quinta-feira, 5 de novembro de 2015

As Mentiras de Álvaro Cunhal



 "A mentira revela alma vil, espírito apoucado e carácter viciado." - Francis Bacon (1561 - 1626)

Portugal é hoje um País muito doente. Muito sucintamente, o actual regime político dito "democrático" está podre, a sociedade civil está profundamente envelhecida e em franca decomposição e a maioria da juventude agoniza sob a pata de uma infinita austeridade económico-financeira que só pode redundar em desastre a médio/prazo.

Apenas compreendendo a grave doença de que padece o nosso País, é que podemos compreender como é possível que determinados tipos de escroques e vigaristas continuem a ter um destaque tão acentuado nos órgãos de comunicação social e pior ainda, uma larga aceitação e reverência quase religiosa por parte de sectores significativos da sociedade portuguesa.

O Partido Comunista Português (PCP) nos últimos tempos voltou à ribalta, não interessam para aqui os motivos exactos para tal fenómeno, mas interessa destacar que é a própria podridão do regime que o alimenta e este aguarda apenas pelo momento certo para a tomada do poder, trata-se de um partido Estalinista, provavelmente o mais Estalinista de toda a Europa.

Li recentemente algures, já não me lembro onde, mas isso também não interessa, que um "acordo com o PCP, é um acordo cumprido". Há uma imagem muito difundida e certamente colocada em circulação pelos propagandistas do PCP, de que este partido da esquerda mais radical que se pode imaginar, é um partido muito "honesto", que não diz mentiras e que sempre defendeu a mais pura das verdades.

Ora, basta-nos ler algumas das barbaridades escritas pelo líder histórico dos comunistas portugueses, o traidor à Pátria Álvaro Barreirinhas Cunhal, para se perceber que o PCP de "honesto" nunca teve nada.

Dizia Cunhal em 1967 que "a construção de um Portugal democrático será gravemente limitada ou mesmo impedida se os monopólios estrangeiros continuarem sendo reis e senhores de Portugal. A construção de um regime democrático deve significar a libertação do imperialismo estrangeiro e a conquista da real independência nacional."

"Os imperialistas estrangeiros têm nas suas mãos os principais recursos nacionais, predominam no mercado interno e dominam o comércio externo, vendem-nos caro e compram-nos barato, pilham as nossas riquezas, exploram o nosso trabalho e reduzem Portugal à condição de um país dependente e semicolonial."[1]

Do vómito comunista acima transcrito depreende-se que Cunhal considerava o Portugal de Salazar como sendo um País nas mãos de monopólios estrangeiros, algo que não tem o mínimo fundamento e que entra em plena contradição com a história económica do Salazarismo. Aliás, se há coisa de que podem acusar o professor Salazar, é a de ter precisamente libertado Portugal de uma larga parte da sua dependência económica em relação à Grã-Bretanha e em boa verdade, quebrou significativamente a influência britânica em termos económico-financeiros. O regime de Salazar também descolonizou Portugal de uma boa parte da influência cultural francesa nos meios políticos e académicos, obcecados desde o século XVIII com estrangeirismos ideológicos que nada diziam à nossa matriz histórico-cultural.

Quem sempre quis entregar Portugal nas mãos de monopólios estrangeiros foi o mentiroso do Cunhal que como bom lacaio da "Pátria do Socialismo", preparou meticulosamente a entrega do Ultramar à mesma e a transformação de Portugal numa colónia soviética.

Mas as mentiras desenvergonhadas prosseguem:  

"A política de exploração, opressão e terror da ditadura é a política de protecção dos interesses monopolistas. Só eliminando o poder dos monopólios poderão as riquezas nacionais ser aproveitadas em benefício do povo e da nação, poderá ser dado um impulso ao desenvolvimento económico no quadro da liberdade e da democracia, poderá elevar-se o nível de vida das classes trabalhadoras e do povo em geral."[2]

Só quem compreende o baixo nível da pulhice a que os marxistas são capazes de descer, é que pode perceber como é possível, alguém como Álvaro Cunhal, um Estalinista ferrenho, vir acusar o Estado Novo de ser uma ditadura onde reinava a "exploração", a "opressão" e o "terror", quando ele próprio defendia um regime como o soviético que mantinha milhões de cidadãos encarcerados em campos de concentração, perseguia e torturava implacavelmente (quando não os fazia simplesmente "desaparecer"...) qualquer opositor político, ignorava o direito dos povos da Europa de Leste à independência e autodeterminação e combatia ferozmente a tal "democracia" que o PCP hoje tanto diz defender com unhas e dentes, aliás, em tempos os comunistas chamaram-lhe até a "democracia burguesa" e juraram destruí-la, depois parece que mudaram de táctica...

O PCP nas suas continuadas mentiras publicadas no Avante!, podia pelo menos contar uma verdade aos seus leitores, ou seja, a forma como Álvaro Cunhal foi em tempos um assumido admirador (até o chegou a enaltecer...) de Nikolai Yezhov, também conhecido como o "animador do terror" ou o "anão sanguinário", um simples "homem novo" soviético que apenas entre 1936 e 1938, para ajudar a construir os gloriosos "amanhãs que cantam", mandou prender, torturar e abater cerca de um milhão de alegados "espiões", "sabotadores" e "elementos anti-sociais". Em 1940, seria a vez do próprio Yezhov ter um encontro fatídico com um pelotão de fuzilamento, quando Estaline achou por bem liquidá-lo como forma de tentar eliminar uma das principais testemunhas dos crimes do seu regime.

Nada disto fez Cunhal alterar as suas ideias, antes pelo contrário e como todo o bom comunista, fez da asneira e da mentira a sua praxis e insistiu sempre na mesma até dar o último suspiro. Ver actualmente a larga cobertura que o miserável jornalismo português oferece a vigaristas deste calibre, é não só uma ofensa a todos os portugueses, mas também um insulto à própria ética e deontologia do jornalismo.

___________________________________________________

Notas:
[1] CUNHAL, Álvaro Barreirinhas - Acção Revolucionária, Capitulação e Aventura. Edições Avante!, 1994.
[2] CUNHAL, Álvaro Barreirinhas - Acção Revolucionária, Capitulação e Aventura. Edições Avante!, 1994.

João José Horta Nobre
Novembro de 2015

5 comentários:

  1. E mesmo assim elegeram-no como o 2.º maior português naquele célebre programa da RTP. Salazar foi quem ganhou, justamente, e foi defendido pelo meu ex-professor Jaime Nogueira Pinto.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Só num País como Portugal, onde grassa a ignorância crónica e a falta de consciência histórica, é que é possível um escroque da laia do Álvaro Cunhal continuar a ter o destaque merdi(á)tico que tem, mesmo depois de morto...

      Eliminar
    2. Bom, se formos por aí, só mesmo num país como Portugal é que ainda existem comunistas depois de tudo o que comunismo já fez...

      Eliminar
  2. O que o post afirma nunca poderia ser dito numa tv ou rádio.
    Cabe perguntar porquê e perceber porque é que a população vota em massa nestes partidos da dita esquerda.
    Há um claro condicionamento psicológico da sociedade. 41 anos a injectar esta narrativa, dá os seus frutos.
    A situação mantém-se porque os partidos moderados, em Portugal chamam-lhes direita, têm o mesmo discurso. Aceitam que a História seja reescrita pela cáfila comunista e socialista.
    Parabéns pela clarividência.

    ResponderEliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...