sábado, 14 de junho de 2014

Obrigado União Europeia. Obrigado Ianques.


 «Amigo, perceberás que no mundo existem muito mais tolos do que homens, e lembra-te disso.» - François Rabelais (1494 - 1553) in "Gargântua et Pantagruel"

O Médio Oriente é como um ninho de vespas, quanto mais lhe tocam, mais vespas surgem e mais se arriscam a ser picados. Em 2003, o Mundo árabe estava dominado por ditadores que apesar de serem profundamente corruptos e despóticos como era o caso de Saddam Hussein e de Muammar Gaddafi, entre outros, mantinham a segurança da região e os jihadistas em xeque.

Primeiro veio Bush, embriagado pelo espírito de vingança nutrido no pós-11 de Setembro, este decidiu invadir o Iraque com base em argumentos falsos sobre armas de destruição em massa que não existiam e uma suposta necessidade de espalhar a democracia de Wall Street no Médio Oriente. Bush e os neocons pretendiam transformar o Iraque num exemplo do nation-building, ou seja, a total subjugação da nação iraquiana aos algozes do alto capital, que são quem verdadeiramente "dá as cartas" por debaixo da mesa do perigoso jogo da política internacional.

A expedição militar de Bush custou ao Iraque uma pilha de cadáveres, cujo número exacto ninguém conhece ao certo, mas que seguramente já é superior a meio milhão. 

Depois veio o "santo" Obama, eleito pelas massas ingénuas que ainda acreditam na democracia de Wall Street e inicialmente considerado por muitos europeus estúpidos (é nisto que dá só verem futebol, telenovelas e casas dos degredos...) como um Presidente que iria marcar uma "mudança radical" na política estado-unidense. Pois bem, a mudança foi "radical" sim, mas para pior...

Depois de ter despachado a Líbia de Muammar Gaddafi, foi a vez da Síria, onde o Presidente "Obomba" não se demorou a oferecer apoio aos rebeldes que desde o início estiveram sempre infiltrados pelo islamismo radical, a excepção a esta regra constitui uma minoria sob a forma do fantasioso Free Syrian Army que nunca teve qualquer hipótese de derrotar ou sequer de travar o avanço quer dos islamitas, quer das tropas fiéis ao Presidente Bashar al-Assad.

Enquanto tudo isto acontecia, os islamitas foram ganhando terreno noutros países do Médio Oriente como a Tunísia, o Egipto e o Iémene. No Iraque a situação nunca esteve boa e agora está definitivamente no caos total, graças em grande parte à força que os islamitas ganharam em consequência da "iluminada" primavera árabe que os "democratas" europeus e americanos patrocinaram em conluio com a Arábia Saudita e os seus aliados sunitas da região, tudo países profundamente "democráticos" e respeitadores dos direitos humanos como sabemos...

Entretanto, na Europa vamos continuar à espera que rebente a bomba-relógio etno-religiosa semeada pela imigração em massa nas últimas décadas, tudo em nome do alto capital explorador de mão-de-obra barata e dos lunáticos da esquerda marxista obcecados com o multiculturalismo. Pelas minhas contas, já não vão ter de esperar muito pela guerra civil etno-religiosa que se aproxima e da qual serão inteiramente responsáveis, no máximo três a quatro décadas se tudo continuar como está.

Obrigado União Europeia. Obrigado Ianques.

João José Horta Nobre
Junho de 2014

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