segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Cristianismo Apodreceu a Alma Europeia



 
"A maioria das pessoas preocupa-se com passagens da Bíblia que não entende, mas as que me preocupam são as que eu entendo." - Mark Twain (1835 - 1910)

A Igreja não tem emenda possível e cada vez mais se torna patente que Bergoglio vai ser o coveiro da mesma. Talvez fosse bom era que se compreendesse porque se chegou ao que se chegou e para se perceber isto, é necessário antes de mais ter noção de que o Cristianismo é  uma religião abraâmica. Trata-se essencialmente de uma obra dos judeus que viviam na região da Galileia e é uma religião cultural e espiritualmente semita, logo extra-europeia e que só por mero acidente histórico é que se conseguiu implantar na Europa, graças em grande medida à conversão do Imperador Constantino à mesma.

O facto é que o Cristianismo apodreceu a alma europeia, retirando-lhe a virilidade pagã e substituindo-a por um humanitarismo conservador amolecido, que se transformou entretanto numa pesada grilheta castradora.[1] O que é que o Cristianismo trouxe à Europa, que a antiga Civilização Greco-Romana não tenha já trazido?

Na arte, arquitectura e filosofia, os clássicos continuam ainda hoje a dar cartas. Até em matéria de jurisprudência ainda nos colamos aos antigos romanos e num paradoxo de suprema ironia, usamos códigos de leis, baseados no antigo direito romano, que foi exactamente a mesma lex que condenou Jesus Cristo a ser crucificado pelo crime de blasfémia e pelo crime de lesa-majestade, ou seja, por ter proferido insultos contra a figura do Imperador de Roma, um crime extremamente grave à época e que segundo a jurisprudência do Império, dava direito a uma sentença de morte. Diga-se de passagem que, segundo uma investigação recente de José María Ribas Alba, professor de Direito Romano na Universidade de Sevilha, Jesus Cristo teve um julgamento que seguiu à risca todas as normas do sistema legal romano e foi condenado como qualquer outro homem ou mulher da época seria condenado, se praticasse o mesmo tipo de actos.[2]

Atenção que isto não ocorreu apenas no Império Romano, aqui mesmo no nosso Portugal cristão e dos ditos "brandos costumes", qualquer um de nós poderia ser igualmente executado na Idade Média, se insultássemos o Rei de Portugal, da mesma forma que Jesus Cristo insultou o Imperador de Roma.

O ponto da situação actual é bastante claro: A Europa está exausta, o Cristianismo exausto está e a Igreja Católica já perdeu praticamente toda a relevância social dentro da Europa. Os ortodoxos a leste ainda se vão aguentando nos mínimos, mas mesmo por aquelas bandas, não tardará a suceder o mesmo que já aconteceu em toda a Europa Ocidental. 

As "engenharias sociais" que temos hoje pela mão de ateus marxistas e agnósticos maçons, são apenas a continuação daquilo que os próprios cristãos fizeram quando ousaram substituir as milenares religiões pagãs da Europa, por uma religião semita e extra-europeia, cuja alma nunca correspondeu verdadeiramente àquela que herdámos dos nossos antepassados. A Europa cristã é uma farsa e uma contradição em termos, pelo simples motivo de que o Cristianismo nunca foi, nem será, uma religião europeia na sua essência.

A destruição da Europa foi iniciada pela mão dos próprios cristãos ainda durante a vigência do Império Romano, quando o Imperador Constantino em pessoa, ordenou que se pilhassem e destruíssem templos pagãos[3], da mesma forma que hoje, por exemplo, o Estado Islâmico pilha e destrói igrejas e relíquias do Mundo Antigo no Médio Oriente. Não terá ocorrido a Constantino, que cada martelada numa Vénus, num Neptuno ou num Júpiter, era uma martelada na sua própria identidade civilizacional milenar? (Identidade esta que é até anterior à fundação de Roma pelo lendário Rómulo, na simbólica data de 21 de Abril de 753 a. C.).

Um astrólogo e fanático cristão chamado Fimicus Maternus, até apelou pessoalmente ao Imperador Constantino II, para que o mesmo "destruísse totalmente" e "erradicasse" a todo o custo, qualquer vestígio de Paganismo no Império. O fanatismo de Fimicus Maternus ía ao ponto de o mesmo considerar como sendo uma "bênção" para o Imperador de Roma, que fosse este a ordenar a destruição dos templos de culto pagão.[4] Por sorte, não se lembraram também de escalar o nível da destruição e ordenar que a própria Acrópole de Atenas, fosse igualmente arrasada à martelada...  

A loucura foi ao ponto de Constantino II ordenar que fosse removido o Altar da Vitória do Senado romano, local onde estava instalada uma estátua em ouro da Deusa Vitória, capturada durante a Guerra Pírrica (280 - 275 a. C.).[5] Valentiniano II, o Imperador do Império Romano do Ocidente, deu mais um passo em frente nesta guerra declarada ao Paganismo e não só proibiu que se frequentassem templos pagãos, como ainda ordenou que os mesmos fossem encerrados, ou seja, na prática Valentiniano II ilegalizou por decreto a religião dos seus antepassados e a mesma que havia estado presente em todas as glórias passadas do Império Romano. É deveras triste quando se chega a este ponto de etno-masoquismo e negação do passado. Não deixa de ser muito curioso notar também como a introdução e disseminação por édito do Cristianismo no Império Romano, corresponde exactamente ao início da decadência do mesmo, que de ora em diante nunca mais se conseguiu reverter e foi-se sempre agravando até ao desaparecimento definitivo do Império e até do latim como língua falada. 

Inicialmente Imperador apenas da parte Oriental do Império, Teodósio acabou por conseguir reunificar a porção ocidental e oriental do Império Romano e transformou o Catolicismo na religião oficial do Estado Romano, através do Édito de Tessalónica em 380. Durante o seu reinado, aos pedidos de tolerância por parte de pagãos, Teodósio respondeu com o assassinato de sacerdotes pagãos e a destruição de inúmeros templos, locais de culto, imagens e objectos considerados sagrados para os pagãos em todo o Império.[6] O fanatismo foi ao ponto de se passar a aplicar a pena de morte contra qualquer um que fosse condenado por culto pagão[7] e de se suprimirem os Jogos Olímpicos da Antiguidade, que por serem originariamente celebrados em honra de Zeus, não podiam deixar de escapar à fúria cristã.[8]

Esta perseguições danadas aos pagãos continuaram até ao fim do Império Romano e a intensificação das perseguições anti-pagãs, a par do endurecimento das leis contra os mesmos, levam a crer que ainda haveria muitos seguidores do Paganismo Greco-Romano na fase tardia do Império. A resistência anti-cristã mais feroz, em certa medida veio até da própria elite do Império, nomeadamente da nobreza, dos senadores, magistrados e oficiais do palácio imperial que em muitos casos protestavam e até chegavam a recusar implantar os éditos do Imperador.

Tal como muitos cristãos novos continuaram a praticar o Judaísmo às escondidas na Europa da Inquisição, também no Império Romano, muitos cristãos novos por édito Imperial, continuaram a praticar o Paganismo em segredo e correndo risco de vida no caso de serem apanhados. Toda a literatura que criticava ou contestava esta postura de autêntico genocídio cultural contra os pagãos, era destruída e um copista que se atrevesse a copiar uma tal obra corria o risco de perder literalmente as mãos.[9] Nesta época, parece que a famosa "piedade cristã", não passava ainda de mera teoria bíblica...

Os cristãos ainda hoje protestam pelo facto de praticamente toda a sua propriedade ter sido confiscada pelos bolcheviques, em consequência da Revolução de 1917. No entanto, foi exactamente isto que a Igreja em tempos fez aos pagãos que eram acusados do "crime" de simplesmente estarem a praticar a religião milenar dos seus antepassados. Santo Agostinho de Hipona até exortou a sua congregação em Cártago a destruir todos os símbolos de Paganismo em que conseguissem meter as mãos em cima. Hoje, 2016 anos após o nascimento de Cristo, temos uma organização que faz exactamente o mesmo sem tirar, nem pôr, chama-se Estado Islâmico. Este fanatismo destruidor não deve surpreender quem saiba o mínimo de história religiosa, pois é algo típico das religiões abraâmicas, que quase sempre se pautaram por uma extrema intolerância para com qualquer outro grupo religioso ou qualquer entidade que questione a sua fé.

A introdução do Cristianismo na Europa resultou ela própria de uma "engenharia social" catapultada contra as massas pelas elites, que sempre gostaram de moldar o Mundo de acordo com a sua preferência do momento. Por ironia do destino, a própria Igreja Católica tem sido vítima de exactamente os mesmos tipos de ataques e perseguições selvagens, que ela própria usou para exterminar o Paganismo à força na Europa, naquilo que só pode ser descrito como tendo sido um genocídio cultural e um dos mais bárbaros e selvagens ataques de sempre contra a milenar identidade europeia.

Olhando para o estado miserável em que se encontra hoje a moral da Europa, não consigo deixar de pensar e dar razão às proféticas palavras do heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo Reis: "Não sabemos mandar nem obedecer; não sabemos querer ou pensar. O verme cristão adoece tudo dentro de nós. Já nada nos modifica nem nos faz erguer."

___________________________________________________

Notas:
[1] REIS, Ricardo - O Regresso dos Deuses. Arquivo Pessoa. Link: http://arquivopessoa.net/textos/1618
[2] A.C.M. - Jesus Teve um Julgamento Justo. Diário de Notícias. 14 de Novembro de 2013. Link: http://www.dn.pt/globo/interior/jesus-teve-um-julgamento-justo-3533675.html
[3] HUGHES, Philip - A History of The Church: To The Eve of The Reformation. Sheed & Ward, 1949. Link: http://www.ewtn.com/library/CHISTORY/HUGHHIST.TXT 
[4] KIRSCH, J. - God Against The Gods. Viking Compass, 2004, pp. 200 - 201.
[5] SHERIDAN, J. J. - The Altar of Victor: Paganism's Last Battle. L'Antiquite Classique Nº 35, 1966, pp. 186 - 187.
[6] GRINDLE, Gilbert - The Destruction of Paganism in The Roman Empire. 1892, pp. 29 - 30.
[7] GIBBON, Edward - The Decline and Fall of The Roman Empire
[8] WIKIPEDIA - Persecution of Pagans in The Late Roman Empire. Link: https://en.wikipedia.org/wiki/Persecution_of_pagans_in_the_late_Roman_Empire
[9] MACMULLEN, Ramsay - Christianity & Paganism in The Fourth to Eighth Centuries. Yale University Press, 1997.

João José Horta Nobre
15 de Fevereiro de 2016

23 comentários:

  1. "A maioria das pessoas preocupa-se com passagens da Bíblia que não entende, mas as que me preocupam são as que eu entendo." - Mark Twain (1835 - 1910)

    E você qual a passagem bíblica que você entende e se preocupa?

    Nietzsche pensava igualzinho!

    Você já notou que você pensa e age igual a este papa?

    A única diferença é que ele dá as cartas e você grita ao quatros ventos, mas os dois só tem uma coisa em mente: destruir o que resta, pelo menos ainda, como conceito do verdadeiro Bom e do Verdadeiro Belo nas consciências individuais.

    E não venha com o mesmo clichê de querer se fazer do "grande acusador", rotulando as pessoas de doente por religião e diga aquele seu amigo que gosta de falar palavrão que pare de falar palavrão, pois só quem degusta dos gostos daquelas palavras fétidas é apenas ele mesmo.

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    1. «A única diferença é que ele dá as cartas e você grita ao quatros ventos, mas os dois só tem uma coisa em mente: destruir o que resta, pelo menos ainda, como conceito do verdadeiro Bom e do Verdadeiro Belo nas consciências individuais.»

      O que é que eu quero destruir?

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    2. POIS O ARGUMENTO DESSE DAÍ NEM COMO DESINFORMAÇÃO SE SALVA KK FAIL

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    3. Há 2016 anos atrás, um continente estava apodrecido, mesmo instituindo leis que até hoje são exemplos, estas não eram suficientes, a sociedade estava um caos, depravação sexual, moral, o lixo mental, a podridão moral tomava conta das almas em desalento, que no seu íntimo solicitava a vinda de alguém para tira-las daquele inferno. Mesmo com tanta riqueza e tanta altivez, a depravação e a violência havia tomado conta daquela parte do mundo. Gladiadores, pagos para deceparem as cabeças um dos outros, o sangue jorrava nas arenas, o pão e o circo era a solução para tudo, haviam se apossado da maioria das terras de outros povos, matavam, decepavam, empalavam, a viadagem corria solta. Imperadores devassos, compra de posição social e de poder pelo poder do dinheiro era natural. Ídolos eram adorados, em cada rua havia um deus diferente, jovens eram usados como meios de promiscuidades, mesmo havendo leis proibindo E EIS QUE DE REPENTE SURGE ALGUÉM, com um conhecimento tão profundo que até hoje nenhum homem foi capaz de decifrar tão inteligência. Esse alguém prega o desapego aos desejos mortíferos da depravação carnal, esse alguém pede para deixarmos de amarmos as riquezas mais do que a nossa própria Alma, personalidade.
      Esse alguém pede, implora, para deixarmos de tanto egocentrismo, de tanta violência e coloca em prática o seu plano, baseados em profecias de uma religião que até então era a base apenas para sujeitar a prática da moral no seio de um povo, ex-nômades, mas que já haviam alcançados um alto índices de desenvolvimento moral, para convergir na verdadeira ética.
      Pois bem, este jovem, coloca seu adiante, mesmo sabendo das transgressões da lei que estava praticando, mas no mundo a maioria, 99% dos homens,vivem e morrem vivendo futilidades e há outros que se dão a morte por motivos nobres, por e este Homem é Jesus de Nazaré.
      Sua doutrina, baseada apenas no SIM pelo SIM e no Não pelo Não, exige quer cada individuo viva sua individualidade para adquirir responsabilidade e chegar ao máximo do sentimento de irmandade.
      Prega, passando a impressão que seria um Dom Quixote a mais, mas sua insistência é feroz, pois sabia que o que pregava ERA A VERDADE E A VERDADE É IMUTÁVEL, ELA TRANSPASSA ÉPOCAS, SECULOS e por isso sabia Ele que sua doutrina jamais seria esquecida.
      Os mais sofridos, os verdadeiros miseráveis, já não tinham nenhuma esperança e vendo, testemunhando aquele jovem a alterar a matéria, curando doenças incuráveis, mudando comportamentos de muitos que se conhecia por "loucos", estes verdadeiros miseráveis viram naquele jovem toda esperança para suas vidas e começam a deixas os grandes centros urbanos porque começaram a fugir das perseguições daqueles que se diziam civilizados e conheciam os alheios como "bárbaros".
      Pois bem, Este continente que aqui comento, estava já em declínio e em vias de ser invadido, por outros povos, o medo tomara conta das pessoas e a esperança se esvaia da face destas pessoas e em quem um imperador encontra a força e fé para reagir? encontra no Deus verdadeiro, no Deus que este jovem pregava aos quatros cantos e este imperador escolheu esta religião por causa desse Deus? não, escolheu porque devia ter se admirado com a educação, com a bondade, com o silêncio como meio de protesto, escolheu pela forma como estes seguidores desta religião, se resignava com o sofrimento, não blasfemava contra ninguém, inclusive contra aqueles que os empalava, transpassavam lanças, espadas, flechas, eram mortos em arenas e isto foi o que admirava este imperador.
      Continua ............

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    4. Continuação...............

      Pois bem este império, depois desta escolha, que era quase este continente na sua totalidade, apesar de tantas ameaças, sobrevive por mais 200 ou 300 anos e encontra uma forma de subsistir ainda mais, se dividindo e criando outra sede no oriente.
      A civilização deste império se divide em vários feudos, sua sociedade volta a viver apenas do espiritual e apenas consome o bastante. Alguns dizem que fora o período das trevas, sim, para quem vive de lufa-lufa, como nos dias de hoje, realmente, mas para aqueles que apenas busca uma vida de moral e de ética, este foi os mil anos em que muitas Almas se salvaram.
      Hoje, olhando para trás, vemos que a humanidade passa por fluxos e refluxos no que conhecemos condição humana. Necessário se fez que os indivíduos busquem sua liberdade e caissem novante no conto da falsa liberdade, causando, novamente, guerras, pestes, depravação e tantos outros males que nos afligem atualmente, mas isto é natural para que aqueles que querem se limpar que se limpem, testemunhando a sujeira alheia e aqueles que queiram se sujar que se sujem mais com a limpeza destes e assim são as coisas, assim é a regra, assim é a lei de Deus, dando aos indivíduos a liberdade para se aperfeiçoarem e evoluírem psiquicamente e corporalmente.
      A VERDADE, PELA PRÁTICA DE HOMENS BONS E SINCEROS JÁ SALVOU ESTE CONTINENTE UMA VEZ E AGORA SALVARÁ NOVAMENTE, PODE APOSTAR.
      E ESTES HOMENS BONS NÃO ESTÃO EM TEMPLOS DE PEDRAS OU DE MADEIRA, MAS SÃO HOMENS COMUNS QUE PELA FORÇA DO AMOR ESPIRITUAL E UNIVERSAL MUDARÃO O RUMO DA HISTÓRIA NOVAMENTE.
      E O CRISTIANISMO AO QUAL FIZ ESTA APOLOGIA, REFERE-SE APENAS A AQUELE CRISTIANISMO VERDADEIRO E SINCERO QUE MUITOS POUCOS AINDA PRATICAM HOJE EM DIA, ESQUEÇAM CATOLICISMO E PROTESTANTISMO, POR FAVOR.
      Agora pergunto:
      Como é que o Cristianismo verdadeiro pode ser acusado de ter destruído a Europa?

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    5. «Como é que o Cristianismo verdadeiro pode ser acusado de ter destruído a Europa?»

      Eu não disse em sítio nenhum que o Cristianismo destruiu a Europa, mas participou na destruição, pois foram os cristãos que atacaram as religiões milenares que existiam anteriormente na Europa e que faziam parte da nossa identidade. Eu não sou semita, nem sou judeu, então porque raio é que hei-de andar a ser guiado por uma religião de clara raiz judaico-semita?

      O Ricardo Reis (Fernando Pessoa) explica isto na perfeição:

      http://arquivopessoa.net/textos/1618

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    6. "Enquanto esse grande organismo, o império romano, era invadido pela violência sem freios e pela decadência moral, uma religião pura e humilde foi brandamente se insinuando na mente e nos corações dos homens, crescendo no silêncio e na obscuridade; da oposição, tirou ela novo vigor para finalmente erguer a bandeira triunfante da Cruz por sobre as ruínas do capitólio"
      Do livro [Declínio e queda do império romano]
      Autor: Edward Gibon (1737-1794)

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    7. Se o Sr. JJHN nunca leu, peço que por favor leia a obra prima de Edward Gibon, intitulada Declínio e queda do império romano. Se já leu e não deu ou talvez não tenha dado a devida importância quanto o poder do Espirito de Deus, merece por si mesmo, está a criar e viver seus próprios desalentos em sua alma nestes dias tão infernais.

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    8. João, Pelo Amor do VERDADEIRO DEUS, A verdade não tem religião, a Ética não tem religião, o Amor universal, não tem religião. Estas Verdades tem como principio sentimentos puros e sentimentos puros independe de raça, credo, cor. Uma doutrina que se baseia no Amor Fraternal Universal, não tem pais, não tem cultura, pois ela é a VERDADE e a VERDADE deve transpassar qualquer fronteira do Ego, da personalidade. Não é isso que você vive a reclamar todos os dias?
      Eu sou Brasileiro, mas amo de coração a filosofia de Jesus de Nazaré, porque ela É a VERDADE, apenas isso.
      Ela te ensina a ser Forte, mesmo nos mostrando fracos aos olhos dos outros, ela te ensina a evitar uma confusão, muitas vezes por motivos fúteis, Ela te ensina a ver com olhos de piedade, aqueles que muitas vezes nem damos conta que são nosso irmãos, essa doutrina nos abastece, ela nos preenche. Não vivo em igrejas, não tenho religião, apenas, um certo dia, resolvi buscar o que existia por trás de tantas mentiras e encontrei, lendo grandes mestres e principalmente buscando entender o verdadeiro cristianismo.
      São tantas demonstrações que eu poderia citar aqui que iria estender demais este comentário.
      Sei que você adora Portugal, também adoro, sei que você adora a Europa, eu também adoro quando vislumbro a doutrina de Sócrates, Platão, Kant, Tolstoi, Dostoiévski e tantos outros, mas Amo demais a doutrina e prática sem medida de Jesus, o maior Humano dos Humanos, é isso.

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    9. «Se o Sr. JJHN nunca leu, peço que por favor leia a obra prima de Edward Gibon, intitulada Declínio e queda do império romano.»

      É uma boa obra, é. Lembro de usá-la quando andava na universidade para fazer a cadeira de "História da Roma Antiga".

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  2. "logo extra-europeia e que só por mero acidente histórico é que se conseguiu implantar na Europa, graças em grande medida à conversão do Imperador Constantino à mesma."


    Caro JJHN


    Falso, não foi por mero acidente histórico, foi pelo trabalho de formiguinha, pregador e "vendedor", dos apóstolos e dos seus seguidores, com rápido sucesso a começar na Grécia e espalhando-se rapidamente pelo Império Romano apesar de todos os constrangimentos iniciais como a martirização dos cristãos. A conversão de Constantino apenas "legalizou" e legitimou o Cristianismo sendo que o mesmo é a herança permanente do Império Romano até aos dias de hoje.

    Em relação a ser uma religião extra-europeia, é tanto como os alimentos básicos que comemos, nomeadamente os cereais, trigo, centeio, cevada e arroz para não mencionar o milho e a batata vinda das Américas, aliás o próprio Homem chegou à Europa de fora da Europa, pois também é natural que as bases do paganismo europeu pré-Cristão tenha uma origem de fora da Europa.


    "O ponto da situação actual é bastante claro: A Europa está exausta"


    Esse é um problema de fácil resolução se houver vontade política, que passa pelo desmantelamento das bases de sustentação da esquerda, senão lá teremos de esperar pelo aumento da pressão financeira para irmos ajustando ligeiramente.

    Aí vai a lista actualizada:

    Abolição do salário mínimo
    Liberalização dos despedimentos
    Abolição dos descontos
    Pagamento do verdadeiro custo da água e energia pelo utilizador
    Pagamento do verdadeiro custo de educação e saúde pelo utilizador
    Liberalização (facilitação, desregulamentação) do acesso às profissões liberais
    Sujeição a IRC a todas as pessoas colectivas
    Simplificação do IRS com sujeição individual, taxa única, sem deduções e abatimentos
    Taxa única no Iva
    Desmantelar o sistema escolar com o e-learning
    Varrer a função pública
    Extinção das juntas de freguesia
    Redução do número de deputados
    ...
    ...
    ...

    ...

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    1. «Falso, não foi por mero acidente histórico, foi pelo trabalho de formiguinha, pregador e "vendedor", dos apóstolos e dos seus seguidores, com rápido sucesso a começar na Grécia e espalhando-se rapidamente pelo Império Romano apesar de todos os constrangimentos iniciais como a martirização dos cristãos.»

      Então se foi pelo "trabalho de formiguinha", como diz, para quê esmagar templos e estátuas pagãs à martelada?

      Para quê éditos a proibir e até a condenar à morte quem praticasse o Paganismo?

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    2. «Em relação a ser uma religião extra-europeia, é tanto como os alimentos básicos que comemos,»

      Quer mesmo comparar o significado cultural e espiritual da religião, com o da comida?

      O Cristianismo tem uma base abraâmica e semita. Ao passo que o Paganismo Greco-Romano, Celta, Germânico, etc... se desenvolveu dentro da Europa e com características identitárias genuinamente europeias. Por exemplo, o Paganismo Celta, adapta-se e funde-se muito melhor com a natureza circundante das regiões europeias onde nasceu e se desenvolveu, do que o Cristianismo que é uma religião parida no Médio Oriente.

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    3. "Então se foi pelo "trabalho de formiguinha", como diz, para quê esmagar templos e estátuas pagãs à martelada?

      Para quê éditos a proibir e até a condenar à morte quem praticasse o Paganismo?"

      "Quer mesmo comparar o significado cultural e espiritual da religião, com o da comida?"


      Caro JJHN


      Ora, já começa a falar de séculos mais tarde quando a religião cristã era dominante senão mesmo oficial no Império Romano. Nos primeiros tempos os cristãos eram perseguidos, mal se expunham como cristãos, não tinham tempo para destruir templos romanos ou pagãos.

      Os éditos são provenientes da lei romana, a Igreja e os próprios Estados que surgiram após a queda do Império Romano do Ocidente adoptaram esse procedimento.

      Não tenho a mínima dúvida que a comida é muito mais importante que a religião ou cultura.

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    4. «Nos primeiros tempos os cristãos eram perseguidos, mal se expunham como cristãos, não tinham tempo para destruir templos romanos ou pagãos.»

      Essa conversa já é típica das religiões abraâmicas, sejam judeus, cristãos ou muçulmanos, é sempre a mesma conversa. Quando não têm poder nenhum são sempre as vítimas da perseguição, coitadinhos, mas assim que se apanham no poder é vê-los a perseguir e matar como se não houvesse amanhã.

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    5. «Os éditos são provenientes da lei romana, a Igreja e os próprios Estados que surgiram após a queda do Império Romano do Ocidente adoptaram esse procedimento.»

      Isso sei eu, o que eu lhe perguntei é se realmente o Cristianismo se espalhou através do tal "trabalho de formiguinha" de que fala, então para quê éditos a proibir e até a condenar à morte quem praticasse o Paganismo?

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    6. «Não tenho a mínima dúvida que a comida é muito mais importante que a religião ou cultura.»

      Neste blog, os artigos sobre religião são SEMPRE os mais lidos e comentados. Pelo contrário, os artigos que versam sobre alimentação são praticamente ignorados e quase nem têm comentários. Isto fala por si...

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    7. "então para quê éditos a proibir e até a condenar à morte quem praticasse o Paganismo?"


      Ora essa, são imposições legais, quem tem o poder de decidir decide, os outros sujeitam-se.

      Não se fala sob comida, porque há muita, diversificada e barata, mas podia e devia haver ainda mais, mas há restrições legais que dificultam que haja ainda mais.

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    8. «Ora essa, são imposições legais, quem tem o poder de decidir decide, os outros sujeitam-se.»

      E acha isso uma coisa cristã?

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    9. Caro JJHN


      É irrelevante, mas parece-me essencialmente humano.

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  3. Sugestão de leitura:

    http://livraria.seminariodefilosofia.org/a-verdade-sobre-o-cristianismo

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