domingo, 17 de janeiro de 2016

Marcelices ou o Estado Putrefacto da Nação



Marcelo Rebelo de Sousa é um oportunista, isto é, trata-se de uma figura que sabe aproveitar todas as oportunidades e mais algumas para subir na vida, custe o que custar e nem que tenha de vender a própria alma ao Diabo, algo que julgo que ele já terá feito há mais de duas ou três décadas atrás.

Devo dizer que nunca em toda a minha curta vida, ouvi o Marcelinho (segundo o testemunho de um retornado, assim ele era tratado em Lourenço Marques pelo jornalista Guilherme de Melo...), tomar uma posição clara fosse sobre o que fosse. Antes pelo contrário, parece que ele num dia é de esquerda e até frequenta a Festa do Avante!, noutro dia é de direita e noutro dia é qualquer coisa indefinida, nem pão, nem queijo, uma coisa assim-assim, esquisita, manhosa e bolorenta.

Se não sabem quem é o Marcelinho, eu posso elucidar-vos um pouco sobre quem é realmente este vendedor de banha da cobra disfarçado de jurista respeitável e "independente". O Marcelinho pertence à antiga casta de meninos bétinhos do regime caído em desgraça a 25 de Abril de 1974. Infelizmente, o professor Salazar não teve a lucidez ou a força necessária para meter a mão em cima desta gente a tempo, mas o facto é que ele permitiu que um fungo imundo crescesse dentro do próprio regime e tomasse conta do mesmo, apodrecendo-lhe não só as suas virtudes, como a própria alma.

Foi deste fungo imundo que fez parte o pai de Marcelo Rebelo de Sousa, o execrável ex-Governador Geral de Moçambique, Baltazar Rebelo de Sousa, que em conjunto com Marcelo Caetano pertenceu ao Grupo da Choupana, de influência maçónica e crítico da política do professor Salazar, ou seja, eram uns "inteligentes" que queriam "transformar" o regime "faxista" por dentro, ou seja, visavam abrir Portugal ao internacionalismo suicida, ou seja, queriam lixar o País e acabaram mesmo por lixá-lo bem lixado.

É pena o Marcelo Caetano já não ser vivo, pois assim já não será possível averiguar a fundo as mais do que prováveis ligações deste com a CIA e a forma como ele combinou o 25 de Abril em segredo com o General Spínola e o traidor Costa Gomes. O que a CIA não esperava era que o PCP fosse tão influente nas Forças Armadas e na sociedade em geral. A consequência disto foi que rapidamente os boys da CIA perderam o controlo da situação a favor do PCP e da União Soviética. Posso estar enganado, mas para mim, esta é a versão que faz mais sentido sobre o que se passou no dia 25 de Abril de 1974 - um golpe preparado e planeado pela CIA, com o apoio de alguns militares portugueses e do qual estes rapidamente perderam o controle, a favor da extrema-esquerda que muito rapidamente soube aproveitar-se da situação.

Enquanto milhares de militares portugueses se batiam com bravura nas Províncias Ultramarinas em combate contra os grupos de "libertação" criados, treinados e financiados pelos Estados Unidos e a União Soviética, o Marcelinho que hoje quer ser Presidente da República (instituída por via de um golpe de Estado ilegal...), andava bem alimentado a sopas da ditadura e tinha um nível de vida com que a maioria dos pobres portugueses nem sequer sonhava.

A família Rebelo de Sousa pertencia às tais "elites" infiltradas pela maçonaria que o regime do professor Salazar ingenuamente promoveu e protegeu, as mesmas "elites" de merda que mostraram a sua verdadeira face a 25 de Abril de 1974, uns fugindo, qual ratos assustados procurando refúgio num cano de esgoto e outros virando-se para o lado da Revolução dos "amanhãs a cantar", fazendo de conta que nunca tiveram nada a ver com o regime anterior.

Não julguem que esta gente desapareceu ou se esfumou misteriosamente, antes pelo contrário, estas "elites" são as mesmas que nos continuam a aterrorizar a vida e enquanto não forem totalmente erradicadas, jamais será possível resolver o grande problema que assola a Nação dos portugueses. A chave da resolução do problema nacional, reside obrigatoriamente na destruição total e absoluta das actuais "elites" e dos seus instrumentos de poder e propaganda. Nenhum regime, seja ele qual for, conseguirá fazer nada, sem primeiro resolver o problema das "elites" internacionalistas e anti-nacionais que estão infiltradas em todos os sectores da sociedade como autênticos parasitas instalados num hóspede. 

A palavra HONRA nunca fez e duvido que alguma vez venha a fazer para do vocabulário destes xico-espertos da República e oportunistas sem vergonha que por aí se arrastam, recebendo salários dourados e vivendo vidas de opulência, enquanto o País se afunda de dia para dia. Estes vendilhões da Pátria até podem (por enquanto...) continuar a enganar o ingénuo do Zé Povinho com a sua conversa refinada, mas a mim é que esta tralha dos marcelos e companhia limitada nunca me enganou, nem me enganam de certeza.

O Marcelinho quer ser Presidente e assim será, não dúvido de que ele irá ser o próximo "pau santo" a presidir à apócrifa República instituída ilegalmente em 1910. Assim seja e que ele não se esqueça: um dia, talvez não daqui a muitos anos, quando esta sucata de regime "democrático" vier abaixo como é cada vez mais inevitável, o seu destino em conjunto com as restantes abéculas da dita "democracia", será o caixote de lixo da história e a desonra perpétua. 

João José Horta Nobre
17 de Janeiro de 2016

3 comentários:


  1. A tal HONRA não é para aqui chamada, o que importa é ganhar.

    Enquanto não forem desmanteladas as bases de sustentação da esquerda iremos continuar a assistir aos tais candidatos da "esquerda da direita".

    Eu continuo a insistir, é preciso desmantelar as bases de sustentação da esquerda.

    Aí vai a lista actualizada:

    Abolição do salário mínimo
    Liberalização dos despedimentos
    Abolição dos descontos
    Pagamento do verdadeiro custo da água e energia pelo utilizador
    Pagamento do verdadeiro custo de educação e saúde pelo utilizador
    Liberalização (facilitação, desregulamentação) do acesso às profissões liberais
    Sujeição a IRC a todas as pessoas colectivas
    Simplificação do IRS com sujeição individual, taxa única, sem deduções e abatimentos
    Taxa única no Iva
    Desmantelar o sistema escolar com o e-learning
    Varrer a função pública
    Extinção das juntas de freguesia
    ...
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  2. Análise certeira, como habitual. A mim, o Marcelinho sempre me pareceu um vendedor de banha de cobra, um daqueles negociantes que se julgam muito sofisticados e que até enganam alguns parolos com a suas falinhas mansas.

    Mas a verdade é que o homem nunca foi nem um exemplo de imparcialidade, nem de integradidade. Quando eu, no meu blogue, falo em "direitinha", estou precisamente a referir-me a indivíduos como o MRS.

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