domingo, 3 de abril de 2016

Disparar Contra Invasores? Porque Não?

Frauke Petry num evento do AfD em 2015.


"As cidades com ferro se defendem e não com ouro." - Padre António Vieira (1608 - 1697)
 
Os me(r)dia politicamente correctos ficaram escandalizados há alguns meses atrás quando Frauke Petry, a líder do Alternative für Deutschland (AfD) - um partido "faxista", "raxista", "xenófobo" e claro está, da sempre e eterna "pavorosa extrema-direita" - afirmou que se devia de disparar contra os invasores (também conhecidos como "migrantes" e "refugiados") que atravessam ilegalmente as fronteiras da Alemanha.

Obviamente que a senhora Frauke Petry, nunca advogou que se instalassem ninhos de metralhadora nas fronteiras da Alemanha, para abater a tiro toda e qualquer alma que cruzar as mesmas. O que Frauke Petry advogou (e que foi largamente distorcido pelos jornaleiros do politicamente correcto...), foi que se um determinado alógeno tentar atravessar a fronteira ilegalmente, mesmo depois de repetidos avisos e ordens para parar por parte das autoridades alemãs, então aí sim, deve-se usar da força letal para travar esse mesmo alógeno

Uma Nação sem fronteiras devidamente protegidas, não é uma Nação, é um circo. Aquilo que Frauke Petry defende, não é nada mais do que o cumprimento da própria lei alemã e algo que, de resto, está perfeitamente consignado no direito internacional. TODAS, repito, TODAS as nações do Mundo têm o direito legítimo a controlar e defender as suas fronteiras e isto não deve ser algo negociável em qualquer circunstância, pois abdicar do controlo e defesa das fronteiras, é abdicar automaticamente de uma larga parte da soberania nacional.

O pai do direito internacional, Hugo Grotius, afirmou em 1625 no seu De Jure Belli ac Pacis, que "a maioria dos homens atribuem três causas justas para a guerra; a Defesa, a Recuperação daquilo que é seu por direito e o Castigo."

A própria Carta das Nações Unidas afirma no artigo 51.º que "Nada na presente Carta prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou colectiva, no caso de ocorrer um ataque armado contra um membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais. As medidas tomadas pelos membros no exercício desse direito de legítima defesa serão comunicadas imediatamente ao Conselho de Segurança e não deverão, de modo algum, atingir a autoridade e a responsabilidade que a presente Carta atribui ao Conselho para levar a efeito, em qualquer momento, a acção que julgar necessária à manutenção ou ao restabelecimento da paz e da segurança internacionais."

Portanto e ao contrário do que rezam os jornalistas do costume, pagos para difamar e mentir, a senhora Frauke Petry tem o direito internacional totalmente do seu lado e não disse nada de condenável. Aliás, na minha opinião foi até demasiado modesta, pois a invasão em larga escala a que estamos a assistir na Europa, demanda que não apenas se utilizem armas de fogo contra quem tenta atravessar ilegalmente as fronteiras das nossas pátrias, mas que se minem as próprias fronteiras terrestres onde for possível, com minas antipessoal e que se coloquem também nesses locais, cartazes gigantes com avisos escritos e desenhos (para os analfabetos), de forma a que os invasores saibam que investir ilegalmente contra uma fronteira alheia, pode-lhes custar as pernas ou a própria vida.

Parece cruel? Pois parece, mas é absolutamente necessário e como reza o velho ditado: "Para grandes males, grandes remédios". Sei que a esquerda politicamente correcta fica totalmente chocada com estas ideias. Mas não têm nada que ficar chocados, pois durante cerca de meio século, foi exactamente este tipo de métodos que os regimes comunistas na Europa de Leste utilizaram para controlar as suas fronteiras. A esquerda em geral, nessa altura batia palmas e achava isto tudo muito bom e bonito, mas agora, quando são os partidos nacionalistas na Europa a querer utilizar o mesmo tipo de tácticas, não para impedir os autóctones de saírem do seu território como acontecia na Cortina de Ferro[1], mas para impedir a entrada de alógenos ilegais em massa nas nossas pátrias, ou seja, para travar uma invasão islâmica em curso, a esquerda já protesta e faz escândalo.  

O que vale é que a mentira tem perna curta e pouco a pouco, vão caindo por terra os argumentos falsos de certa gente que parece estar total e completamente apostada em acabar com a Europa de uma vez por todas.

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Notas:
[1] O Comunismo era tão "bom", que muitos fugiam do mesmo a coberto da noite e sujeitos a serem "picados" a tiro de metralhadora, eletrocutados no arame farpado do Muro de Berlim ou mutilados por uma mina terrestre dos "amigos do povo"...

João José Horta Nobre
3 de Abril de 2016


Uma das entrevistas mais parciais e formalmente grosseiras a que eu já assisti. O jornalista que está a entrevistar Frauke Petry (um tal Tim Sebastian com aspecto de quem já devia de estar num lar da terceira idade...), nem hesita em recorrer aos golpes mais baixos e difamatórios contra a mesma e o AfD, alegando falsidades, invocando distorções da verdade e provocando de uma forma que eu não acredito que fosse tão dura se o entrevistado fosse de um partido do "sistema". Acaso eu estivesse no lugar de Frauke Petry, o mais provável era simplesmente ter-me levantado e abandonado a entrevista a meio, mas a líder do AfD, visivelmente contrariada, lá aguentou penosamente a humilhação até ao fim:

10 comentários:

  1. Defender a Europa está "fora de moda"(como se fosse uma questão de modas a defesa de um espaço vital)e pelo contrário está na ordem do dia atacar a Europa por tudo e mais umas botas(inclusive da parte de supostos europeus),o Quintela apanhou bem essa questão neste seu artigo humorista-sarcástico http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/jose_diogo_quintela/detalhe/os_contabiliza_lagrimas.html

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  2. A Frauke Petry tem sido vítima de uma das campanhas mais vis e difamatórias que já se viu alguma vez na Alemanha. Não é só a imprensa amarela que a ataca, são os partidos da esquerda, a direita liberal, a padralhada protestante e católica, tudo unido para deitar abaixo o AfD.

    E quanto mais atacam o AfD e o PEGIDA, mais apoio popular eles ganham, porque o povo não é estúpido como as elites pensam, o povo também tem cabeça para pensar e aos poucos está a perceber a vigarice pegada que são os partidos do tal "sistema", controlados pelos internacionalistas da superclasse mundialista.

    Não são os nacionalistas que são fascistas, os fascistas são eles, os servos do globalismo selvagem e escravos dos mercados e banqueiros. Se nós não nos libertarmos desta gente dentro dos próximos 30 anos será o nosso fim.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Engraçado que tais banqueiros e demais globalistas nao operam em Israel - " a ultima fronteira do ocidente".

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    3. Direita burro ! Eles atuam sim, mas remetendo os valores "conquistados" para lá.

      Estranho é os clubes de futebol de Israel participarem da UEFA champions league. Por proximidade geográfica o Líbano e Síria são mais próximos dos europeus.
      Daqui a pouco ISrael fará parte até do euro.

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    4. «Daqui a pouco ISrael fará parte até do euro.»

      Isso nunca vai acontecer.

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  3. "de resto, está perfeitamente consignado no direito internacional. TODAS, repito, TODAS as nações do Mundo têm o direito legítimo a controlar e defender as suas fronteiras "


    Sem UE a bagunça seria a mesma , oque mudaria era a desculpa dos genocidas que ja não ppderiam culpar a UE.

    Obs: Noruega ,Suiça e Russia estão no mesmo barco que os Europeus quanto a substituiçao populacional mesmo não fazendo parte da UE.

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    1. «Obs: Noruega ,Suiça e Russia estão no mesmo barco que os Europeus quanto a substituiçao populacional mesmo não fazendo parte da UE.»

      Noruega e Suíça sim. A Rússia já nem tanto, é um caso especial...

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  4. Caro JJHN


    Não vi nem estou para ver a entrevista, mas os entrevistados têm de saber lidar com a situação e nada é mais claro que a verdade.

    Antes de mais nada é preciso enfatizar que não está no Governo, logo não tem grande poder de actuação.

    A seguir é preciso mencionar a situação onde, regra geral, mais dói nas pessoas que é no bolso, por exemplo, não bastava os contribuintes alemães estarem a financiar o grosso das ajudas à Grécia e a Portugal como agora terem de financiar os pseudo-refugiados, sim, é preciso enfatizar que são pseudo-refugiados, são apenas imigrantes económicos que sabem que podem aproveitar-se de generosos subsídios.

    Também é preciso referir que quem está no poder não tem vontade política de resolver a situação limitando-se a engonhar, entretanto, os contribuintes alemães irão continuar a pagar do seu próprio bolso a entrada, estadia e todos os procedimentos legais e burocráticos.

    Depois, como quem não quer a coisa, é referir todos os eventuais problemas que estes pseudo-refugiados trazem consigo desde a simples falta de civismo até ao problema do terrorismo.

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    1. «Não vi nem estou para ver a entrevista»

      São opções da vida!

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