domingo, 7 de fevereiro de 2016

Alguém Andou a Mentir Nos Últimos Cinco Anos





"Deixem-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as suas leis." - Mayer Amschel Rothschild (1744 - 1812)

Passámos os últimos anos na Europa a ouvir falar da necessidade de austeridade, especialmente nos países da Europa do Sul, que vivem esmagados por dívidas impagáveis que só têm tendência a agravar-se. O resultado da austeridade tem sido um inegável aumento da miséria, do desespero e do ódio contra os regimes demo-liberais um pouco por toda a Europa do Sul.

A situação é de tal ordem que na Grécia, já há quem venda o corpo pelo preço de uma sandes. Em Portugal, Espanha e Itália ainda não se chegou a esse ponto de necessidade extrema, mas não é de descartar a hipótese de as coisas ainda poderem chegar a tamanha tristeza num destes países, em consequência das dívidas impagáveis que todos têm. A solidariedade da União Europeia para com os países "entroikados" da Europa, tem sido claramente insuficiente e isso é visível na quantidade de jovens desempregados e precários que existem hoje em Portugal e na Grécia. Para além dos jovens, são os idosos que têm de optar entre comprar a comida ou os medicamentos, os sem-abrigos e os desempregados demasiado velhos para trabalhar e demasiado novos para se reformarem. Tudo isto constitui um fardo social simplesmente incomportável e para o qual nem Portugal, nem a Grécia, têm capacidade de dar uma resposta adequada.

"Não há dinheiro" dizem os corifeus da alta finança (procurem nas contas offshore, pois lá não falta de certeza...), por isso os portugueses e gregos têm de aplicar austeridade, mais austeridade e ainda mais austeridade, de forma a reembolsar os mercados e a banca. A conversa que passámos os últimos cinco anos a ouvir foi a do "não há dinheiro", no entanto, agora com a crise dos ditos "refugiados", de um momento para o outro surgiram milhões atrás de milhões de euros. Na Alemanha, a câmara de Berlim até tem dinheiro para pagar 50 euros por noite a quem acolha "refugiados"! 

Alguém andou a mentir nos últimos cinco anos. A conversa do "não há dinheiro" que nos andaram a impingir, foi uma mentira, porque de um momento para o outro, apareceram "refugiados" e em simultâneo, começaram a chover milhões de euros para fomentar o acolhimento a todo o custo destes "refugiados", milhões de euros estes, que ninguém consegue perceber muito bem de onde vieram, pois ainda há um ano atrás andavam com a conversa gasta e estafada do "não há dinheiro". Talvez o plutocrata George Soros saiba explicar alguma coisa sobre isto... 

Entretanto, os portugueses e gregos pobres que têm passado pelas ruas da amargura nos últimos cinco anos, como cidadãos da União Europeia que são, têm direito a exigir que esta canalize primeiro o dinheiro para corrigir as nossas desgraças sociais e só depois é que poderá haver dinheiro para ajudar "refugiados" que nem sequer são europeus. Mas como é óbvio, nada disto interessa a quem realmente manda na União Europeia, pois o objectivo destes é destruir e não ajudar. O mesmo governo alemão que recusou prestar mais auxílio aos portugueses e gregos na miséria, é o mesmo que já se estima que terá de gastar 50 biliões de euros em "refugiados" durante os próximos dois anos e isto ainda não é nada, trata-se apenas da ponta do iceberg...

A austeridade não é mais do que um plano concertado da plutocracia internacional e internacionalista, para nos escravizar e destruir através da dívida perpétua. Teoria da conspiração? Então se isto que eu digo é "teoria da conspiração", digam-me porque é que há um ano atrás era a conversa do "não há dinheiro" e agora de repente, apareceram "magicamente" milhões de euros para esbanjar em "refugiados", que em muitos casos não passam sequer de migrantes económicos?

A plutocracia internacional não se importa de injectar dinheiro na causa dos ditos "refugiados", porque estes mesmos "refugiados" são hoje a ponta de lança do ataque concertado que a mesma lançou contra as nações europeias. O objectivo é antigo e continua a ser o mesmo de sempre: destruir-nos, minando os nossos pilares identitários através da imigração em massa, enquanto simultâneamente nos asfixiam financeira e economicamente. 

Só quem for completamente cego é que não consegue perceber que estamos em guerra contra um inimigo que só irá parar quando o mesmo for completamente aniquilado e a melhor forma de o aniquilar, é retirando-lhe o seu principal instrumento de poder das mãos, ou seja, o dinheiro. Sem dinheiro acabou-se, é game over para os plutocratas. Já não vão ter forma de subornar mais políticos ou militares, impondo assim a sua agenda secreta por detrás de cortinas opacas. É com vista a alcançar este fim que toda a banca deve ser nacionalizada sem indemnização, os ditos "mercados" severamente regulados e a alta finança escrupulosamente investigada e proibida de financiar partidos ou organizações políticas. Deve-se restaurar a pena de morte e aplicá-la contra quem cometa crimes económico-financeiros graves. Se os plutocratas não percebem a mensagem a bem, talvez a percebam melhor quando verem alguns dos seus colegas a serem enforcados por crimes económico-financeiros, da mesma forma que se enforcavam os ladrões na Idade Média, que é de resto, exactamente o que eles são.

João José Horta Nobre
07 de Fevereiro de 2016

8 comentários:

  1. Não vale a pena andarmos com rodeios. Tanto a Grécia como Portugal também andaram a pedi-las. Não era na Grécia que os ordenados mínimos eram de 1000 euros (no mínimo) e até havia o 15.º mês?

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    1. Ah, sim, sim. Abusou-se muito, eu nunca disse o contrário. Mas independentemente do abuso, o "sistema" armadilhou tudo muito bem, porque repare, os próprios mercados deviam de ter deixado de emprestar dinheiro muito tempo antes. Em lugar disso, foram sempre emprestando dinheiro de forma a criar uma dívida impagável e assim garantir a escravidão financeira.

      O FireHead ainda não reparou que o crédito é uma arma de guerra? A alta finança sabe-a toda...

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  2. Caro JJHN

    A dívida não é impagável, apenas exige vontade política dos respectivos governos de a pagar, ou seja, implementar rapidamente as reformas estruturais necessárias para obter superavites e assim ir pagando a dívida, mas como há zero de vontade política é preciso esperar que haja taxas de juro altas para fazer pequenos ajustamentos, que é o que foi efectuado tanto na Grécia como em Portugal, ou seja, ainda continua a haver défices enormes.


    " digam-me porque é que há um ano atrás era a conversa do "não há dinheiro" e de repente, apareceram "magicamente" milhões de euros para esbanjar em "refugiados", que em muitos casos não passam sequer de migrantes económicos?

    A ajuda aos pseudo-refugiados são de milhões de euros, já a ajuda a Portugal e Grécia são na ordem dos milhares de milhões de euros, mais concretamente a Troika emprestou a Portugal 78 000 milhões de euros.

    Sem essa ajuda, PPC em vez de fazer pequenos ajustamentos sem grande significado real teria de fazer massivas reformas estruturais (similares aquelas que tenho defendido aqui), caso contrário, estaríamos numa situação económico-social similar à Venezuela ou Cuba.

    Como há dinheiro e há falta de vontade política tudo continua alegremente na mesma, ou seja, as bases de sustentação da esquerda continuam praticamente na mesma e o povo continuou a votar alegremente na esquerda que voltará a enterrar novamente o país.

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    1. "A dívida não é impagável, apenas exige vontade política dos respectivos governos de a pagar, ou seja, implementar rapidamente as reformas estruturais necessárias para obter superavites e assim ir pagando a dívida"

      http://www.tvi24.iol.pt/politica/reestruturacao-da-divida/todos-a-ir-contra-a-parede-divida-da-grecia-e-de-portugal-e-impagavel

      "A ajuda aos pseudo-refugiados são de milhões de euros, já a ajuda a Portugal e Grécia são na ordem dos milhares de milhões de euros, mais concretamente a Troika emprestou a Portugal 78 000 milhões de euros."

      Tretas!

      Junte os custos do policiamento, problemas sociais, custos de tribunal, prisões, comida, dormidas, educação, formações, entre inúmeras outras despesas que a crise dos ditos "refugiados" vai-nos custar a todos e logo vai ver se são mesmo só alguns "milhões de euros".

      O mesmo governo alemão que recusou prestar mais auxílio aos portugueses e gregos na miséria, é o mesmo que já se estima que terá de gastar 50 biliões de euros em "refugiados" durante os próximos dois anos:

      http://www.dw.com/en/the-costs-of-the-refugee-crisis/a-19016394

      E isto ainda não é nada, trata-se apenas da ponta do iceberg...

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    2. Sim, milhões, por agora que irão continuar a aumentar.
      Em 2011, também não nos deram tudo de uma vez, foram dando mas no total foi de 78 000 milhões de euros a juros inferiores ao mercado para ajustamentos.

      Dizer que a dívida é impagável é apenas mais uma desculpa para não se efectuar as reformas estruturais necessárias e assim as bases de sustentação da esquerda continuarem tranquilamente firmes e hirtas.

      Teremos de aguardar até os juros subirem ou os nossos credores resolverem voltar a não emprestar dinheiro para isto recomeçar a mexer nem que seja novos pequenos ajustamentos.

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    3. "Deixem-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as suas leis." - Mayer Amschel Rothschild (1744 - 1812)

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    4. Todo o sistema financeiro supostamente deve ser controlado pelo Estado, agora se os supervisores andam a dormir, ou fingem que dormem, de quem é a culpa? É mais do que óbvio que toda esta situação resulta da própria manira de actuar de quem governa e estes estão lá pelo voto dos eleitores.

      Anos e anos de esquerda no poder geram estes desiquilíbrios que depois sobram para os próprios eleitores.

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  3. "Não vale a pena discutir se os gregos são menos trabalhadores do que os outros, isso é puro racismo". Como é que um senhor que posa como intelectual pode dizer uma barbaridade dessas?

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