sábado, 12 de dezembro de 2015

O Nazismo é um Anti-Nacionalismo




O Nazismo é um anti-nacionalismo, pois não respeita as nações, antes pretende subjugar todas as outras nações ao domínio de uma única Nação - a Alemanha.

O Nazismo, ao contrário do Fascismo e do Comunismo, não é uma ideologia exportável, que se possa adaptar a qualquer outra Nação que não seja a Alemanha. O cerne do Nazismo reside na ideia da superioridade do povo alemão sobre todos os outros povos da Europa e do Mundo. Esta ideia central é a que distingue o Nazismo do Fascismo e por isso mesmo é uma falácia falar-se em "nazi-fascismo", pois ambas as ideologias apesar de terem algumas semelhanças entre si, partem de pressupostos diferentes e têm objectivos diferentes.

O Nazismo revelou na sua prática uma agressividade extrema contra a soberania de qualquer Nação que se opusesse aos interesses da Alemanha. Pior ainda, reveolou um modus operandi que se pauta por um constante desrespeito por todos os povos da Europa à excepção do Alemão e uma capacidade de vigarice e mentira que consegue igualar, senão mesmo ultrapassar até as mentiras e vigarices do Comunsimo. A prova suprema disto foi o Pacto Molotov-Ribbentrop assinado em 1939, entre a União Soviética e Alemanha Nazi. Jamais passaria pela cabeça de algum líder com o mínimo de dignidade e honra, assinar um pacto de não-agressão com outra potência, já com a intenção de o vir a quebrar assim que houvesse condições para tal. Mas foi exactamente isto que Hitler fez em 1941, demonstrando na perfeição e como representante do povo alemão, que a sua palavra não valia sequer o papel em que estava escrita.

João José Horta Nobre
Dezembro de 2015

11 comentários:

  1. É uma verdadeira tragédia para o Nacionalismo que a Alemanha Nazi tenha sido a potência que foi. Manchou a imagem do Nacionalismo de uma forma tão severa que ainda hoje sentimos as repercussões.

    E o mais trágico de tudo é que muitos nacionalistas contemporâneos não são capazes de perceber o quão contraproducente é inspirar-se no Nazismo para lutar por Portugal e pela Europa!

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  2. Excelente! Plenamente de acordo! Gostei também que também vou roubar esta posta. :)

    O mais assustador é haver adeptos do nacional-SOCIALISMO que se consideram eles os verdadeiros nacionalistas, em regra racialistas e etnicistas. É por isso que quando me refiro a estes no meu blogue escrevo "nazionalistas".

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  3. Concordo em geral com quase tudo o que escreve, mas neste aspecto as coisas nem sempre são aquilo que parecem. A Alemanha NacionalS defendia uma Europa das nações, não queria subjugar coisa nenhuma, a sua doutrina não assentava em subjugar, assentava na nação e por isso não era anti-nacionalista. A Alemanha queria subjugar Portugal? a Irlanda? a Suécia? o Nepal? a Espanha? tanto era anti-nacionalista que na guerra civil espanhola, apoiou, imagine-se, os nacionalistas (estranho pá) :P É verdade invadiu as Polónias as rep checas é um facto histórico, mas as razões são diversas e assentam sobretudo nas comunidades germânicas que viviam nesses países e que o NS queria juntar ao que eles chamavam reich, tal como esses germânicos queriam pertencer, ou voltar a pertencer á Alemanha (sudetos, danzing etc..), na Áustria houve um referendo. Com isto não estou a tentar desculpar absolutamente nada, a II GM foi uma guerra fracticída entre povos irmãos que nunca devia ter ocorrido. Mas quem declarou guerra a quem? O Ns é uma coisa do século XX, foram cometidas atrocidades de vários lados, com vários protagonistas, ou acreditam mesmo que uns eram uns diabinhos e os outros eram os bonzinhos (isso é propaganda). Da Alemanha, da França, e da Itália no século xx e bem antes, houve nacionalismo que teve ramificações em toda a Europa e no mundo. De facto, a guerra na frente de leste, agregou nacionalistas de todas as nações europeias (inclusive de Portugal) numa "cruzada" contra o bolchevismo, mas tudo isso é uma coisa do passado e é lá que deve ficar, é história, só podemos avaliar e aprender com ela, mas questionar aquilo que nos 'ensinam' é sempre importante.
    O nacionalismo do presente e do futuro, deve assentar essencialmente no factor identitário, preservando os povos europeus e com eles a sua cultura, civilização e progresso socio-económico, esse é o futuro. Guillaume Faye nesse aspecto é um dos intelectuais da área que é e deve ser uma referência. melhores cumprimentos

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    1. "A Alemanha queria subjugar Portugal? a Irlanda? a Suécia? o Nepal? a Espanha? tanto era anti-nacionalista que na guerra civil espanhola, apoiou, imagine-se, os nacionalistas."

      Claro que queria subjugar Portugal, tanto que queria que planeou em conluio com a Espanha franquista a invasão e anexação de Portugal à Espanha. Até lhe deram um nome, seria a "Operação Isabella":

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_F%C3%A9lix#A_invas.C3.A3o_de_Portugal_-_Opera.C3.A7.C3.A3o_Isabella_.5B2.5D_.5B3.5D

      Então isto é coisa que se faça?

      Portugal, um País na periferia da Europa e que não fazia mal a uma mosca é colocado na mira nazi para anexação. Isto enquanto simultâneamente a diplomacia nazi andava a fazer de conta que era nossa "amiga" e a tentar ludibriar Salazar para o seu lado.

      Claro que Salazar, ao contrário de Mussolini, não caiu na armadilha e soube manter-se neutro. Mas isto demonstra na perfeição a canalhice de Hitler. Podia dar muitos mais exemplos, mas este basta.

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    2. "Claro que queria subjugar Portugal, tanto que queria que planeou em conluio com a Espanha franquista a invasão e anexação de Portugal à Espanha. Até lhe deram um nome, seria a "Operação Isabella":"


      Caro JJHN


      Pura estratégia militar, afinal já Napoleão tinha percebido que para impôr o Bloqueio Continental tinha que controlar Portugal.

      Controlar Portugal na 2ª Guerra, seria controlar uma vasta área do Atlântico (Açores a Cabo Verde). Significaria também o acesso facilitado ao volfrâmio para o esforço de guerra.


      "Portugal, um País na periferia da Europa..."

      Na periferia da Europa mas no centro do Mundo e nesse tempo muito mais no centro do Mundo.

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    3. "Pura estratégia militar, afinal já Napoleão tinha percebido que para impôr o Bloqueio Continental tinha que controlar Portugal.

      Controlar Portugal na 2ª Guerra, seria controlar uma vasta área do Atlântico (Açores a Cabo Verde). Significaria também o acesso facilitado ao volfrâmio para o esforço de guerra."

      Mas é canalhice!

      Isso é como o argumento de que os nazis podiam anexar a Chocoslováquia e a Polónia porque estas tinham comunidades germânicas.

      Isso não justifica nada e é uma clara violação da soberania das nações. É exactamente o mesmo argumento que Putin usou para intervir "não oficialmente" na Ucrânia.

      Agora imagine que nós tínhamos em Portugal uma grande comunidade espanhola a viver, como português, como é que se ía sentir se por exemplo a Espanha dissesse que tinha o direito a anexar uma parte de Portugal, apenas porque tínhamos cá uma grande comunidade espanhola?

      O Nacionalismo deve partir sempre de uma premissa de respeito pela soberania de todas as nações e não da premissa das vinganças históricas e anexações a eito.

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    4. Bom artigo, caro camarada, mas convém saber que a Operação Isabella se destinava a impedir que a Inglaterra pudesse usar Portugal como ponto de apoio. A Inglaterra também invadiu a Islândia por esse motivo - para a Alemanha não a invadir primeiro - e havia ingleses que queriam invadir os Açores.

      De resto, é verdade que a Alemanha Nazi foi brutalmente expansionista e até genocida contra os Eslavos. Mais tarde poderá ter evoluído ou parecia poder evoluir para uma posição de verdadeiro Nacionalismo europeu, respeitando todas as nacionalidades, mas também se pode suspeitar que só adoptou essa postura por conveniência, para poder contar com o apoio de alguns invadidos. O mais grave é o que se atribui a Hitler quando estava no bunker - diz-se que reconheceu a força e talvez a superioridade dos Russos, o que bate certo com quem só respeita a força, e isto de facto não é Nacionalismo. É nietzschianismo, darwinismo «étnico», imperialismo puro e simples, mas não é Nacionalismo.

      Quanto à motivação para invadir a Polónia, foi descarada. Se a minoria alemã não estava bem em terra polaca, que fosse para a Alemanha...

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  4. «O cerne do Nazismo reside na ideia da superioridade do povo alemão sobre todos os outros povos da Europa e do Mundo. Esta ideia central é a que distingue o Nazismo do Fascismo»

    Creio que a diferença é que o Nacional-Socialismo considera ser o Estado um instrumento da Nação, ao passo que o Fascismo diz que o Estado é que cria a Nação. Nisto o NS é um nacionalismo, o Fascismo não.

    No que respeita a imperialismos, o Fascismo italiano não ficou atrás do NS em pretensões, como se viu na invasão do norte de África e na arrogância com que quis tratar a Grécia.
    Lá dizia o Mussolini que a paz é estranha ao Fascismo...

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    1. «No que respeita a imperialismos, o Fascismo italiano não ficou atrás do NS em pretensões, como se viu na invasão do norte de África e na arrogância com que quis tratar a Grécia.»

      Sim, o Fascismo Italiano foi uma ideologia imperialista, mas muito menos violenta do que o Nazismo. O Fascismo na Itália só começou a ser verdadeiramente genocida já durante a Segunda Guerra Mundial quando Mussolini começou a mandar comboios de judeus para as mãos dos nazis, de forma a serem exterminados.

      Sobre a Itália fascista já escrevi várias coisas:

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2014/12/o-fascismo-e-memoria-curta-da-esquerda.html

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2013/03/quando-italia-tinha-orgulho-em-ser.html

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