sábado, 26 de dezembro de 2015

Três Datas Funestas



O marmelo que ocupa o cargo de Primeiro-Ministro veio mais uma vez - com a infalível sabedoria "progressista" de que apenas um esquerdóide é capaz - atirar um pouco de caril fora de prazo para o ar afirmando que no próximo ano, o novo Governo vai celebrar três datas especiais: “40 anos da Constituição da República Portuguesa, os 30 anos da adesão de Portugal à então CEE e os 20 anos da fundação da CPLP. E estas três datas são o momento para reafirmamos compromissos fundamentais”.[1]

Ao contrário do que diz o marmelo, as três datas em causa não são motivos de celebração, mas sim, motivos para luto nacional e profunda reflexão, vejamos então a demência que se pretende celebrar:

  •  Os 40 anos da Constituição da República Portuguesa, ou seja, a celebração de uma Constituição apócrifa, nunca sujeita a qualquer referendo popular, mas que mesmo assim continua a ditar no seu preâmbulo a obrigação legal de se "abrir caminho para uma sociedade socialista" e que à altura da sua aprovação, se não estou enganado, era em termos de texto a segunda mais longa do Mundo logo a seguir à da defunta Jugoslávia que como todos sabemos, acabou nos "amanhãs que cantam" da guerra civil e limpeza étnica. Os "democratas" dizem que a Constituição é fundamental para a regulação da vida nacional, ora, eu discordo absolutamente disto e apenas vejo na mesma um estorvo à boa governação e um impedimento à mais básica razão. A actual Constituição é uma peça fundamental do actual regime que nunca serviu, nem serve os interesses de Portugal, por isto mesmo é que já há muito tempo que tenho pela actual Constituição da República a mesma consideração e respeito que nutro por um rolo de papel higiénico... 
  • Os 30 Anos da Adesão de Portugal à então CEE, ou seja, trinta anos de sistemático e contínuo desmantelamento da soberania nacional e a redução de Portugal a uma colónia de Bruxelas. Os portugueses precisam de fazer uma pergunta muito simples a si mesmos: a União Europeia defende os nossos interesses? A resposta a esta questão é igualmente muito simples: Não! Nunca os defendeu, nem vai defender, pois a União Europeia é a ponta de lança do internacionalismo plutocrata mais selvagem e bárbaro que se pode imaginar. O único objectivo (e não declarado...) da União Europeia é o desmantelamento total das nações europeias e a sua redução à condição de escravas de uma entidade sinistra sem nome, nem Pátria, que se esconde por detrás de cortinas e que ninguém percebe muito bem quem é, ou o que é, mas cuja existência é indiscutível. Fernando Pessoa chamou-lhes "os Trezentos"[2], eu prefiro não lhes dar um nome até se saber quem é e o que pretende exactamente esta gente que parece ter sido enviada directamente pelo próprio Lúcifer para a terra, com a única e exclusiva missão de nos atormentar a vida ao máximo.
  •  Os 20 anos de Fundação da CPLP, ou seja, vinte anos a roubar dinheiro ao povo português para financiar uma inutilidade que no fundo não passa de um resquício do Império Português que está mais do que morto e enterrado. As obrigações de Portugal para com os territórios que compunham o seu ex-Império, terminaram no dia em que estes países se tornaram independentes e é apenas o lunatismo delirante da actual classe política traidora que lhes permite ver uma coisa positiva numa comunidade onde eu só vejo é despesa desnecessária e humilhação do bom nome de Portugal.

Se é esta miséria e pouca vergonha que o marmelo António Costa pretende celebrar, então que o faça sozinho, pois com o meu apoio de certeza que não vai poder contar.

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Notas:
[1] OBSERVADOR - António Costa: "O caminho não será fácil". Observador, 25 de Dezembro de 2015, Link: http://observador.pt/2015/12/25/antonio-costa-caminho-nao-sera-facil/
[2] SOFOS - Grupo dos Trezentos. Sofos, Link: http://sofos.wikidot.com/grupo-dos-trezentos


João José Horta Nobre
26 de Dezembro de 2015

3 comentários:


  1. "Ao contrário do que diz o "chamuças"..."

    Caro JJHN


    O "chamuças" pode mandar as "bocas" que quiser, quando quiser e onde quiser, porque é o actual PM.

    O verdadeiro problema é que os eleitores, volta e meia, votam à esquerda e isso mais facilmente será alterado quando as bases de sustentação da esquerda forem desmanteladas.


    "Os 30 Anos da Adesão de Portugal à então CEE, ou seja, trinta anos de sistemático e contínuo desmantelamento da soberania nacional e a redução de Portugal a uma colónia de Bruxelas."

    Continuamos na mesma, a soberania nacional defende-se mais facilmente quando não houver défices, para isso, é preciso vontade política para implementar reformas estruturais e não pequenos ajustamentos (que foi o que o governo do PPC fez) e muito mais facilmente haverá reformas estruturais se houver governos de direita e muito mais facilmente haverá governos de direita se as bases de sustentação da esquerda forem desmanteladas.

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  2. Só não lhe apeteceu comemorar os 40 anos do 25 Novembro 1975...

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    Respostas
    1. Pois não, o "chamuças" é isso mesmo: uma "chamuça" com forma humana, ou dito de outro modo, um oportunista puro e simples.

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