível de baixeza: a de atacar sem provocação os nossos amigos no concerto das nações.

Ontem, dia 17 de Fevereiro tivemos um novo desenvolvimento nesta loucura com o anúncio por parte da União Europeia de suspender os programas Horizonte 2020 e Erasmus com a Suíça.[10]

Vejam-se então as principais disposições que foram aprovadas no tão diabolizado referendo suíço que eu sempre assumidamente apoiei desde a 1ª hora em que foi proposto e continuarei a apoiar por acreditar que se trata de uma belíssima chapada na cara dos burocratas "iluminados" de Bruxelas. E apoio porque também já há muito tempo que reconheci que a actual política de imigração da União Europeia, favorecedora da imigração desregulada e em massa, traz mais problemas do que benefícios ao tecido social europeu e está a lançar as sementes de futuros conflitos étnicos que poderão vir até a assumir proporções devastadoras num futuro não muito distante.

Assim sendo, as principais disposições aprovadas no referendo suíço contra a imigração em massa determinam que:

- A Suíça gere autonomamente a imigração de estrangeiros.

- O número de autorizações emitidas para uma estada de estrangeiros na Suíça é limitado por quotas anuais e tectos.

- Limites máximos aplicáveis a todas as autorizações emitidas nos termos da lei de estrangeiros, incluindo o campo de asilo. 

- O reagrupamento familiar e benefícios sociais podem ser limitados. 

- Tectos e contingentes anuais para estrangeiros que exerçam uma actividade lucrativa devem basear-se nos interesses económicos globais da Suíça e no respeito pelo princípio da preferência nacional. 

- Os critérios para a concessão de autorizações de residência são, nomeadamente, a procura do empregador, capacidade de integração e fonte de rendimento suficiente e autónoma. 

- Os tratados internacionais contrários a estas disposições devem ser renegociados e adaptados nos próximos três anos.


- Se as novas leis não entrarem em vigor no prazo de 3 anos, o governo suíço deve estabelecer provisoriamente as disposições necessárias para a sua execução.[11]   

Como qualquer leitor minimamente inteligente pode constatar e ao contrário do que afirmam os media politicamente correctos que não fazem mais do que meter medo nas pessoas e acenar com o papão da "extrema-direita", o referendo suíço não é anti-imigrantes, nem defende a expulsão de todos os imigrantes da Suíça, nem é nenhum sinal do "avanço do Fascismo na Europa" como alguns lunáticos da esquerda afirmam. Bem pelo contrário, o referendo apenas limita a imigração em massa, ou seja, a Suíça irá continuar a acolher imigrantes, mas estes passarão a estar sujeitos a cotas que limitam o excesso de imigração de forma a impedir que o número de trabalhadores estrangeiros no país não cresça a ponto de provocar graves problemas de instabilidade social que poderão eventualmente até assumir contornos de guerra étnica. Digam-me onde é que está a "pavorosa extrema-direita" nestas disposições simples e claras que foram democraticamente aprovadas em referendo pelo povo suíço?!  

Um referendo é um legítimo mecanismo de aferição da vontade popular e os resultados destes devem ser sempre respeitados, independentemente de se gostar ou não do resultado.  Por toda a Europa começam a surgir os sinais de que algo está a mudar e é hoje mais do que evidente que os povos da Europa estão a abrir os olhos e a perceber de uma vez por todas o projecto demente que a União Europeia, a direita neoliberal e a esquerda marxista têm reservado para nós.
 
Este projecto sem paralelo na história, pretende provocar o desmoronamento total das nações da Europa, através de um misto de engenharias sociais muito bem concebidas e políticas de imigração que visam inundar a Europa de imigrantes extra-europeus o mais depressa e em maior número possível, de forma a diluir os vários povos e culturas da Europa num "caldeirão" multicultural de onde apenas poderá vir a ser parido um número inimaginável de problemas e conflitos étnicos sem fim à vista. Mas isto são preocupações que não afectam a consciência da esquerda lunática, nem a dos neoliberais do copinho de leite, nem a dos burocratas de Bruxelas. Esta estranha, mas real aliança Marx-Friedman-Monnet, é hoje a melhor forma de descrever o corpus ideológico da elite que progressivamente está a conduzir a Europa a uma morte agonizante.

A imigração em massa tem prejudicado severamente os trabalhadores autóctones da Europa que se vêem obrigados a competir no mercado de trabalho com imigrantes dispostos a trabalhar ao preço da chuva e muitas vezes em condições degradantes, impostas por empresários sem escrúpulos a quem muito convém a política das fronteiras abertas devido à inesgotável fonte de mão-de-obra barata que esta proporciona. A aliança Marx-Friedman-Monnet é mais do que evidente neste ponto, pois enquanto os neoliberais do capital apátrida incentivam à imigração em massa de forma a ter ao seu dispôr uma fonte quase inesgotável de mão-de-obra ao preço da chuva, os marxistas por sua vez capitalizam com estes imigrantes explorados e esperam pacientemente que os mesmos ou os filhos dos mesmos vão votar em si. Entretanto os burocatas de Bruxelas são quem mais beneficia com tudo isto, pois têm ao seu serviço a esquerda lunática e os neoliberais para promover a destruição das nações da Europa através da diluição cultural e da atomização social. Durante a Segunda Guerra Mundial houve um austríaco de voz estridente e com um bigode que tentou fazer uma coisa semelhante aos judeus, mas através de métodos mais brutais, chamaram-lhe genocídio. Hoje chamam-lhe "multiculturalismo"...

O resultado do referendo suíço é uma tremenda vitória contra Bruxelas e os seus lacaios marxistas e neoliberais, inimigos não só de Portugal e da Suíça, mas de toda a Europa.

Não adianta virem agora os media politicamente correctos acenar com a bandeira do medo para os imigrantes portugueses na Suíça, mentindo e dizendo que vão ser expulsos, pois tal está longe de ser a realidade. Os nossos compatriotas que vivem e trabalham na Suíça e que têm a sua situação regularizada nada têm a temer com o referendo Suíço, pois este aplica-se exclusivamente aos imigrantes em situação irregular e que a Confederação Helvética por uma multiplitude de razões já não tem condições para acolher no seu seio.

Acima de tudo, o motivo que leva o povo suíço a restringir a imigração oriunda de países da União  Europeia é o facto de esta ter uma política de abertura lasciva e quase irrestrita em relação aos imigrantes oriundos de fora da União Europeia, muitas vezes culturalmente quase impossíveis de integrar e mal qualificados, algo extremamente incapacitante numa economia desenvolvida como é a da Suíça.

Muitos suíços estarão sem dúvida a esta hora a questionar-se sobre o que fazer em relação a esta postura agressiva e quase neocolonial por parte da União Europeia. Pois bem, na minha modesta opinião e em bom e refinadíssimo português, apenas há uma resposta adequada a dar à União Europeia e aos seus lacaios:

Meus "caros" senhores, ide plantar batatas!

Tenho dito.

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Notas:
[1] - LUSA; AFP; VIEGAS, Patrícia - Suíços Decidem Impôr Limites à Imigração. Diário de Notícias, 09 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3677172&seccao=Europa
[2] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[3] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[4] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[5] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[6] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[7] - AGÊNCIA LUSA; SALVADOR, Susana - França e Alemanha Manifestam Preocupação Com Resultado do Referendo Suíço. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678173&seccao=Europa&page=-1
[8] LUSA; CABRAL, Luís Manuel - ONG Movimento Europeu Diz Que Suíça Entrou Numa Era de Regressão. Diário de Notícias, 10 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3678473&seccao=Europa&page=-1
[9] GUERREIRO, João Francisco - Suiços Não Podem Querer "Chuva no Nabal e Sol na Eira". Diário de Notícias, 11 de Fevereiro de 2014. Link:  http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3679073&seccao=Dinheiro%20Vivo
[10] AFP; VIEGAS, Patrícia - UE Suspende Horizonte 2020 e Erasmus Com a Suíça. Diário de Notícias, 17 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3690505&seccao=Europa&page=-1
[11] LUSA; VIEGAS, Patrícia - As Principais Disposições Aprovadas no Referendo Suíço. Diário de Notícias, 09 de Fevereiro de 2014. Link: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3677374&seccao=Europa&page=-1 

João José Horta Nobre
Fevereiro de 2014

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