domingo, 6 de dezembro de 2015

O Paradoxo do Papa João Paulo II



Não deixa de ser paradoxal que após ter dado um contributo fulcral para o enfraquecimento e posterior colapso do Império Soviético, o Papa João Paulo II tenha sido simultâneamente um dos principais impulsionadores da Igreja em prol da suicidária aproximação do Cristianismo ao Islão. 

É que muitos talvez já não se lembrem, ou nem sequer saibam, mas foi o Papa João Paulo II que inaugurou o diálogo ecuménico entre o Islão e a Igreja Católica.[1]

O dia 6 de Maio de 2001 ficou para a história como o dia em que pela primeira vez um Papa teve o desplante de entrar numa mesquita e rezar com mouros. Não bastando este acto de puro delírio, o "santo" Papa ainda achou por bem beijar o Alcorão, um livro onde se apela explicita e directamente à matança de "infiéis", ou seja, de todos os não-muçulmanos.

É caso para se perguntar se em troca de toda esta "fraternidade" e "piedade" cristã para com a moirama, se por acaso algum líder muçulmano de relevo já se dignou a retribuir o gesto, indo rezar e beijar bíblias numa igreja?

Não me parece...

Por tudo isto que já é muito e grave, é também legítimo perguntar se alguém considera que um Papa que reza numa mesquita e que não só se curva, mas que vai ao ponto de beijar um Alcorão, pode um Papa assim ser canonizado?

Não me parece...

O que o Papa João Paulo II fez, por mais que isto custe a muitos bons e fiéis católicos admitir, foi um acto de heresia e uma demonstração de puro desrespeito para com todos os cruzados e patriotas que morreram ao longo de séculos a tentar travar o avanço islâmico. Um Papa que faz isto, por muitas outras coisas boas que possa ter feito, não pode ser canonizado. Ponto.

O que diriam os nossos antepassados que sofreram na própria pele a brutalidade da expansão e ocupação islâmica, se vissem as imagens do Papa João Paulo II a beijar um Alcorão e a rezar com mouros numa mesquita?

O que diriam disto os Mártires de Marrocos[2] que foram barbaramente torturados até à morte pelos seguidores da "religião da paz", apenas por pregarem a palavra de Cristo?

Em termos comparativos, o acto herético do Papa João Paulo II seria o equivalente a um Rabino reconhecer Hitler como profeta e de seguida beijar o Mein Kampf em sinal de profundo respeito para com a "religião" nazi (que no fundo até acaba por ser uma espécie de religião...).  

Mas é certo e sabido que a loucura total tomou conta do Vaticano desde há umas décadas a esta parte, mais propriamente desde o Concílio Vaticano II que foi claramente a origem de muitos dos males que hoje afectam a Igreja, ou o que ainda resta da mesma...  

___________________________________________________

Notas:
[1] OLIVEIRA, João Pedro - Os Caminhos de Wojtyla, o Papa que veio do Leste. Diário de Notícias, 02 de Abril de 2005. Link: http://www.dn.pt/arquivo/2005/interior/os-caminhos-de-wojtyla-o-papa-que-veio-do-leste-614393.html
[2] WIKIPÉDIA - Mártires de Marrocos. Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rtires_de_Marrocos

João José Horta Nobre
Dezembro de 2015
 

6 comentários:


  1. Caro JJHN


    O objectivo da Igreja é mudar o Mundo. Converter os infiéis de modo que estes sigam Jesus (Cristo, não o treinador) é apenas um passo para isso ser alcançado.

    Um pseudo-diálogo ecuménico, uma entrada numa mesquita, um beijo no livro e um dia de jejum nada significam, aliás, deve ser mais grave para eles (que são radicais extremistas) a sua entrada na mesquita.

    Os ensinamentos de Cristo continuam vivos 2000 anos depois da sua morte e é a religião que mais cresce em todo o Mundo (Só na Europa é que não, devido ao fluxo dos pseudo-refugiados). Ora, isto acontece porque a sua mensagem é consistente e a evangelização continua.

    Se deve ser canonizado, apenas à Igreja diz respeito.

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    1. "Se deve ser canonizado, apenas à Igreja diz respeito."

      Eu sei bem que a Igreja não é, nem pode ser uma democracia, mas os católicos têm todo o direito a pronunciar-se sobre o que acham do processo de canonização de João Paulo II.

      Um católico não é, nem pode ser um simples carneiro que obedece cegamente aos ditames da Igreja. Aliás, a desobediência ao Papa é não só um direito, como um dever de todo católico, quando este é confrontado com actos de pura loucura praticados pela mais alta hierarquia do Vaticano.

      "Um pseudo-diálogo ecuménico, uma entrada numa mesquita, um beijo no livro e um dia de jejum nada significam."

      Nada significam?

      Então se nada significam, porque é que o Papa os praticou?

      Se estamos perante um Papa que faz este tipo de coisas sem saber sequer o significado, então é caso para se concluir que o Papa está senil...

      O Papa é o mais alto representante da Igreja Católica, TUDO o que ele faz tem um significado e por isso mesmo um Papa não pode andar por aí a beijar alcorões ou a dizer que o Novo Testamento tem o mesmo valor que o Alcorão, caso contrário, qualquer dia também vamos ouvir um Papa a dizer que a Bíblia Satânica também tem o mesmo valor que a Bíblia Cristã. Aliás, já faltou mais para isso...

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    2. Caro JJHN


      Nada significam para a fé duma pessoa católica, nomeadamente o Papa.

      Obviamente que os actos praticados têm como fim a conversão dos infiéis.

      Também parece-me óbvio que se ele comparou o Novo Testamento ao Alcorão é o seu significado similar para ambas as religiões, cada uma com a sua.

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    3. "Obviamente que os actos praticados têm como fim a conversão dos infiéis.

      Também parece-me óbvio que se ele comparou o Novo Testamento ao Alcorão é o seu significado similar para ambas as religiões, cada uma com a sua."

      O arquivista há-de me dizer quantos infiéis é que já se converteram graças a esse acto de João Paulo II.

      Não foi ele que comparou o Novo Testamento ao Alcorão, foi o Papa Francisco.

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    4. Não sei se algum se converteu mas a evangelização, apesar de lenta, para os dias que correm, é consistente.

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    5. A "consistência" não a salva do facto de ser hoje o Islão a religião que mais cresce no Mundo:

      http://www.answering-christianity.com/yahya_ahmed/islam_fasting_growing_religion_world.htm

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