domingo, 20 de março de 2016

Na Iminência da Morte do Socialismo do Século XXI



Assim vai a Venezuela, o grande farol do Socialismo do Século XXI e da esquerda internacional e internacionalista. Era este o modelo que os "revolucionários" do Bloco de Esquerda (BE), Movimento Alternativa Socialista (MAS) e Partido Comunista Português (PCP) andaram durante anos a defender para Portugal. Agora repentinamente calaram-se porque perceberam que o desastre já se tornou por demais evidente e não é possível continuar a ocultar mais os resultados desastrosos deste tipo de políticas económicas.

Faria bem aos esquerdalhos da nossa praça lerem a obra Socialism: An Economic and Sociological Analysis de Ludwig von Mises, talvez assim percebessem de uma vez por todas a razão de ser do fracasso dos modelos económicos socialistas em todo o Mundo. O que os socialistas e marxistas em geral se recusam a admitir, é que o mercado livre é uma componente essencial da vida económica e um instrumento essencial para a adequada regulação dos preços. O que se fez na Venezuela foi suprimir em larga escala o mercado livre e/ou colocar entraves tão constrangedores ao mesmo, que o tornaram incapaz de regular adequadamente os preços. O regime chavista optou por fazer aquilo que já se fez em muitos outros regimes (incluindo no Portugal de Salazar...) e que constitui um erro crasso, ou seja, decidiu recorrer à fixação artificial de preços para tentar travar os efeitos negativos da inflação

Fixar preços não é uma boa ideia, porque ao fazê-lo o Estado está a tentar assumir o papel que os próprios mercados têm capacidade de fazer automaticamente. Podem-se e devem-se de regular os mercados, mas nunca se devem de fixar artificialmente os preços dos bens. Não nego que a intenção por detrás da fixação de preços seja boa, disso eu não duvido, mas como diz o velho ditado: "de boas intenções está o inferno cheio"...

Quando um Estado começa a fixar artificialmente os preços, a consequência primeira é a de automaticamente limitar os lucros dos produtores, pois estes deixam de poder vender os produtos por si produzidos ao preço que sustenta adequadamente o custo real de produção. Normalmente os estados que tabelam preços, fixam os mesmos a níveis demasiado baixos, ou seja, os produtores deixam de conseguir obter lucro com a venda dos seus produtos e quando conseguem lucrar alguma coisa, este lucro é tão pequeno que não compensa que o produtor continue em actividade. Resultado: o produtor fecha a empresa e deixa de produzir.

Foi desta forma que o regime chavista arruinou a economia venezuelana. Os produtores deixaram de produzir em larga medida porque os preços fixados pelo governo não lhes permitia obter um lucro satisfatório. Em resposta, o governo venezuelano em lugar de perceber o erro e desistir logo da fixação de preços, fez ainda pior e recorreu a ameaças sobre os empresários, confiscou empresas, fábricas e propriedades. Isto originou uma fuga não só de capitais para fora da Venezuela, como também provocou a fuga de muitos empresários experientes que eram o motor económico da Venezuela. Na fase inicial, o governo venezuelano ignorou tudo isto e tentou fazer funcionar a economia à maneira soviética, colocando cada vez mais negócios nas mãos do Estado. O resultado foi exactamente o mesmo que na União Soviética: prateleiras vazias nos supermercados.

Eu só pergunto à esquerda é quantas vezes é que esta pretende levar Nação atrás de Nação à falência e ruína económica, até perceber o fracasso da treta ideológica que anda a defender? 

Mas o mais assustador nisto tudo é que temos por aí pessoas nas universidades a espalhar este veneno socialista e a tentar pintar de cor-de-rosa a fórmula ideológica que já levou tantos países à ruína completa. Ainda esta semana tivemos a conhecida historiadora Raquel Varela a afirmar que a Revolução de 1917 "mostrou ao mundo o maior avanço nos direitos humanos, das crianças, das mulheres, da ciência, da arte."

"Maior avanço nos direitos humanos"? Bem, eu gostava de ver se a Raquel Varela continuaria a falar assim se fosse colectivamente violada por um grupo de soldados do Exército Vermelho e de seguida lhe enfiassem nove gramas de chumbo na nuca. Aí sim, eu logo queria ouvi-la falar do "maior avanço nos direitos humanos"...

Como é que esta senhora escreve este tipo de merdas, sim, isso mesmo, MERDAS e mesmo assim continua a ser considerada uma personalidade legitima para andar continuamente a espalhar veneno nos media e nas universidades? Porque não fala ela de como foi o próprio Lenine que arruinou por completo a economia soviética ao ponto de se darem casos de canibalismo? Porque não refere a forma como o próprio Leon Trotsky andou a viver "à grande e à francesa" em Nova Iorque e a forma como posteriormente a alta finança esteve directamente por detrás da Revolução Bolchevique?

A esquerda em geral está toda ela directamente ao serviço da alta finança e da superclasse mundialista. Viram como o Syriza na Grécia (depois de passar seis meses a fazer teatro...) não tardou a ceder perante a alta finança em dois tempos e contra a vontade do povo grego que até aprovou a continuação da resistência em referendo? O povo grego deu o exemplo e a esquerda logo de seguida tratou de o trair. Agora desculpam-se dizendo que não, que "foram forçados"! Coitadinhos, deixem-me rir...

Em Portugal temos a versão do Syriza no bloco de Esquerda que também não se tardou a prostituir à alta finança, fazendo um pacto de governo com o PS. A esquerda visa apenas minar a sociedade através de engenharias sociais, é exclusivamente para esse fim que a superclasse mundialista a sustenta e mantém. Por vezes as coisas até podem sair um pouco fora de controlo, mas como a esquerda é por natureza incompetente no que toca aos assuntos económicos, a superclasse mundialista sabe que a mesma só se consegue aguentar no poder durante um tempo limitado e por isso basta-lhe esperar até que a mesma apodreça e caia do poder.

A única força política que a superclasse mundialista verdadeiramente teme são os nacionalistas, basta observarem a forma como estes são continuamente atacados e difamados da forma mais selvagem nos meios de (des)informação social e ficam a perceber o ódio (e o medo...) que a superclasse mundialista tem dos mesmos. Isto pelo simples motivo de que os nacionalistas têm uma agenda que entra directamente em choque com a agenda internacionalista da superclasse mundialista. Os nacionalistas defendem a continuação das nações, ao passo que a superclasse mundialista e a esquerda são entidades internacionalistas que visam acabar com as nações e federar o Mundo sob a bandeira de um único governo mundial. É este internacionalismo que faz a superclasse mundialista e a alta finança verem uma aliada muito importante na esquerda. Direita e esquerda são apenas duas faces da mesma moeda. De um lado a direita vai minando as nações retirando-lhes soberania através de privatizações e vendendo a Pátria a retalho. Do outro lado, a esquerda vai minando a sociedade através de engenharias sociais que visam destruir a identidade nacional. Os nacionalistas devem por isso de se colocar sempre para lá da direita e da esquerda. Somos superiores a essa escumalha intriguista que quer vender e destruir a nossa Pátria. O futuro tratará de demonstrar como temos toda a razão do nosso lado.

João José Horta Nobre
19 de Março de 2016


O professor Antony C. Sutton já demonstrou há décadas como a alta finança tem estado por detrás de praticamente todas as grandes "revoluções" do século XX. A superclasse mundialista opera sempre por detrás da cortina e transformou o Mundo num grande jogo de ilusões e contra-ilusões.

5 comentários:

  1. Caro JJHN


    Em relação à Venezuela, apenas quero relembrar que esta construção do "Socialismo do Século XXI" iniciou-se pela escolha livre e democrática dos eleitores venezuelanos. O sofrimento do povo venezuelano é bem merecido.



    "Direita e esquerda são apenas duas faces da mesma moeda"


    Falso, a direita define-se pela liberdade, a esquerda pela igualdade. Ora, como as pessoas simplesmente são diferentes, a esquerda só consegue a igualdade pela via repressiva, pela supressão de liberdades.

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    Respostas
    1. «Falso, a direita define-se pela liberdade, a esquerda pela igualdade. Ora, como as pessoas simplesmente são diferentes, a esquerda só consegue a igualdade pela via repressiva, pela supressão de liberdades.»

      Isso é um debate muito antigo e que nunca vai ter fim. Cada um que fique com a sua opinião.

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    2. No que toca a minar a sociedade Ocidental e a sabotar os Estados soberanos(ou ex-soberanos) concerteza que são duas faces da mesma moeda.

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    3. direita é conservadorismo ,a liberdade só existe quando nao entra em confronto com oque se busca conservar.

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  2. Em quase nenhuma lado se acredita hoje no socialismo económico(marxismo económico)tirando certos grupos de "marretas"(alguns deles em Portugal pois o nosso país sempre teve gente disposta a seguir modas velhas e caducas,daí estarmos sempre atrasados no que interessa)em alguns países.No entanto a estratégia socialista-marxista mudou,já não faz questão(daí que os ortodoxos comunistas digam que os socialistas do PS são de direita e liberais hoje em dia)de avançar a agenda marxista na economia,mas sim no social-cultural(o blog omarxismocultural.blogspot explica bem isso).

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