domingo, 10 de janeiro de 2016

Para Que Não Caia no Esquecimento


Como podem ver no vídeo acima, as pessoas em Moçambique viviam na década de 1960 num "terror" absoluto e arrepiante que era imposto pelo "faxismo pavoroso" do regime do professor Salazar.

Há quarenta e um anos atrás, Moçambique - território com presença portuguesa desde 1498 - era já um Estado "independente". Da perspectiva dos lacaios do Mundialismo fanático que tomaram o poder em Portugal (ao que tudo indica com o apoio da CIA...) a 25 de Abril de 1974, isto foi a coisa correcta a fazer, pois o regime de então era segundo a sua lógica doentia, adepto de um "faxismo pavoroso" e negador do "direito à autodeterminação dos povos".

O Partido Comunista Português, em conluio com outros grupelhos de extrema-esquerda, foi o principal responsável por tamanha canalhice e ainda hoje é de dar vómitos o sorriso do psicopata Álvaro Cunhal que dizia estar muito preocupado com o tal "direito à autodeterminação" dos povos africanos, enquanto simultâneamente defendia a opressão dos povos de Leste sob a bota cardada do Imperialismo Soviético. Este autêntico filho da puta, um sonso e hipócrita, nem por uma única vez na sua vida foi capaz de reconhecer o terror que se passou por detrás da infame Cortina de Ferro, mas mesmo assim, nunca deixou de ser e ainda é acarinhado pelos merdi@ nacionais e propagandistas do regime da laia dos Pachecos Pereiras, entre inúmeros outros estafermos aos quais só lhes teria feito bem era terem passado uma temporada num Gulag do "paraíso socialista" para verem o que era bom.

Foi por causa das políticas de filhos da puta como Álvaro Cunhal, entre muitos outros pedaços de merda que ainda hoje somam e seguem por aí, que uma parente minha teve de fugir de Moçambique com o marido, a filha e toda a restante família, de forma a não serem mortos por esses grandes "humanistas" da FRELIMO, a quem o poder foi entregue de bandeja pelo traidor Mário Soares através dos Acordos de Lusaka de 7 de Setembro de 1974.

Com Lourenço Marques em caos e os portugueses brancos que lá viviam totalmente abandonados tanto pelo governo Português em Lisboa, como pela comunidade internacional, a única opção que restou à minha parente foi a de fazer as malas com o marido e procurar refúgio urgente na África do Sul, País este que salvou muitos milhares de portugueses de uma morte certa às mãos da FRELIMO que berrava nas suas emissões de propaganda a necessidade de se matarem as "moscas brancas", ou seja, os brancos em Moçambique.


Qual foi o crime da minha parente e de muitos outros portugueses brancos como ela?

Nenhum. Possuía apenas um apartamento em Lourenço Marques, cidade onde vivia e trabalhava, nunca tendo sido nenhuma "exploradora de pretos", ou "dona de escravos" como os difamadores gostam de apontar a quem passou pelo drama da descolonização.

A verdade sobre o que se passou em Moçambique e não só, com a tal "descolonização exemplar", ainda hoje está muito convenientemente abafada e assim vai continuar até ao dia em que este maldito regime caia de podre, carcomido pela corrupção, a traição e a incompetência crónica que já o afectam de forma muito visível. Talvez nesse dia, aí sim, os portugueses venham a saber a verdade sobre tudo o que se tem passado em Portugal desde 1974.

João José Horta Nobre
10 de Janeiro de 2016

6 comentários:

  1. O que aconteceu na ex-colónias portuguesas foi o que aconteceu no Afeganistão, no Iraque, Líbia, Síria, etc. São os países mais fortes a interferirem nas políticas internas de cada país para poderem roubar.
    Carlos

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  2. Falta alguém interessado em fazer esta história e publicar a verdade. Presumo que nenhum editor a publicaria, como sucedeu com o livro do António Caldeira. Contudo, há sempre uma solução.
    Seria interessante desenhar o papel do partido comunista no recrutamento e organização dos movimentos terroristas que ceifaram vidas de portugueses.
    Os comunistas têm as mãos sujas de sangue português. Essa uma das razões para queimar documentos do ministério da defesa e para entregar toneladas deles na embaixada russa em Lisboa. Até os arquivos da DGS, que estiveram abertos a consulta no tempo do Gorbashev e de que todos os jornaleiristas fugiram, tal como fogem do Rui Mateus, foram parar a Moscovo.
    Gostava de saber se em Portugal a lei permite que concorra a eleições um partido (ou mais) que seja financiado por potências estrangeiras.
    De resto, partilho da repugnância por este regime pútrido dirigido e controlado por organizações mafiosas que nada têm a ver com os interesses e desígnios nacionais.

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  3. EU vi lá esses anos....
    Os melhores tempos da minha vida!!!!
    Moçambique e Rodésia.
    Regressei a Portugal (da Rodésia) em 1976...
    Já nenhum branco vivia em paz...
    Abraço
    JM

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  4. Há duas coisas sobre as ex-colónias que me fazem sempre rir
    Uma delas é a entrega de Cabo Verde ao povo nativo...
    A outra é o massacre de Wiriamu...
    Carlos

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  5. A Inglaterra e a França atrofiaram até tutano Portugal por, naqueles tempos, ter "províncias ultramarinas". Hoje os países que continuam a ter "províncias ultramarinas" são, entre eles, a Inglaterra e a França.

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  6. Ainda não era vivo nesse tempo e agora já tenho tanto nojo de viver em Portugal...

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