quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Nação Polaca Varre o Lixo Comunista

Trabalhadores removem uma estátua gigante de Vladimir Lenine em Nowa Huta a 11 de Dezembro de 1989. Mais de vinte anos após o fim do Comunismo na Europa de Leste, continua por varrer da paisagem uma significativa parte da sucata ideológica dos antigos regimes que prometiam "amanhãs a cantar" cheios de glória e prosperidade. Glória, nem vê-la e prosperidade, só for a quantidade de pilhas de cadáveres que esses regimes produziram.


«500 monumentos soviéticos serão deslocados na Polónia»


Na minha opinião e preparem-se, pois a minha opinião não tem por hábito ser convencional, todos os comunistas da Europa Ocidental deviam de ser sujeitos à "experiência soviética", de forma a que pudessem experimentar na primeira pessoa as maravilhas do "paraíso socialista"

Para começar, têm de ser presos só porque são comunistas, pois era isso que os comunistas faziam a quem não era comunista na URSS. Em seguida, passa-se à fase do "amaciamento", isto é, porrada na lombeira a torto e a direito e ameaças e chantagens de toda a espécie de forma a quebrá-los do ponto de vista mental, pois era exactamente isso que se fazia na URSS a quem não era comunista. Após este pequeno périplo, seriam enfiados a pontapé e empurrão em vagões de gado, sem qualquer saneamento básico e colocados em marcha rumo à Europa de Leste, onde durante alguns anos seriam obrigados a limpar o lixo comunista que ainda subsiste por aquelas bandas e a prestar serviços aos familiares de vítimas da URSS (cavar batatas, limpar sanitas, carregar malas, não se preocupem que trabalho não faltaria!). 

Isto não seria trabalho escravo, mas sim, trabalho voluntário em "prol do Socialismo", pois era exactamente assim que o regime soviético definia o trabalho prestado por milhões de escravos no sistema de GULAG. Quem se recusasse a "vergar a mola" ou se mostrasse "difícil", seria prontamente fuzilado ou enforcado, pois era exactamente isso que se fazia na URSS a quem não era comunista. Em determinadas situações, poderiam até ser executados por espancamento, que era o que os guardas do sistema de GULAG faziam, quando não tinham munições para gastar num prisioneiro e não estavam para se dar ao trabalho de levar a cabo um enforcamento.


Eram e continuam a ser estes os "amanhãs a cantar" que o Partido Comunista Português (PCP), em conjunto com o restante esquerdalho, querem impôr a Portugal. Os media não falam disto porque muitos dos que hoje ocupam posições de destaque nesses meios, são eles próprios ex-marxistas e estão por isso comprometidos até ao pescoço com este passado encharcado de sangue inocente. Isto também explica na perfeição o branqueamento e a tolerância de que a esquerda goza em Portugal e o motivo pelo qual temos a extrema-esquerda a rondar os 20% nas intenções de voto, em conjunto com um governo composto por apoiantes de terroristas, criminosos e genocidas. 

Os polacos já aprenderam a lição e os portugueses, quando é que pensam em ganhar juízo? 

João José Horta Nobre
21 de Abril de 2016

 
"A História Soviética", o tipo de documentário que apenas muito raramente passa nas televisões em Portugal e quando passa, normalmente é às duas ou três da manhã, de forma a garantir que quase ninguém vê.

10 comentários:

  1. Caro JJHN


    Pôr Portugal no caminho para o desenvolvimento rápido e acelerado apenas depende da vontade política.

    Implica implementar reformas estruturais que irão contribuir para desmantelar as bases de sustentação da esquerda.

    Aí vai a lista actualizada:


    Abolição do salário mínimo
    Liberalização dos despedimentos
    Abolição dos descontos
    Pagamento do verdadeiro custo da água e energia pelo utilizador
    Pagamento do verdadeiro custo de educação e saúde pelo utilizador
    Liberalização (facilitação, desregulamentação) do acesso às profissões liberais
    Liberalização das rendas
    Sujeição a IRC a todas as pessoas colectivas
    Simplificação do IRS com sujeição individual, taxa única, sem deduções e abatimentos
    Taxa única no Iva
    Desmantelar o sistema escolar com o e-learning
    Varrer a função pública
    Extinção das juntas de freguesia
    Redução do número de deputados
    ...
    ...
    ...

    ...

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    1. Fazer isso não iria de forma alguma nem minimizar a esquerda.

      Você está se focando apenas na questão econômica, e esquece do marxismo cultural, da revolução a partir da base cultural, criada por Gramsci.

      O combate ao esquerdismo baseado em apenas questões políticas e econômicas é o maior erro que se pode cometer pois a política e econômia são resultantes de um substrato cultural, ideologia incrustada na consciência da nação.

      Se a nação está afogada em marxismo cultural esqueça, as mudanças político-econômicas serão ineficazes e fisiológicas.

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    2. https://www.youtube.com/watch?v=R13y6q_XkTg

      Material base para conhecer o plano Gramscista, um dos braços da Internacional ( os outros são a Rússia, China, Islã Revolucionário terceiro mundista, bolivarianismo...)

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    3. O Arquivista que anda por aqui a comentar há meses é o economista João César das Neves. O neoliberal fanático.

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    4. "Fazer isso não iria de forma alguma nem minimizar a esquerda."

      Caro Renato Santon


      Mencione então as alternativas, mas faça o favor de mencionar medidas concretas e não palavreado genérico.



      "O Arquivista que anda por aqui a comentar há meses é o economista João César das Neves. O neoliberal fanático."

      Caro Anónimo

      Não, o JCdN não é neoliberal. Ser neoliberal significa que começa na esquerda e à medida que avança na idade vai tornando-se mais de direita. JCdN, nunca foi de esquerda, sempre foi conservador.

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    5. Eu até gosto de ler alguns artigos do professor João César das Neves, apesar de já o ter criticado anteriormente neste blog por achá-lo extremista demais em determinadas opiniões.

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  2. Um dos países da Europa que mais gostei de visitar foi a República Checa. A beleza das mulheres e a arquitectura das cidades é arrebatadora, mas o que mais me agradou foi a aversão do povo ao comunismo. Na Polónia ainda senti mais essa repulsa, o que me surpreendeu imenso porque imaginava que os polacos até simpatizavam com os comunas por causa do nazismo.

    Eu nunca fui à Hungria, mas gostava de lá ir exactamente por isso. Se os checos e os polacos já odeiam tanto os comunas, apenas posso imaginar os níveis épicos de nojo que os húngaros terão para com os vermelhos!

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    1. Eu vivi com duas polacas durante uns meses, quando era estudante em Coimbra. A primeira conclusão que tirei é que não sabiam cozinhar absolutamente nada de jeito. A única coisa que as moças sabiam fazer, era uma sopa esquisita de morangos chamada "Zupa Truskawkowy":

      http://easteuropeanfood.about.com/od/polishsoups/r/strawberrysoup.htm

      Quanto a Comunismo, elas tinham aversão pura a isso e diziam que era "coisa de velhos". Uma delas ficou a olhar para mim chocada quando eu um dia lhe disse que conhecia pessoalmente alguns comunistas. Até parecia que eu lhe tinha dito que era traficante de droga ou alguma coisa do género!

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  3. Caro Nobre:
    Escusado ir tão longe! Aqui ao lado e na mesma cultura vê-se o que a república espanhola pariu:- Uma guerra civil ideológica com a chacina de 6.ooo padres, freiras e bispos e mais de 1ooo igrejas e conventos queimados e destruidos! Mas pelos vistos a memória é curta e as lavagens da cochena tudo fazem para promover o "olvido"

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