sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Dizem Por aí Que o Salário Mínimo Vai Subir...



"O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o financeiro: é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança; é a «flor do mal» do pior capitalismo." - António de Oliveira Salazar (1889 - 1970), Problemas da organização corporativa. Conferência no S. P. N., em 13 de Janeiro de 1934, Discursos, Vol. 1, pp. 292-294

Dizem por aí que o salário mínimo vai subir. A canalha burguesa já entrou em pânico e como de costume, já começaram as ameaças e a chantagem por parte dos servos de Mammon. Tudo isto é de esperar, pois as ratazanas quando se sentem em pânico, têm tendência para chiar alto, arranhar e morder.

Ora, não tendo eu a mínima simpatia pelo actual governo e assumindo sem peias o meu absoluto desprezo pela "democracia" dos amanhãs a cantar e pelo pedaço de papel higiénico que é a constituição da república, tenho de dizer que em consciência não posso dar apoio a políticas que visam beneficiar uma minoria muito pequena da população em detrimento da grande maioria. Manter a miséria que é o salário mínimo nos actuais valores, é compactuar com a pequena minoria que está extremamente bem organizada e que até se dá bem com os lacraus de extrema-esquerda em muitos casos. Vê-se bem na Grécia actual toda a amizade que há entre a elite e o bando de vigaristas do Syriza...

Ou por caso ainda não perceberam que Capitalismo e Comunismo são duas faces da mesma moeda internacionalista? Ocasionalmente, as coisas correm é mal para os capitalistas e saem fora de controlo, como aconteceu em 1917 e posteriormente em 1939 com Hitler (um socialista anti-semita disfarçado de nacionalista alemão), mas o único objectivo da extrema-esquerda é o de minar as nações de dentro para fora, abrindo o caminho para a sua autodestruição inevitável e colocando-as à mercê da plutocracia internacionalista.

O Comunismo é o lobo em pele de carneiro, o agente da plutocracia internacionalista, criado pela plutocracia internacionalista, para arruinar Nação atrás de Nação, corrompendo as suas virtudes e os seus pilares identitários e morais.

Se alguém tiver dúvidas disto, basta observarem o recente show que o Syriza fez na Grécia. Toda aquela palhaçada não passou disso mesmo, um show para iludir as massas e levá-las ao engano. Quem saiu beneficiado com este circo todo? Pois vejam bem a coincidência! Foi mais uma vez a elite (porque será que é sempre a elite?...), que graças ao show do Syriza conseguiu impôr medidas de austeridade ainda mais duras do que aquelas que os gregos tinham no governo anterior. Os banqueiros estão hoje a engordar como autênticos suínos, tudo graças aos rapazes sem gravata do Syriza e à extrema-esquerda grega. É caso para se dizer que a comunalha, mais uma vez, fez um "excelente" trabalho para os seus patronos... capitalistas!

Vê-se que o salário mínimo em Portugal é uma grande "fartura", uma "fartura" extrema e por isso os "coitadinhos" dos empresários, "pobrezinhos" - que já quase não têm dinheiro para os hotéis de 5 estrelas, garrafas de vinho a mil euros, cruzeiros, BMW's de alta cilindrada e putas de luxo - estão a chorar muito.

Nem imaginam a "pena" que eu sinto! "Coitadinhos" dos empresáriozinhos, já viram bem o "crime" que isto é?


Subir o salário mínimo??? Isto é um autêntico atentado aos empresários "esfomeadinhos" e "magrinhos" que assim já não vão poder comprar o último modelo da Rolls Royce para levar as suas pêgas e tacos de golfe a passear.

Então mas onde é que já se viu querer que um trabalhador - que em certos casos ganha em sete ou oito anos o que o seu patrão ganha num mês - possa ter mais umas migalhas no seu salário mísero?!

Ai que isto não é coisa que se exija

Caros compatriotas, está visto e demonstrado que a direita do copinho de leite - os liberalóides, atenção, não confundir com espermatozóides... - precisa de levar uma lição, neste caso um refrescar de memória, pois parece que já se esqueceram das lições de 1917, quando a palavra de ordem do "camarada" Lenine era não para apenas nacionalizar tudo o que fosse capturado pelos bolcheviques, mas para exterminar fisicamente a própria burguesia, isso mesmo, EXTERMINAR.

Estes liberalóides não aprendem, recusam-se a aprender e ainda troçam de quem lhes quer ensinar alguma coisa. 

Que se há de fazer? 

É deixá-los andar que as Le Pen's deste Mundo logo lhes enfiam a sabedoria pela goela abaixo e à força se for necessário.

João José Horta Nobre
11 de Dezembro de 2015


Documentário ao qual todos os liberais e ultra-liberais deviam de assistir para perceber onde levam as suas políticas e o que eventualmente lhes pode vir a acontecer a eles e às suas famílias...

10 comentários:

  1. Abolir o salário mínimo, deixando a negociação e a definição do salário entre entidade patronal e trabalhador é a única opção. Seria também desmantelar uma das bases de sustentação da esquerda. Contribuiria também, junto com outras medidas, para o aumento exponencial do investimento com boas consequências económicas.

    As entidades patronais, raramente entram em pânico, até podem chiar mas simplesmente fazem o que a lógica empresarial dita, se a rentabilidade não for suficientemente aceitável, inova reduzindo o número de trabalhadores ou aumenta os preços ou ainda pode substituir o negócio ou encerra a empresa ou ainda pode deslocalizar o negócio para outro país que ofereça melhores condições. Aliás muito dos investimentos que dantes vinham para Portugal foram deslocalizados para o Leste da Europa, para o Sudoeste Asiático, China e Índia.

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  2. Em relação aos servos do dinheiro, existem em todas as classes sociais, tanto patrões, como trabalhadores, funcionários públicos ou profissionais liberais, é algo mais inerente ao ser humano do que a uma classe social.

    Devo salientar que apesar de defender a abolição do salário mínimo, sei que não depende de mim mas depende dos políticos e uma decisão dessas depende da vontade política de quem decide, ou seja, se nem sob alçada da Troika e com um governo teoricamente de centro-direita foram capazes de implementar esta medida, limitando-se a reduzir o salário mínimo através da diminuição de alguns feriados e do aumento de 35 para 40 horas na função pública, com este governo de esquerda o enlameamento irá imperar, por isso, sou a favor dum aumento brutal do salário mínimo, pois isso irá subir os custos laborais, tanto no privado como no público, obrigando, na falta de reformas estruturias, aos ajustamentos necessários por falta de dinheiro.

    "...Capitalismo e Comunismo são duas faces da mesma moeda..."

    Discordo, o Capitalismo é o impulsionador do desenvolvimento e da paz, fomentador da criação de riqueza através de produtos e serviços, originador de empregos sustentáveis e oportunidades, já o Comunismo tem gerado, muita pobreza, miséria e fome, além do incontável número de mortos.

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    1. "Discordo, o Capitalismo é o impulsionador do desenvolvimento e da paz, fomentador da criação de riqueza através de produtos e serviços, originador de empregos sustentáveis e oportunidades, já o Comunismo tem gerado, muita pobreza, miséria e fome, além do incontável número de mortos."

      Então se Capitalismo e Comunismo são assim tão diferentes e o Capitalismo tem tantas virtudes sobre o Comunismo como afirma o Arquivista, porque é que os capitalistas de Wall Street foram alegremente financiar a Revolução Bolchevique?

      Está aqui tudo e ao pormenor, é só ler:

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2013/08/wall-street-revolucao-bolchevique-e.html

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    2. Continuando na sequência dos meus anteriores comentários que não consegui acabar


      "Ocasionalmente, as coisas correm é mal para os capitalistas e saem fora de controlo"

      Sim, ocasionalmente correm mal para os capitalistas ou elitistas, mas deve-se analisar o contexto histórico.

      Em 1789, em plena Pequena Idade do Gelo, enquanto que em países mais a norte, substituiu-se as culturas de cereais pela batata, em França havia o mito de que a batata era o alimento do diabo, continuou-se com a produção de cereais que não resistiam ao frio, sendo que as fracas produções agrícolas originaram a fome; Ficou célebre a resposta da rainha ao clamor do povo pela falta de pão - Comam brioches -; as tropelias de Paris levaram à queda do Antigo Regime (Absolutismo) e à posterior deriva "jacobina" sendo que para repôr a ordem só mesmo uma forte ditadura militar que pôs a ferro e fogo a Europa.

      Em 1917, na Rússia, em plena Grande Guerra, onde após a abolição da servidão (1861) e êxodo rural para as cidades, com fracas produções agrícolas e com um lunático Lenine inspirado pela teoria Marxista.

      A ascensão nos anos 30 dos nazis, após grave crise económica, ainda pela destruição da 1ª Guerra, pelas dívidas das indemnizações de Guerra. Houve falta de coragem dos países europeus quando os alemães começaram a infringir as imposições do Tratado de Versalhes, rearmando-se e militarizando certas regiões. O tal pacifismo de Chamberlain.

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  3. Em 1949, na China, no pós 2º Guerra, num país destruído, onde há milhões de bocas para alimentar.

    "...o recente show que o Syriza fez na Grécia..."


    O bom senso prevaleceu, pois a alternativa era o fim do financiamento o que iria conduzir à insolvência e à paralisação do Estado e da economia e conduziria à escassez de alimentos, combustíveis, etc, já na Coreia do Norte, resiste-se a tudo, por isso, nos anos 90 milhões morreram de fome.

    Ou seja, mesmo quando os capitalistas ou elitistas perdem, a factura maior, mais tarde ou mais cedo, é paga pela arraia miúda, pelo zé povinho.

    "Os banqueiros estão hoje a engordar como autênticos suínos"


    Ser banqueiro não é fácil, afinal é por isso que são poucos e obtêm a recompensa pelo risco que correm.

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    1. Mas continua sem conseguir responder à minha pergunta. Porque é que os capitalistas de Wall Street foram financiar a Revolução Bolchevique?

      É só ler e tem lá o link para a obra completa do professor Antony C. Sutton em pdf:

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2013/08/wall-street-revolucao-bolchevique-e.html

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    2. Respondendo às 6 conclusões do link citado:

      Houve um confisco generalizado do ouro, não creio que ao zé povinho (porque este simplesmente, na sua grande maioria, não o teria) mas às famílias nobres e poderosas e também ao clero, ora, esse ouro nas mãos dos bolcheviques só poderia servir para financiar a "Nova Ordem", criando as condições (através da repressão e da guerra civil) para a consolidação do poder.

      Ora, naquela altura, vigorava o padrão-ouro clássico (até 1914), mas basicamente isso significava que os bancos centrais precisavam da maior quantidade de ouro possível para financiar eventuais desiquilíbrios nas balanças de pagamento; também convém lembrar que em 1917 os Eua entram na Grande Guerra, sendo que necessitavam de financiamento para isso e só seria possível através do açambarcamento de ouro.

      Não creio que "Wall Street" tivesse apoiado a Revolução Bolchevique, mas essencialmente houve um aproveitamento para fazer negócios, similar à posição de Thatcher, quando disse que gostava de Gorbatchov, podemos fazer negócios juntos.

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    3. "Não creio que "Wall Street" tivesse apoiado a Revolução Bolchevique, mas essencialmente houve um aproveitamento para fazer negócios, similar à posição de Thatcher, quando disse que gostava de Gorbatchov, podemos fazer negócios juntos."

      Claro que apoiou. Ambas as ideologias são internacionalistas, Capitalismo e Comunismo são duas faces da mesma moeda. O objectivo de Wall Street não foi só o de fazer negócios, mas destruir a Rússia como Nação. Andamos nisto há mais de um século, as acções levadas a cabo pela alta finança demonstram um claro ódio à soberania das nações e um desejo de destruir essas mesmas. Na Europa já não lhes falta muito, estamos neste momento perto do fim, tanto como povo e como Civilização.

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    4. Caro JJHN

      São ideologias completamente diferentes, o capitalismo (ou liberalismo, segundo Adam Smith) advém da liberdade, da liberdade de criar, produzir, negociar, enfim da liberdade de enriquecer; o Comunismo (ou derivações como o Marxismo, Socialismo) resultam da Igualdade (popularizada em 1789) e sendo que as pessoas simplesmente não são iguais (sexos, idades, capacidades diferentes) a Igualdade só poderá ser atingida pela repressão, pela supressão de liberdades; Ora seria, simplesmente contra a lei, enriquecer, pois isso, promoveria a desigualdade.

      " as acções levadas a cabo pela alta finança demonstram um claro ódio à soberania das nações e um desejo de destruir essas mesmas"

      A alta finança e as empresas, regem-se pelas recompensas (lucros) que delas se conseguem obter face aos riscos. Ora, diminuir riscos e custos facilita a obtenção de lucros, ou seja, abolição de barreiras alfandegárias, criação de uma moeda única que substitui outras moedas facilitam o comércio e eliminam os custos cambiais, liberalização da movimentação de capitais, etc. beneficiam os negócios, não se podendo ser confundido com ódio à soberania das nações, aliás todas estas inovações aliando ao progresso tecnológico aceleraram em muito o bem estar de milhões de pessoas em todo o Mundo. Há custos da evolução é óbvio, quem não se adapta ou quem resiste tende a ficar para trás, e também é óbvio que há muita irresponsabilidade política dos Governos quando gastam mais do que recebem (défices).

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    5. "São ideologias completamente diferentes, o capitalismo (ou liberalismo, segundo Adam Smith) advém da liberdade, da liberdade de criar, produzir, negociar, enfim da liberdade de enriquecer; o Comunismo (ou derivações como o Marxismo, Socialismo) resultam da Igualdade (popularizada em 1789) e sendo que as pessoas simplesmente não são iguais (sexos, idades, capacidades diferentes) a Igualdade só poderá ser atingida pela repressão, pela supressão de liberdades; Ora seria, simplesmente contra a lei, enriquecer, pois isso, promoveria a desigualdade."

      Mas são internacionalistas, ambas são internacionalistas, até Marx o dizia: "o capital não tem Pátria."

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