sexta-feira, 18 de julho de 2014

Banqueiros - O Excremento da Humanidade



"Um banqueiro é um homem que te empresta o chapéu de chuva quando faz sol e que to tira quando começa a chover." - Mark Twain (1835 - 1910)

Chegámos hoje a um momento na história em que se torna não apenas justo, mas absolutamente obrigatório, denunciar a banca e os banqueiros em geral e reconhecer que estes se transformaram naquilo que a natureza humana tem de pior. Aliás, se Satanás possuir um servo fiel na terra, esse servo só poderá ser o banqueiro, pois as suas acções apenas têm (quase) desde sempre demonstrado perfídia e maldade sem limites.

A Pátria do banqueiro são as suas contas bancárias, o seu Deus é o Deus Mammon e a sua fidelidade é apenas para com o regime político que melhor o servir num determinado momento histórico. Não é necessário entrar em casos particulares ou citar nomes, pois o cenário dantesco repete-se de forma cíclica e contínua. Em todas as crises, guerras e revoluções desde 1789, poderão sempre encontrar uma "mão invisível" (e muito pouco limpa...) que pertence a algum banqueiro ou grupo de banqueiros.

Quando ouço os liberalóides fanáticos, os sempre auto-proclamados "defensores da liberdade económica" a defender banqueiros, baseando a sua defesa em argumentos pseudo-científicos que lhes foram martelados na cabeça numa qualquer faculdade de economia, ocorre-me sempre a dúvida: será que defendem a canalha bancária porque fazem parte da mesma ou será que são apenas estúpidos e ignorantes? 

Mas mais grave ainda do que isto é ouvir alguns ditos "patriotas" e "cristãos" da direitinha do copinho de leite a defenderem a banca com unhas e dentes. A essa casta refinada de filhos da mãe (não lhes chamo filhos da puta para não ofender a memória das suas mães...) só desejo que nunca lhes falte a sopinha quente na mesa como neste momento falta a muitos nossos compatriotas.

Os bancos são peças essências ao funcionamento de uma economia, mas não nos actuais moldes desprovidos de ética e respeito pelos princípios mais basilares da dignidade humana. Os banqueiros hoje não são parecidos a uma máfia como alguns afirmam, eles são A Máfia. Reúnem-se secretamente, têm a capacidade de eliminar ou destruir inimigos com um estalo de dedos, estão organizados de forma a contornar ao máximo a legislação pátria e quando não conseguem encontrar os famosos "buracos na lei", contratam poderosas sociedades de advogados e subornam políticos que se encarregam de fazer surgir esses "buracos". Toda a engrenagem política do centro-esquerda ao centro-direita está hoje ao serviço da banca e dos interesses obscuros da mesma. Nada de bom poderá vir desta vil gente...

Dauphin-Meunier afirmou em La Doctrine Économique de l'Église que:

"O capitalismo burguês ignorou deliberadamente a pessoa humana: regime amoral, sacrificou a pessoa dos assalariados, considerados como simples rodas da actividade económica, e também a dos empresários menos aptos a enfrentar uma concorrência implacável. O desemprego de uns, a falência dos outros, parecem a própria condição da vitalidade do sistema."

A peça central de toda esta miséria é a figura do banqueiro em conjunto com a elite que o rodeia e que parece ter vindo directamente das profundezas do inferno. Apenas alguém que padeça de uma grave miopia mental é que não percebe hoje que os banqueiros da nossa economia de casino se transformaram no excremento da humanidade. Um excremento odiado por quase todos, inútil e parasitário. Urge que se purge tamanho inimigo do seio da nossa ordem económica e social, caso contrário, continuaremos a caminhar rumo a uma distopia tecnocrática pior do que o mais tenebroso dos nossos pesadelos...

João José Horta Nobre
Julho de 2014





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