domingo, 17 de maio de 2015

O Acordo Ortográfico e o Ataque à Identidade da Nação Portuguesa



"O maior dos crimes é matar a língua de uma Nação com tudo aquilo que ela encerra de esperança e de génio." - Charles Nodier (1780 - 1844)

O passado dia 13 de Maio de 2015, ficará nos anais da história de Portugal como o dia em que se deu mais uma facada na identidade portuguesa com a alegada obrigatoriedade de se passar a escrever conforme o Acordo Ortográfico de 1990. Consumado assim o vil crime, é preciso dizer-se que esta alegada "obrigatoriedade" não tem qualquer base legal e constitui mesmo uma ofensa dirigida contra todos aqueles que ainda se orgulham de ser portugueses e que resistem corajosamente, como e onde podem, aos permanentes ataques que contra si são dirigidos pela imprensa anti-patriótica e o actual regime dito "democrático", que desde 1974 parece tirar um prazer especial em atentar contra tudo aquilo que seja elemento constituinte da identidade portuguesa.

O porquê do Acordo Ortográfico é fácil de entender e explica-se em poucas linhas. Trata-se acima de tudo de mais uma "peça" no grande plano que desde 1974 está a ser aplicado contra Portugal e que tem como fim último a destruição e aniquilação definitiva da Nação Portuguesa. As ideologias malsãs e internacionalistas, tais como o Liberalismo e o Marxismo, não vão descansar enquanto não reduzirem a pó as nações e as suas respectivas identidades. A destruição da língua (elemento fulcral de qualquer identidade nacional) é um passo essencial no caminho para a destruição da Nação.

O actual regime que se alega como sendo "democrático", mas que nem sequer fez um referendo a perguntar aos portugueses se queriam o maldito Acordo Ortográfico, (tal como não fez nenhum referendo aos milhões de portugueses que abandonou no Ultramar durante a "descolonização exemplar"), é o exemplo perfeito de um regime criminoso, dirigido por criminosos e que nos pretende arrastar a todos para o abismo da desonra eterna se não lhe colocarem rapidamente travões.

O Acordo Ortográfico constitui uma traição à identidade dos portugueses e à sua cultura. É no mínimo escandaloso que hajam "intelectuais" que se arroguem assim o direito de tentar moldar a nossa cultura ao sabor das suas preferências ideológico-políticas. Acaso julgam que somos o quê? Uma Nação artificial como muitas das que foram inventadas no Terceiro Mundo, nas décadas de 1960 e 1970 para servir os interesses soviéticos e americanos?

Não! Não! Não! Mil vezes NÃO!!!

Quando os "intelectuais" adeptos do totalitarismo políticamento correcto pretendem falar de Portugal, é bom que dobrem a língua antes de o fazer, pois estão a falar de uma das nações mais antigas da Europa e do Mundo. Aliás, fica-lhes até mal falar em língua portuguesa, pois têm a língua demasiado suja para tal devido a tanta asneira que proferiram ao longo das últimas décadas...

Para os internacionalistas que desde 1974 estão aos comandos dos destinos da Nação portuguesa, destruir Portugal é não apenas um dever, como uma obrigação. É imperativo para esta gentalha destruir a nossa língua, a nossa memória colectiva, a nossa história e as nossas raízes identitárias. Desprovida destes elementos, qualquer Nação irá necessariamente transformar-se numa presa fácil do internacionalismo apátrida que pretende provocar a dissolução das nações.

Mas é preciso que se diga o nome da canalha que promoveu e permitiu a concretização deste autêntico atentado à nossa identidade. Desde logo e em primeiro lugar, o Presidente da República Cavaco Silva que nunca devia sequer de ter saído do covil em Boliqueime onde em má hora foi parido. Em segundo lugar, o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes, o tal playboy dos "violinos de Chopin". Em terceiro lugar, o ex-Primeiro-Ministro José Sócrates, um "artista" que dispensa apresentações e que eu apenas espero que continue hospedado na prisão de Évora por muitos e bons anos. Em quarto lugar, o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, que decidiu ir em frente com a loucura e tornar obrigatório o Acordo Ortográfico, em lugar de simplesmente o ter revogado. Em quinto lugar, todos os ministros da educação desde 1990 que não tiveram a coragem de denunciar o Acordo Ortográfico. Em sexto lugar, todos os primeiros-ministros desde 1990 que não foram aqui nomeados, mas que também partilham da responsabilidade na traição à identidade portuguesa.

A escumalha que acima foi nomeada constitui inegavelmente o núcleo duro dos arquitectos da tragédia nacional que se está a começar a revelar em pleno nos dias actuais e cujas consequências ainda estão longe, muito longe, de se fazerem ver e sentir no seu pleno. Os portugueses a seu tempo logo irão abrir os olhos e perceber a "massa" de que esta gente é ou foi feita...

Estou certo de que o Acordo Ortográfico irá acabar por ser cobrado politicamente mais tarde, ou mais cedo. Da mesma forma de que estou certo de que o povo português irá acabar por ter um ajuste de contas com a história e fazer justiça contra aqueles que hoje o pretendem destruir, furtando-lhe a Pátria e tudo o que esta tem de mais belo e Sagrado. 
  
João José Horta Nobre
Maio de 2015

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