quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cabos de Faca no Cu


Aqui podem ver o Luís Marreco, filmado num café da vila de São Brás de Alportel, vestido de mulher e a teorizar sobre "cabos de faca no cu".


Havia na minha vila natal, São Brás de Alportel, um maluquinho a quem chamávamos o Luís Marreco ou Kadoc (não confundir com o outro Luís Marreco de Portimão), que ocasionalmente se vestia de mulher e andava pelos cafés da vila a fazer as suas pobres figuras tristes. Coitado, ele não tinha culpa, padecia de doença mental grave e por isso estava sempre desculpado, por mais barbaridades ou asneiras que fizesse e dissesse. Era o maluco da vila e era acarinhado por todos como tal.

Ocasionalmente, o Luís Marreco (Kadoc para os amigos...), gostava de se armar em grande sábio e com umas asneiras pelo meio, lá proferia as suas grandes sentenças. Nomeadamente, quando ele dizia que gostava de enfiar cabos de faca no cu dos seus inimigos imaginários. Ora, adivinhem só de quem é que eu me lembrei, quando descobri que apenas desde Julho do ano passado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros gastou mais de 300 mil euros em faqueiros... isso mesmo, leram bem, faqueiros?! 

Se a resposta em que pensaram foi o pobre do Luís Marreco, então acertaram em cheio! É que realmente, - depois de vir a saber que num País em crise social profunda, o Ministério dos Negócios Estrangeiros gastou em apenas seis meses, mais de 300 mil euros em faqueiros - só me apetece mesmo é dizer aos senhores e senhoras que andam a gastar o nosso dinheiro nestas inutilidades, que fariam agora bom uso das facas de luxo que adquiriram, se enfiassem os cabos das mesmas nos seus ricos cuzinhos lavados a água de malvas (e não se esqueçam da vaselina...)!

Num País como o nosso, em que temos cantinas sociais no limite das suas capacidades, é um verdadeiro escândalo que a elite tenha o despautério de esbanjar o dinheiro do povo de uma forma tão irresponsável. Mais do que um despautério, isto é um crime contra o erário público, é cuspir em cima dos pobres portugueses que estalam de fome, enquanto os suínos da elite comem com garfos e facas banhados a ouro. Eu julgava que só na Coreia do Norte - País onde o "querido líder" come lagosta, enquanto o povo se alimenta de raízes e casca de árvore - é que se viam este tipo de loucuras, mas pelos vistos Portugal parece estar a transformar-se numa espécie de Coreia do Norte, versão lusitana. Já temos a censura nos meios de comunicação social, que só passam o que lhes interessa e convém. Agora só falta é criarem uma polícia política "democrática" e começarem a torturar "faxistas" para o retrato ficar completo. Próxima paragem, Pyongyang.

O pobre do Luís Marreco já lá vai, foi colhido por uma pneumonia fulminante há alguns anos atrás. Paz à sua alma.

João José Horta Nobre
21 de Janeiro de 2016

7 comentários:


  1. " depois de vir a saber que num País em crise social profunda, o Ministério dos Negócios Estrangeiros gastou em apenas seis meses, mais de 300 mil euros em faqueiros"


    Caro JJHN


    Está equivocado, o país não está em crise social, está em crise económico-financeira, porque simplesmente o Estado gasta mais do que recebe (défice) todos os anos e esses défices acumulados pressionam financeiramente toda a sociedade.

    Em relação aos faqueiros, prefiro que se gaste nisso do que subsidie associações, fundações, cantinas sociais, etc, pois isso, seria distribuir dinheiro e comida aos esquerdalhos, pois é preferível que os esquerdalhos vão ter com o Almeida Santos do que andem por aí a vegetar e a emporcalhar a sociedade.


    "...é um verdadeiro escândalo que a elite tenha o despautério de esbanjar o dinheiro do povo"


    Mais uma vez está equivocado, não é a elite, são os governos e estes são resultam dos votos.

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    Respostas
    1. «Em relação aos faqueiros, prefiro que se gaste nisso do que subsidie associações, fundações, cantinas sociais, etc, pois isso, seria distribuir dinheiro e comida aos esquerdalhos, pois é preferível que os esquerdalhos vão ter com o Almeida Santos do que andem por aí a vegetar e a emporcalhar a sociedade.»

      Não diga loucuras, há pessoas que não têm mesmo maneira de comer e se não fossem as cantinas sociais, morriam à fome.

      É isso que o Arquivista quer?

      Quer voltar para um tempo em que as pessoas morriam à fome desnecessariamente?

      Você só dá razão ao que eu tenho dito muitas vezes, ou seja, os neoliberais querem fazer-nos regressar à miséria do século XIX, até escrevi um artigo sobre isso:

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/06/na-iminencia-do-desastre-o.html

      Veje este vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=NNfrohRuEg4

      O Arquivista acha que essas pessoas miseráveis estão a pedir na rua e a viver dos apoios de cantinas sociais que lhes distribuem comida, apenas porque querem?

      Acha que essa gente tem prazer em viver assim?

      Chama-lhes "esquerdalhos", mas a esmagadora maioria não tem nada a ver com o Mundo da política, estão na miséria em que estão porque simplesmente não têm trabalho e por isso não têm dinheiro para sobreviver ou levar uma vida com o mínimo de dignidade.

      Eu começo a ficar convencido de que a maioria dos neoliberais são psicopatas.

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    2. Caro JJHN


      Pretende que haja alimentos ainda mais baratos e em maior abundância disponíveis para a sociedade?

      A maneira mais simples só mesmo com a abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos.


      "a esmagadora maioria não tem nada a ver com o Mundo da política"


      São as escolhas dos eleitores que determinam as políticas a seguir, por exemplo, na Venezuela votou-se em Chavez e passados alguns anos já nem havia produção alimentar, tinham que importar praticamente tudo para comer, o que lhes valia é que tinham petróleo para comprar alimentos mas agora com o petróleo a preços baixos a crise alimentar por lá é cada vez maior.

      O único caminho é a responsabilidade.


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    3. A Venezuela é um exemplo extremo da incompetência socialista. Já falei disso aqui:

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2012/04/como-hugo-chavez-esta-destruir-economia.html

      Mas diga-me lá qual é o objectivo de abolir o salário mínimo?

      É para poder subir os salários ou para os reduzir ainda mais?

      É que se o objectivo for subir os salários, então não é necessário abolir o salário mínimo, parece-me óbvio...

      Mas o que me parece é que a burguesia só quer abolir o salário mínimo porque pretende cortar ainda mais nos salários. Então nesse caso a burguesia tem de me explicar vários coisas:

      1º - Como é que uma pessoa que sobrevive no limite com pouco mais de 500 euros por mês, vai conseguir sobreviver se lhe cortarem ainda mais no salário?

      2º - A burguesia alguma vez experimentou viver com pouco mais de 500 euros por mês, para ver como é "bom"?

      3º - Se a burguesia cortar nos salários dos trabalhadores ainda mais e o seu desejo de abolir o salário mínimo, só pode ser nesse sentido, então como é que burguesia espera vender os seus produtos, pois qualquer pessoa que saiba o mínimo de economia, sabe que quando se corta nos salários, corta-se automaticamente no poder de compra da sociedade, é uma questão de lógica...

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    4. Caro JJHN


      As pessoas com pouco mais de 500 euros por mês de salário, obviamente sobrevivem com alguma dificuldade mas nada com que se compare com as pessoas que estão desempregadas mas também as dificuldades destes também não se comparam às dificuldades dum desempregado que seja deficiente.


      Lógica: um patrão ou uma empresa só precisa dum empregado (ou de um conjunto de empregados) se este(s) lhe der(em) lucro.

      Lógica: Um patrão quer pagar o mínimo possível aos seus empregados e estes querem receber o máximo possível.

      Lógica: Se alguém só consegue dar lucro se receber abaixo do salário mínimo, legalmente está fora do mercado de trabalho (actualmente já nem é bem assim com os estagiários).


      Objectivos da abolição do salário mínimo:
      - Redução dos custos laborais com óbvia melhoria da competitividade das empresas
      - Criação de mais empresas
      - Aumento do investimento
      - Redução substancial do desemprego
      - Diminuição do custo e dos preços por produtos e serviços
      - Maior facilidade de integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho
      - Libertar o Governo das pseudo-negociações mediáticas anuais em sede de concertação social em termos de salário mínimo (um autêntico circo cheio de palhaços)
      - Diminuir o ruído anual dessas pseudo-negociações na comunicação social (um verdadeiro martírio)
      - Responsabilizar os empregados pela negociação do seu salário e não culpar o patrão ou o Governo
      - Facilitar a decisão de muitas pessoas de previlegiar serem patrões do que serem empregados
      - Mais empresários tendem a formar mais pessoas conhecedoras, exigentes, responsáveis e dinâmicas e menos pessoas dependentes.
      - Com maior investimento há maior captação de impostos sem precisar de aumentar os impostos
      - Crescimento económico sustentável


      Estes objectivos seriam exponenciados com a implementação de outras duas reformas estruturais (liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos) para além dos objectivos acima mencionados e conseguindo ainda outros mais relevantes.

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    5. "A Venezuela é um exemplo extremo da incompetência socialista."


      Caro JJHN


      Esqueci-me de perguntar-lhe no comentário anterior quais são os exemplos de competência socialista.

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    6. «Esqueci-me de perguntar-lhe no comentário anterior quais são os exemplos de competência socialista.»

      Muito honestamente, não conheço nenhum.

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