quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Guerra é a Essência do Capitalismo



"Os bancos são mais perigosos para a nossa liberdade, do que os exércitos com armas." - Thomas Jefferson (1743 - 1826)

As pessoas em geral ainda não conseguiram perceber que a guerra não é um acessório do Capitalismo, mas a essência do mesmo. Se não for a guerra da concorrência económica, é a guerra pela via das armas, o facto e isto é um facto incontestável, é que o modo de produção capitalista precisa de guerra, como um ser humano precisa de água para sobreviver. A direita burguesa nunca vai admitir isto porque não tem coragem de reconhecer o fracasso do sistema económico que anda a defender com unhas e dentes desde há dois séculos a esta parte.  Dessa gente não esperem nada e o melhor é até deixá-los simplesmente entregues aos seu triste delírio.

Quando a actual crise cíclica do Capitalismo começou em 2008, eu confesso que na altura tive uma má sensação. A coisa "cheirou-me" a algo mais do que uma mera crise cíclica do Capitalismo e o tempo tem vindo a confirmar precisamente isso. O que estamos a viver hoje é uma crise que se deve à inevitável queda tendencial da taxa de lucro, uma doença de que o Capitalismo sempre sofreu desde os seus primórdios e para a qual nenhum economista até hoje conseguiu apresentar uma única solução viável. Talvez porque esta simplesmente não exista... Na ausência de solução, a única opção que resta é a guerra. À burguesia não lhe resta mesmo outra opção a não ser recorrer ao belicismo e as guerras que esta já provocou nos últimos anos no Médio Oriente, não são o suficiente para provocar um jump-start do "sistema". A burguesia precisa de mais guerra ainda, mais destruição para depois fazer a reconstrução e mais morte para reduzir o número de desempregados, enquanto simultâneamente lucra com cada bala ou míssil disparado. Como as guerras hoje existentes no Mundo não são nem mortíferas, nem destrutivas o suficiente para arrancar o Capitalismo do pântano em que ele actualmente se encontra, está já em preparação por parte da plutocracia internacional e internacionalista, uma nova grande guerra, desta vez na Europa...
 
Os plutocratas sabem que uma guerra contra russos ou chineses é demasiado arriscada para eles próprios, devido principalmente ao armamento nuclear que estas potências possuem. Não sendo possível arranjar uma guerra directa com russos ou chineses, decidiram virar-se para a Europa e aproveitaram o caos criado no Médio Oriente por eles próprios, para gerar uma crise artificial de "refugiados" que inevitavelmente vai dar muita força a grupos e partidos nacionalistas que até há poucos anos estavam moribundos. Em crise económica profunda, afogada por refugiados impossíveis de integrar e culturalmente hostis à Europa e com o Nacionalismo em marcha nas ruas, não é difícil de perceber que Europa se vai facilmente transformar dentro de poucos anos, num barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento e o objectivo da plutocracia é exactamente esse. É de crer que para "apimentar" depois um pouco mais as coisas, os plutocratas irão financiar nacionalistas extremos (nazionalistas...) e grupos islamitas, da mesma forma que já financiaram Hitler na década de 1930 e financiam hoje a Frente Al-Nusra e o Estado Islâmico na Síria.

O que vem a seguir é mais do que óbvio, ou seja, a guerra étnico-religiosa e os excessos inevitavelmente associados a guerras desse tipo que costumam ser sempre as mais violentas e sádicas de todas. Para os psicopatas que estão a puxar os cordelinhos, isto é a melhor coisa que pode acontecer, não tenham dúvidas nenhumas sobre isso. Esta demência vai ser o pretexto perfeito para mais uma "intervenção humanitária" dos yankees na Europa e quando a "festa" terminar, o que vai restar é um continente reduzido a um monte de entulho, a precisar de reconstrução e com menos alguns milhões de desempregados que entretanto morreram no conflito. Desta forma, o modo de produção capitalista vai beneficiar de mais uns "Trinta Gloriosos" até à sua próxima grande crise sistémica e mais outra guerra, para resolver essa mesma crise sistémica. Este ciclo de destruição-reconstrução-destruição, não vai ter fim, enquanto não colocarem um ponto final na raíz do problema, que é precisamente o domínio da plutocracia internacional e internacionalista no Mundo e que impede por sua vez o avanço para um novo paradigma económico.

Cabe a todos os patriotas saber evitar isto, não indo na conversa da burguesia imunda que só sabe mentir e inventar aldrabices, enquanto provoca e fomenta a guerra e o ódio por todos os lados. A plutocracia internacional e internacionalista quer atirar-nos todos uns contra os outros e enquanto nós morremos, ficamos sem pernas e reduzimos as nossas pátrias a montes de entulho, eles esfregam as mãos de felicidade e já fazem as contas ao lucro que cada bala disparada lhes vai trazer. Tenham consciência que nós estamos a ser governados por psicopatas e todos os nacionalistas devem ficar bem cientes disto, precisamente para não irem na conversa desses animais e serem enrolados pelos mesmos, da mesma forma que os movimentos nacionalistas dos anos 1920-1930 já o foram. A plutocracia pretende usar-nos para atingir os seus fins maquiavélicos, da mesma forma que já manipularam e usaram os nazis no passado para provocar guerra e posteriormente colocaram as culpas da guerra exclusivamente em cima dos mesmos, criando um pretexto para a diabolização das nações e de todos os nacionalistas, a maioria dos quais, diga-se de passagem, não tem nada a ver com nazis e é até contra essa distorção ideológica do Nacionalismo, que eu próprio considero como sendo até um Anti-Nacionalismo.

A única forma de acabar com isto, é e volto a repetir, retirando à plutocracia a sua maior arma de todas, que é precisamente o dinheiro. Para atingir este fim, deve-se nacionalizar toda a banca sem indemnização, regular severamente os mercados e criar um sistema financeiro na Europa, que seja alternativo ao de Wall Street, precisamente para cortar toda a capacidade que os plutocratas sediados por aquelas bandas têm para intervir nos affairs europeus. Deve-se também restaurar a pena de morte e aplicá-la contra aqueles que cometam crimes económico-financeiros graves. Os plutocratas só têm poder porque têm dinheiro, tirem-lhes o dinheiro (ou deixem de reconhecer o mesmo...) e acaba-se o seu poder, julgo que isto é bastante simples de entender. Não tenham pena deles, porque podem ter a certeza que eles de vós também não têm pena nenhuma.

João José Horta Nobre
11 de Fevereiro de 2016

4 comentários:

  1. O FATO DE REDS SEREM LIXO NÃO FAZ DE VCS CÃES NEOLIBERAIS SUPERIORES DUAS MERDAS

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  2. Mal por mal, antes capitalismo que comunismo.

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  3. Nem capaitalismo , nem comunismo . nacionalismo é a resposta.

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