domingo, 6 de dezembro de 2015

A Elite Quer Acabar Connosco à Força Toda

Estamos quase a chegar, tugas! Preparem-se para serem enriquecidos! Allahu Akbar!!!


Depois de ter lido e ficado em estado de choque com as regras de "alimentação e necessidades nutricionais em situações de emergência", definidas pela Direcção-Geral de Saúde para o acolhimento dos ditos "refugiados" mouros em Portugal, cheguei à conclusão de agora só falta mesmo é decretarem também a abertura de cantinas islâmicas gourmet para os refugiados, pagas, como já se sabe, pelo Zé Povinho que entretanto vai vivendo na miséria ou dormindo na rua, enquanto a classe política TRAIDORA rouba-nos o nosso dinheiro em impostos para dar aos refugiados.

O mês passado, um dos meus melhores e mais próximos amigos teve de emigrar para os Estados Unidos. Saiu daqui porque foi forçado a sair, pois em Portugal não há empregos, nem condições minimamente decentes para uma pessoa conseguir viver com dignidade.

Não há dinheiro para os nossos e os apoios sociais são miseráveis ou inexistentes, mas aparentemente há dinheiro para dar a refugiados e apartamentos T3, totalmente equipados e mobilados, para distribuir pelos mesmos. Mas a coisa não se fica por aqui, é que para além dos apartamentos gratuitos, os refugiados ainda beneficiam de todo um pacote de apoios sociais com vista à sua "integração". 

Será que ninguém vê nisto o mesmo que eu vejo, ou seja, um claro plano de substituição étnica das populações, com vista a destruir não só a unidade étnica das nações europeias, mas os seus próprios pilares identitários?

A elite, ou superclasse mundialista - chamem-lhe o que quiserem - quer acabar connosco à força toda e por isso nada melhor do que criar guerras no Médio Oriente que (vejam bem a coincidência!), fica mesmo aqui ao nosso lado. Ao mesmo tempo, provocam uma crise económica grave na Europa para obrigar os jovens a ter de abandonar as suas pátrias em busca de emprego e de seguida, asseguram a substituição desses mesmos jovens por hordas de refugiados muçulmanos.

Já se sabe, quem denunciar e tentar resistir a estes planos da elite, é "racista" e "intolerante" ou "lunático". O povo que continue sempre a votar na direitinha do copinho de leite ou na demente esquerdinha caviar, que esse é que é o caminho... para a sepultura colectiva e mais depressa do que pensam...

João José Horta Nobre
6 de Dezembro de 2015
 

26 comentários:

  1. Por isso é que o comunismo, internacionalista, é tolerado pela malta que manda, apesar desta não ser comunista. E o nacionalismo a única coisa que todos eles odeiam. Pois toda essa gente, da Esquerda à "Direita", partilha os mesmos objectivos essencias: a globalização, a destruição das fronteiras.

    Ainda há pouco tempo um dos mais proeminentes capitalistas mundiais, George Soros, disse que tinha como objectivo acabar com as fronteiras da Europa - exactamente o mesmo que a Esquerda "anticapitalista" pretende.

    Não admira pois que os "anticapitalistas" de Esquerda sempre se tenham dado tão bem com os capitalistas a quem, na sua eterna lengalenga demagógica de falsa preocupação pelo bem-estar dos "trabalhadores", fingiam opor-se.

    O historiador britânico Antony C. Sutton, no seu livro «Wall Street and the Bolshevik Revolution », mostrou bem como a comunagem bolchevique se dava às mil maravilhas com os seus "inimigos" capitalistas.

    E hoje não é diferente.

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  2. -» Corridas demográficas... não me diz nada.
    -» Ficar à mercê do pessoal das corridas demográficas... também não me diz nada.
    [nota: os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa]
    -» Um caso de BANDALHEIRA: pessoal que não se preocupa com a construção duma sociedade sustentável (média de 2.1 filhos por mulher)... critica a repressão dos Direitos das mulheres... todavia, em simultâneo, para cúmulo, defende que... se deve aproveitar a 'boa produção' demográfica proveniente de determinados países [nota: 'boa produção' essa... que foi proporcionada precisamente pela repressão dos Direitos das mulheres - ex: islâmicos]... para resolver o deficit demográfico na Europa!?!?!
    .
    Resumindo: há que pensar no separatismo ("http://separatismo--50--50.blogspot.com/")... e há que pensar numa boa gestão dos recursos humanos.
    [nota: tal como eu explico no blog "http://existeestedireito.blogspot.pt/", promover a Monoparentalidade - sem 'beliscar' a Parentalidade Tradicional (e vice-versa) - é EVOLUÇÃO NATURAL DAS SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS]

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  3. Mais uma vez aqui temos o carroceiro da PIDE João José Horta Nobre a espalhar o seu veneno neste blog da extrema-direita pura. É uma vergonha. Uma vergonhaaaaaaaaaaaaa!

    Mas isto apenas demonstra que o fascismo afinal ainda estrebucha e marcha com botas cardadas contra a democracia, a tolerância e os valores de abril. Este blog devia de ser encerrado porque não passa de um blog onde se faz propaganda ao fascismo.

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    1. Ainda bem que reconhece que isto é um "blog da extrema-direita pura", pois é disso mesmo que se trata.

      Confesso que gostei do pormenor "pura".

      Mas pronto, coitados, eu dou-vos o desconto porque já sabemos que o dia hoje foi difícil para vocês com a vitória histórica da Frente Nacional em França.

      Obrigado, volte sempre e não se esqueça das pastilhas Rennie para a azia que deve ser muita...

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    2. Magnífico comentário, camarada! Exactamente! O povo bla bla bla, o povo bla bla bla, o povo bla bla bla, os valores da Abril bla bla bla, os trabalhadores bla bla bla, os trabalhores e o povo, bla bla bla e ainda os valores de Abril e bla bla bla e a democracia!

      E digo mais, citando o nosso camarada Lenine . "Nós apoiamos o terror organizado, isto deve ser francamente admitido. O terror é uma necessidade absoluta em tempos de revolução".

      Temos de usar o terror e o terrorismo contra os fascistas para defender os valores de Abril!

      Graaaaaaaandola Vila Moreeeena, os intelectuais marxistas que parasitam as universidades e os media são quem mais ordeeeeena!

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  4. Credo! O documento de 112 páginas é absolutamente tenebroso! Nunca vi padrões de exigência tão elevados para os cidadãos portugueses!

    Quanto ao "Anónimo" das 21:27h (que deve ser aquele seu "admirador" do blogue da Girafa), coitado, deve estar aziado com a vitória da FN!... Eheheh

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    1. "Quanto ao "Anónimo" das 21:27h (que deve ser aquele seu "admirador" do blogue da Girafa), coitado, deve estar aziado com a vitória da FN!... Eheheh"

      Temos de ter compreensão caro Afonso, a esquerdalha hoje anda toda com cara de quem veio de um velório. Já brincaram e gozaram connosco o que quiseram durante 41 anos, agora é a nossa vez de brincar e gozar.

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  5. Eu não consigo ser tão otimista como vocês.
    Estando a esquerda corrupta a controlar e a filtrar a informação, a dominar a burocracia do Estado, a magistratura, as polícias, incluindo as secretas e as Forças Armadas, não tenho motivo aparente para festejar.
    Também me parece cedo para tirar conclusões da vitória da FN em França. Se vencerem as eleições nacionais, isso será assinalável.
    Lembram-se de Jörg Haider?
    Sofreu um bloqueio por parte da UE e
    morreu num "acidente".
    Em política é tudo muito reversível.
    O Sócrates estava preso, é público o manancial de vigarices que praticou e de repente o partido dele vai para o governo mesmo perdendo as eleições e não me parece que vá sequer haver julgamento.
    Por outro lado, as atuais gerações de portugueses não sentem a pátria. Já foram educados nestas doutrinas do tal Abril.
    Perderam a matriz que nos uniu durante séculos. Não estou a ver um povo que vota maioritariamente à esquerda por tachismo e barriguismo, de repente começar a pensar no interesse nacional.
    É só ver o que fizeram os estivadores, os funcionários da CP, Metro, Carris, etc em plena bancarrota quando era necessário reunir todas as boas vontades para a recuperação nacional, para sairmos das mãos dos credores.
    Pode ser, como diz o Afonso, que a coisa pegue no norte ou no centro da europa.
    Aqui, não. É ver como é enaltecido o trafulha do Guterres que para ganhar euros anda a impingir os Maomés pelos países europeus, incluindo o nosso Portugal.

    Rick

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  6. "Não há dinheiro para os nossos e os apoios sociais são miseráveis ou inexistentes"

    "...isto é um "blog da extrema-direita pura""


    Caro JJHN


    As contradições é que lixam tudo.

    O que é preciso é acabar de vez com os "apoios sociais" e isso só se acaba de vez com o esquema em pirâmide que é o sistema de pensões da Segurança Social. A melhor maneira é abolir os descontos para a Segurança Social, tanto os do trabalhador por conta de outrem (11%), como os do patrão (23,75%).

    Seria o colapso de um dos pilares do esquerdismo. Sim, antes de combater os pseudo-refugiados é preciso combater os esquerdalhos, senão é como criar frangos, matá-los, depená-los, temperá-los e depois de assá-los, atirá-los para o lixo.

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    1. "O que é preciso é acabar de vez com os "apoios sociais" e isso só se acaba de vez com o esquema em pirâmide que é o sistema de pensões da Segurança Social. A melhor maneira é abolir os descontos para a Segurança Social, tanto os do trabalhador por conta de outrem (11%), como os do patrão (23,75%)."

      A sua proposta neoliberal, é a receita perfeita para uma revolução comunista a curto/médio prazo.

      Acaba com os apoios sociais e depois?

      Os pobres vão andar a chafurdar no lixo à procura de comida, enquanto os capitalistas selvagens enchem a pança à custa da exploração.

      O mal da direita é que a direita não lê Marx e fazia-lhe bem ler Marx.

      Um capitalista compra a força de trabalho, pagando sempre o mínimo possível ao trabalhador, pois essa é a lógica do capitalismo selvagem. Lucro, lucro, lucro, só interessa o lucro e este fica nas mãos de uma pequena minoria muito bem organizada, que depois atira umas migalhas ao povo e faz disso uma grande coisa...

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    2. Caro JJHN

      Discordo, pois com esta medida, aliada a outras, facilitaria o crescimento exponencial do investimento privado em todos os sectores económicos que absorveria grande parte dos desempregados.

      Os pobres não andariam a chafurdar no lixo, iriam andar à procura de trabalho. Comida não falta e a preços baixos, aliás, mais tenderiam a baixar com a medida.

      De qualquer maneira, quando Cavaco era 1º ministro, ele já tinha começado a baixar a taxa dos descontos por conta da entidade patronal de 24,5% para 23,75%, ora chegar a 0% é uma questão de vontade política ou então o garrote financeiro a que estamos submetidos irá contribuir para que se baixe muito lentamente essa taxa.

      O lucro é o que permite a uma empresa continuar a existir, permitindo novos investimentos, geração de riqueza através da criação de produtos e serviços e criação e manuetenção de empregos e oportunidades.

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    3. Essa receita económica neoliberal já foi colocada em prática em muitos lugares e em todo o lado por onde passou, resultou num aumento da miséria social.

      Tem um bom exemplo disso, a Venezuela antes de Chávez. Era governada por uma direita bastante liberal e o resultado foi um cada vez maior fosso entre ricos e pobres, o que resultou directamente na ascenção de Hugo Chávez ao poder.

      Os neoliberais são os melhores amigos da esquerda, pois são as suas políticas que fornecem à esquerda todos os argumentos e a "pólvora social" necessária para que cheguem ao poder.

      Depois queixam-se do quê?

      Eu sei perfeitamente bem que toda a empresa precisa de lucro para crescer e continuar a existir, mas uma coisa é o lucro, outra coisa é a gula selvagem por parte de gente que muitas vezes tem já biliões de dólares, contas offshore e vive num Mundo dourado de torres de marfim.

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    4. Caro JJHN


      Desconheço algum país ocidental que tenha abolido os descontos para financiamento de futuras pensões de reforma. Se sabe, poder-me-ia mencionar qual.

      As receitas "neoliberais" aplicadas têm sido neokeynesianas, ou seja, friedmanianas, muito aplicadas e divulgadas nos anos 80 e com grande sucesso, especialmente com Reagan e Thatcher.

      Estamos em 2015, o contexto é diferente, precisamos de verdadeiras reformas estruturais, senão o Estado continuará a gastar mais do que recebe, ou seja, continuará com os habituais défices, ora, isso tem sempre um limite que é quando deixa de ser financiado e em 2011 foi a última vez por aqui.

      A economia venezuelana, muito dependente do petróleo colapsou com a reação aos choques petrolíferos, ou seja, quando deviam reduzir os gastos orçamentais devido às menores receitas de petróleo, aumentaram para manter o nível de vida, aumentando brutalmente a dívida externa e com a desvalorização da moeda. Simplesmente, uma política económica errada, reversível quando existe bom senso e vontade política. Votando em Chavez, os eleitores escolheram o caminho da pobreza, miséria e fome. Assim como cá (outro contexto), quando os eleitores escolheram Guterres para suceder a Cavaco. E depois Sócrates e depois Costa.

      Outra coisa, o fosso entre ricos e pobres tem diminuido muito e acelerado aquando da implosão do regimes do leste da Europa e da adopção da iniciativa privada na China, aliás é o normal que aconteça, pois abre oportunidades a cada vez mais pessoas. Aliás, os lucros propriamente ditos chegam a cada vez mais pessoas, afinal, qualquer pessoa por mais básica que seja consegue comprar umas acções.

      Em relação às contas off-shore, afinal porque as pessoas com posses irão estar à mercê de esquerdistas, não faz sentido.



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    5. "Estamos em 2015, o contexto é diferente, precisamos de verdadeiras reformas estruturais, senão o Estado continuará a gastar mais do que recebe, ou seja, continuará com os habituais défices"

      Estou absolutamente de acordo!

      É óbvio que o Estado precisa de reformas estruturais profundas, nisso estamos absolutamente de acordo.

      Mas tudo isso não resolve o problema de base do modo de produção capitalista que é a queda tendencial da taxa de lucro de que Marx já nos falou no século XIX.

      Até hoje ainda estou à espera que algum economista liberal apresente uma solução para tal problema, que é a raíz da maioria das crises cíclicas do modo de produção capitalista.

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    6. "Mas tudo isso não resolve o problema de base do modo de produção capitalista que é a queda tendencial da taxa de lucro de que Marx já nos falou no século XIX."


      Caro JJHN


      A teoria económica de Marx tem valor no sentido da perspectiva histórica, simplesmente não tem nenhum valor a sua aplicação, Marx desconhecia a produtividade e de que esta pode ser melhorada.

      Hoje sabemos os parâmetros com que devem ser avaliados a criação de riqueza, que são a inovação e a produtividade, ora, implementar reformas estruturais (inovação) para melhorar a produtividade (obter melhores resultados com menos recursos) é o que se deve fazer para obter lucros (e é o que se faz no sector empresarial). Pouco importa, se numa ano a empresa tem a rentabilidade de 10% e depois baixa para 5%, apenas a rentabilidade deve ser superior ao custo do capital; compete depois ao empresário, decisor ou gestor inovar para melhorar a produtividade e assim os seus lucros e, em caso de não estar satisfeito, vender ou mesmo encerrar a actividade (inovar) e implementar nova actividade.

      No Estado, acabar com os descontos (inovação) teria o efeito de praticamente desmantelar a quase totalidade do Ministério da Segurança Social, suas secretarias, sub-secretarias, organismos e dependências e correndo com grande parte dos funcionários que precisam de empregos, mas que simplesmente não existem porque não há investimento privado suficiente.

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    7. Mas o Arquivista não respondeu á minha pergunta. Como é que resolve o problema tendencial da queda da taxa de lucro?

      À medida que os capitalistas descem salários, de forma a manter a rentabilidade da empresa, os trabalhadores vão perdendo poder de compra. Se as pessoas não têm poder de compra, a quem é que as empresas vão vender os seus produtos?

      Entramos aqui numa crise de superprodução, pois as empresas produzem mais do que aquilo que conseguem vender e esta crise de superprodução, deve-se à queda tendencial da taxa de lucro, que impede as empresas de pagarem mais aos trabalhadores, de forma a manter o seu poder de compra elevado o suficiente.

      Isto é um ciclo vicioso e a única solução para quebrar este ciclo vicioso em que o modo de produção capitalista cai, é arranjando uma grande guerra de tempos a tempos, pois não há melhor negócio do que a guerra...

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    8. Caro JJHN


      Respondi, mencionei que a rentabilidade deve ser superior ao custo do capital, sendo pouco relevante se houver variações descendentes da rentabilidade e se for relevante compete ao responsável alterar as condições (inovar), isto na óptica da entidade patronal.

      Parece-me que JJHN, parte duma lógica que o trabalhador permanecerá para sempre trabalhador, apenas um pressuposto "imobilista" com que Marx também parte, ora, não é isso que acontece na vida real, e isso é mais evidente em sociedades mais empreendedoras, hoje em dia, ser empreendedor ou investidor é cada vez mais simples, fácil e acessível.

      De qualquer maneira, mesmo que um trabalhador seja apenas trabalhador para o resto da sua vida activa, o que se tem verificado é que independentemente de haver uma quebra salarial, é cada vez mais acessível produtos e serviços a cada vez mais população, pois hoje em dia, há cada vez mais pessoas com acesso a imóveis, carros, mobília, electrodomésticos, televisores, computadores, rádios, ar condicionados, etc, além de alimentos, vestuário, educação, saúde, informação (cada vez mais acessível), produtos e serviços financeiros (acções, obrigações, certificados, fundos de investimento, etc).

      Além disso, um trabalhador tem que ser o seu próprio gestor, ou seja, não trabalha para aquecer, precisa que o seu salário compense e se não o satisfazer precisa de procurar alternativas e não estando exclusivamente dependente da entidade patronal.

      Uma boa gestão impede crises de superprodução, porque simplesmente, se não consegue vender, torna-se estúpido produzir mais. Compete ao gestor tomar medidas para que se ultrapasse essa situação, ou melhora o produto, ou substitui ou encerra a produção, não há ciclo vicioso, inovar e melhorar a produtividade é o que é preciso ser feito (ciclo virtuoso), caso contrário, a empresa perde competitividade e tende a encerrar por obsolescência, ou seja, se não vende os produtos não tem lucro.

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    9. "Respondi, mencionei que a rentabilidade deve ser superior ao custo do capital, sendo pouco relevante se houver variações descendentes da rentabilidade e se for relevante compete ao responsável alterar as condições (inovar), isto na óptica da entidade patronal."

      Ou seja, dito de forma simples, a única forma de a entidade patronal poder manter o lucro, é fazendo exactamente aquilo que Marx disse, cortar nos salários e vai ter ir sempre cortando até se atingir a miséria das misérias.

      Isto não tem volta a dar. Por mais malabarismos que os economistas liberais façam, o resultado é sempre o mesmo, na ausência de novos mercados para onde exportar os seus produtos, uma empresa não tem outra solução a não ser fazer despedimentos e cortar nos salários, o que leva ao ciclo vicioso do costume: mais despedimentos = menos poder de compra = menos lucros = mais despedimentos.

      A única forma de se acabar seriamente com este ciclo vicioso, é arranjando uma guerra. Foi essa a saída que o modo de produção capitalista encontrou para sair da crise da década de 1930 e hoje já anda a preparar o terreno para uma nova guerra na Europa, pois o autêntico "lamaçal" onde o Capitalismo neste momento se atolou, só assim pode ter fim.

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    10. Caro JJHN


      Quando digo que compete à entidade patronal inovar, não significa cortar nos salários, inovar, pode ser a nível de novos produtos, novos processos de fabrico, etc.

      Agora, parece-me que está muito "agarrado" à teoria de Marx, ou seja, procura soluções dentro da teoria de Marx, quando os pressupostos da sua teoria são irrealistas: Marx desconhecia a produtividade e também pensava que a economia era "estacionária", mas a realidade sempre foi diferente, a economia é dinâmica, a inovação é constante e permanente, aliás Keynes no século XX, também partia desse pressuposto que a economia era "estacionária", por isso, apesar de muito implementada, nos anos 30 com o New Deal e mais tarde nos anos 80 com Reagan e Thatcher, já em versão neo-keynesiana (Friedman) (uma versão modificada da teoria de Keynes) e que permitiu elevados ritmos de crescimento económico com ganhos de produtividade, a teoria simplesmente não funciona, porque além do pressuposto da economianão ser "estacionária" junta-se a irresponsabilidade política dos governos gastarem mais do que recebem, ou seja, têm défices anuais constantes e permanentes.

      Precisamos de reformas estruturais, mas depende da vontade política de quem lidera os Governos, mas como infelizmente não há quem a tenha, resta o garrote financeiro que orienta os ajustamentos (a tal austeridade) a fazer, ou seja, tudo muito lentamente.

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    11. «Marx desconhecia a produtividade e também pensava que a economia era "estacionária"»

      Não concordo, quem foi o economista liberal que inventou isso?

      Marx não conhecia a produtividade? Desde quando?

      Marx percebia a produtividade demasiado bem até e explicou-a ao pormenor no "Das Kapital", está lá tudo, é só ler.

      Aliás, Marx explicou ao pormenor as relações entre a burguesia e o trabalhador que vende a sua força de trabalho à mesma.

      Quanto à afirmação de que para Marx a economia era estacionária, isso está escrito onde?

      Aliás, essas teorias são malabarismos dos teóricos liberais que já não sabem as voltas que hão-de dar para fugir ao defeito inerente ao modo de produção capitalista, que é sempre o mesmo: a queda tendecial da taxa de lucro.

      Mas indo um passo mais longe, porque é que o debate actualmente é apenas Capitalismo vs. Socialismo.

      Porque é que tão poucos se lembram do Corporativismo?

      Porque é que a ciência económica - que em certos pontos mais parece bruxaria económica - não tenta encontrar um novo paradigma económico?

      Não estou agarrado à teoria de Marx, gosto é da sua crítica ao Capitalismo que continua válida e actual em muitos aspectos. Mas não acredito no Socialismo, pois as experiências a Leste já demonstraram que isso não funciona.

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    12. Caro JJHN


      Sim, para Marx, aumentar a produtividade implicava mais horas de trabalho, aliás ele construiu a sua teoria com esses pressupostos, por isso, a sua crença na "inevitabilidade" da revolução do proletariado. Pior ainda, os seus seguidores, os marxistas continuavam com essas crenças.

      Os primeiros estudos sobre a produtividade, sobre o simples estudo das tarefas, nomeadamente sobre o transporte de areia de FW Taylor, surgiram quando Marx estava no final da sua vida ou mesmo, pouco depois disso: Era possível, melhorar a produtividade sem ser preciso trabalhar mais horas.

      Quando me refiro, sobre economia "estacionária" significa que a inovação era algo que "não existe" na economia, era algo exterior a ela (assim como os desastres naturais ou mesmo a própria guerra), por isso, Marx não incluía a inovação e produtividade na sua teoria, mas essa falha também Keynes a teve já no século XX, embora tenha reconhecido isso no final da vida, contudo a teoria Keynesiana já estava nas mãos dos governantes e foi sendo aplicada.

      E quando me refiro à inovação, significa também a mobilidade social das pessoas, uma pessoa pode começar como simples trabalhador e depois passar a empresário.

      Surpreende-me que procure soluções numa teoria com pressupostos errados.

      Sabemos o que é preciso ser feito, por exemplo, pelo menos não gastar mais do que se recebe, mas isso nas mãos dos políticos simplesmente não vale nada, quem vier a seguir que pague a factura.

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    13. "Surpreende-me que procure soluções numa teoria com pressupostos errados.

      Sabemos o que é preciso ser feito, por exemplo, pelo menos não gastar mais do que se recebe, mas isso nas mãos dos políticos simplesmente não vale nada, quem vier a seguir que pague a factura."

      Eu sempre defendi que não se pode gastar mais do que aquilo se ganha, isso parece-me óbvio...

      Eu não procuro soluções no marxismo, pois o marxismo não oferece soluções nenhumas, apenas críticas atrás de críticas. Se eu procurasse soluções no marxismo, seria marxista, coisa que obviamente não sou.

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  7. Caro João Nobre:
    Eu apreciei imenso o seu texto e dou-lhe os parabéns pela coragem que tem demonstrado!
    Cumprimentos.

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  8. De facto, é reconfortante encontrar sítios bem frequentados... caso deste Blog.

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