segunda-feira, 14 de março de 2016

Miúdas Soviéticas



 
A União Soviética tinha uma relação de amor-ódio com a mulher. Por um lado, a Constituição Soviética de 1977 garantia às mulheres direitos iguais aos dos homens e o Estado concedia-lhes benefícios especiais no que tocava ao acesso a cuidados de saúde e protecção laboral. Acima de tudo, era estritamente proibida qualquer discriminação laboral em relação a uma mulher grávida e as mães de crianças pequenas tinham o direito a trabalhar apenas em regime de part-time. Numa Europa como a de hoje, em que se discute tanto o problema do envelhecimento populacional, não faria mal nenhum aprender um pouco, com o pouco de bom que ainda se fazia no País dos sovietes. 

Mas que ninguém fique a pensar que as miúdas soviéticas eram umas privilegiadas em relação às raparigas de hoje. Muitas ainda usavam "paninhos" em plena década de 1980, pois a "grande" e "poderosa" União Soviética que conseguia colocar satélites no espaço, não era capaz de produzir sequer pensos higiénicos de forma adequada. A "igualdade" em relação aos homens também era mais teórica do que prática, na realidade, uma típica mulher soviética recebia quase sempre um salário inferior ao do seu equivalente masculino e estavam sub-representadas em todos os sectores da sociedade soviética. Os dirigentes soviéticos que se gabavam das conquistas que a Revolução de 1917 trouxe à mulher, eram os mesmos que pertenciam a um Comité Central, onde em plenos anos 1980 apenas 5% dos seus membros eram mulheres e no caso do Partido Comunista da União Soviética, menos de 30% dos seus membros eram mulheres. Se compararem a condição feminina na União Soviética, com a condição feminina de qualquer País capitalista do Ocidente nos dias de hoje, constatarão que não existem grandes diferenças entre a forma como comunistas e capitalistas tratam o sexo feminino.

João José Horta Nobre
14 de Março de 2016
 

4 comentários:

  1. A URSS começou fabricar e vender os pensos higiénicos femininos só no fim da década de 1980, o papel higiénico nos meados dos 1960, digamos que em 1980 se compráramos Portugal e URSS, primeiro era paraíso e outro inferno, nos supermercados da Alemanha Federal os soviéticos simplesmente desmaiavam, chegavam à negar que aquilo tudo era real...

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    1. «nos supermercados da Alemanha Federal os soviéticos simplesmente desmaiavam, chegavam à negar que aquilo tudo era real...»

      É exactamente isso que uma ucraniana que conheço me conta. Disse-me que a primeira vez que foi visitar a Checoslováquia, ficou em estado de choque com a abundância que viu nos supermercados de lá. Os soviéticos só tinham fartura e grandeza no que dizia respeito a armamento, pois em tudo o resto, aquilo era uma miséria pegada.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. A URSS foi simplesmente o maior regime esclavagista da historia . Esse foi só mais um dos inumeros crimes que os judeus cometeram aos Europeus. os judeus sabem que com o nacionalismo estes crimes serão divulgados e cobrados

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