sexta-feira, 29 de abril de 2016

Quem se Lembra Deste Fernando Rosas?...

Apoiou ditadores genocidas e virou personalidade pública acarinhada pelos media e toda a esquerda caviar. É obra, pá!


Jubilou-se ontem um dos principais contadores de estórias da carochinha do actual regime. O sem-vergonha é um dos que engordaram bem à custa da abrilada de 1974 e a gordura corporal que o mesmo transporta consigo, é disso a prova viva. Mentiroso e oportunista como todo o comunista, apoiou em tempos o maior genocida que já existiu na história da Humanidade, mas hoje, prefere esconder esse passado incómodo e faz-se passar por "democrata" exemplar. Ora, leiam por vós o que este "democrata" exemplar publicava no jornal dirigido pelo mesmo em 1975 e constatem por vós próprios, o tipo de "democracia" que este senhor defendia para Portugal:

«LONGA, MUITO LONGA VIDA AO CAMARADA MAO TSÉ-TUNG!

26 DE DEZEMBRO - 82º ANIVERSÁRIO DO CAMARADA MAO TSÉ-TUNG 

O proletariado de todos os países, todos os povos e nações oprimidas do mundo comemoram a data de hoje, aniversário do Camarada Mao Tsé-Tung, seu grande dirigente.

É um dever de todos os comunistas comemorarem esta data, pelo significado que ela encerra no contexto do movimento comunista internacional.

O Camarada Mao Tsé-tung é o mais eminente marxista-leninista da nossa época, aquela em que o imperialismo e o social-imperialismo caminham para a derrota total e a Revolução Proletária caminha para a vitória no mundo inteiro.

Foi numa época como esta que o Camarada Mao Tsé-Tung deu o seu contributo criador para o aprofundamento da ciência do proletariado, dentro da rota traçada por Marx, Engels, Lenine e Estaline.

O maoismo é, pois, o marxismo-leninismo da nossa época.

Empunhar bem alto a bandeira do maoismo é uma necessidade fundamental para que o proletariado possa cumprir o papel que lhe cabe de dirigir a Revolução, levando-a até ao fim.

A crise geral que sacode pelos alicerces todo o mundo imperialista e social-imperialista, as grandes vitórias da luta de libertação nacional dos povos e nações do Terceiro Mundo, a extensão progressiva da zona das tempestades revolucionárias para a Europa e demais metrópoles imperialistas, a luta dos países contra o hegemonismo das duas superpotências e pela independência nacional; tudo vem mostrar a verdade científica das teses do marxismo-leninismo-maoismo, de que hoje, no Mundo, a tendência principal é para a Revolução.

Na República Popular da China, base vermelha da Revolução mundial, a classe operária conquistou novas e grandiosas vitórias na consolidação da ditadura do proletariado, na edificação do Socialismo e do Comunismo.

Estas vitórias da Revolução Mundial Proletária tiveram o pensamento do Camarada Mao-Tsé-Tung como arma principal.

A reacção mundial, apercebendo-se de que a situação se lhe tornava cada vez mais desfavorável, intentou contra o proletariado e os povos uma vã tentativa de cerco e de aniquilamento da Revolução.

Na União Soviética uma negra camarilha revisionista, chefiada por Kruschov, logrou, após a morte do grande Estaline, por golpe de Estado, assenhorear-se do Estado Soviético e transformá-lo em ditadura social-fascista da nova burguesia burocrática. Este golpe do revisionismo só aparentemente foi um êxito.

Tendo à dianteira o Camarada Mao Tsé-Tung, o proletariado mundial lançou um poderoso combate ao revisionismo colocando, no lugar onde as camarilhas de renegados e traidores pretendiam ver vitórias, as mais clamorosas derrotas.

As cliques anti-partido de Liu Piao, agentes do social-imperialismo, que aspiravam a tomar a direcção do Partido Comunista da China e torná-lo num partido revisionista, foram esmagadas pelo povo chinês.

A Grande Revolução Cultural Proletária, dirigida pelo Camarada Mao Tsé-Tung, foi um acontecimento de relevante importância para o proletariado de todo o mundo.

Foi à luz dos acontecimentos legados pelo Camarada Mao Tsé-Tung que o proletariado e os comunistas portgueses iniciaram o combate pela fundação do seu Partido.

A linha revolucionária do nosso Movimento, o caminho que percorreu para a fundação do Partido, o seu programa revolucionário, resultam da aplicação criadora do maoismo à realidade da luta de classes no nosso país.

Desde 18 de Setembro até hoje a actividade do nosso Movimento tem sido traçada à luz do pensamento do Camarada Mao Tsé-tung e só dessa forma o proletariado português pode estar agora mais perto da vitória, enquanto que imperialistas e social-imperialistas, traidores revisionistas e renegados do tipo Sanches se encontram à beira do esmagamento total.

Comemorar o aniversário do Camarada Mao Tsé-tung não é uma formalidade; é tomar o partido do Camarada Mao Tsé-tung, da sua causa, da vitória do socialismo, do rumo que ele assinala à Humanidade.

Longa vida, muito longa vida ao camarada Mao Tsé-tung!

Viva o maoismo, marxismo-leninismo da nossa época!

Viva o marxismo-leninismo-maoismo!

Vivam Marx, Engels, Lenine, Estaline e Mao Tsé-tung!

Viva a ditadura do proletariado!

Viva a linha vermelha do nosso Movimento!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva o Partido![sic]» 

O artigo acima, foi publicado na primeira página do Luta Popular (jornal oficial do MRPP) de 26 de Dezembro de 1975. Fernando José Mendes Rosas era, à época, o director do Luta Popular, cargo que manteve até 1979. Tanto quanto sei, até hoje nunca ouvi uma afirmação ou li uma única linha escrita por este estoriador, em que o mesmo expressasse arrependimento por aquilo que andou a defender activa e publicamente na década de 1970. Pelos vistos, só os "faxistas" e quejandos é que têm de se penitenciar eternamente por erros passados, a esquerda, essa puta, por mais que mate e torture, safa-se sempre. Até ver...
  
Aproveito para esclarecer que esta transcrição deste trecho do Luta Popular, foi feita por mim, na íntegra, a partir de um original que está preservado no arquivo da Biblioteca Municipal de Coimbra, garanto por isso, a total autenticidade da mesma

Só gostava era que Fernando Rosas, dissesse hoje "Viva Estaline" ao pé de alguns ucranianos que tiveram familiares assassinados à fome no Holodomor. Isso é que eu gostava de ver o velho "revolucionário" fazer...

 João José Horta Nobre
29 de Abril de 2016

12 comentários:

  1. CARO JOÃO JOSÉ
    NÃO PASSA DE MAIS UM PARASITA DOS PORTUGUESES.
    MAS A MALTA NÃO ESTÁ PREOCUPADA COM ISSO, QUEREM É FUTEBOL / FADOS / FÁTIMA E NOVELAS MORANGOS COM MERDA.

    AMEM.

    ABRAÇOS

    RAMIRO LOPES ANDRADE

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  2. "...entre os seus três fundadores, encontra-se o actual director do «Luta Popular», que na sua primeira prisão, ainda militante do P«C»P, denunciou vários nomes à polícia. Na segunda, apesar das suas responsabilidades no MRPP, fez copiosas declarações sobre actividades políticas que terá tido na já referida «Esquerda Democrática Estudantil», depois de alguns (escassos dias de sono), sem que isto tivesse merecido qualquer censura ou sanção, apesar de tais factos serem públicos e notórios..." - in "O M.R.P.P. Instrumento da Contra-Revolução", autor Saldanha Sanches, páginas 113/114

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  3. Um trafulha que tem feito muito mal a Portugal e à juventude portuguesa. Fosse na Antiga Grécia e já teria sido obrigado a beber uma taça de cicuta...

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  4. Jubilou-se, é certo, mas deixou uma catrefa de seguidores entre as elites académicas que irá certamente continuar o seu trabalho de doutrinação neomarxista incansável e de revisionismo histórico descarado.

    Para além de continuar a escrever regularmente na nossa "imprensa", em especial no Al-Público...

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    1. «Jubilou-se, é certo, mas deixou uma catrefa de seguidores entre as elites académicas que irá certamente continuar o seu trabalho de doutrinação neomarxista incansável e de revisionismo histórico descarado.»

      O que ele deixou para trás não foi apenas "uma catrefa de seguidores", mas sim, uma autêntica seita que parasita e prolifera nos meios académicos à rédea solta e sem qualquer espécie de controlo adequado.

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  5. Como é possível este "historiador", que devia ser, por regra e norma, isento e imparcial, mas que se assume pública e orgulhosamente como marxista, ser considerado "incontornável para o estudo do séc. XX português" e "uma escola aberta, uma visão do Estado Novo"?

    Isso é como pôr um nazi a escrever sobre o Holocausto, um negro a escrever sobre racistas, um monárquico a escrever sobre a república ou um ateu a escrever sobre Deus!!!

    Onde está a imparcialidade e a isenção? Sendo marxista, só pode pode ter uma perspectiva enviesada da realidade, em geral, e do Estado Novo, em particular.

    Este escroque não é um historiador, é um "contador de estórias" (com bem diz o João José Horta Nobre) e a trampa da pseudo-elite intelectualóide portuguesa a babar-se por este falsário, com a devida cobertura dos me(r)dia... que nojo!

    E o gajo, na última lição, alerta para o revisionismo histórico e para a desmemória: como se ele não soubesse ou fizesse isso mesmo!!!

    Esta gente só dá nojo, mais nojo e nada mais que nojo...
    Onde iremos parar?

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    1. «Como é possível este "historiador", que devia ser, por regra e norma, isento e imparcial,»

      Os historiadores não são obrigados a serem isentos, têm é de deixar isso claro de forma a que o leitor possa saber com o que conta, eu por exemplo, nunca disfarcei que quando escrevo, escrevo tendencialmente a favor da direita e contra a esquerda.

      Mas o Fernando Rosas o que faz é escrever à esquerda, contra a direita e depois tenta fazer isso passar por "neutralidade". Ora, a isto eu chamo jogo sujo...

      A história nunca foi, nem vai ser neutra, isso é um mito. Por isso mesmo é que eu sempre fui da opinião que todos os historiadores, antes de escreverem, devem de assumir a sua cor política abertamente e sem complexos.

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  6. "A história nunca foi, nem vai ser neutra, isso é um mito."

    Entendo o que quer dizer ("a história é sempre escrita pelos vencedores") mas um historiador deve fazer um esforço para, como Cícero escreveu, "não ouse dizer uma mentira nem esconder uma virtude". ;)

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    1. «Entendo o que quer dizer ("a história é sempre escrita pelos vencedores") mas um historiador deve fazer um esforço para, como Cícero escreveu, "não ouse dizer uma mentira nem esconder uma virtude". ;)»

      Percebeu-me mal, não era isso que eu queria dizer.

      É possível ter diversas interpretações de um mesmo episódio histórico, mesmo sem se estar a mentir.

      Nem tudo o que Fernando Rosas e muitos historiadores de esquerda dizem, é mentira. Eles simplesmente vêem é as coisas de uma perspectiva ideológica diferente e que entra em contradição com a nossa.

      Por exemplo, se o Dr. No fosse um ex-combatente angolano do MPLA, daquilo a que nós em Portugal chamamos a Guerra do Ultramar, Guerra de África ou Guerra Colonial, isso para seria para si a Guerra de Independência.

      Outra treta que anda por aí é a conversa da "história revisionista", algo de que não faz sentido absolutamente nenhum falar, pois toda a história é revisionista. De cada vez que alguém analisa o passado, essa pessoa está automaticamente a rever o passado. Não existe uma história comum, versus uma história revisionista, o que existe é simplesmente história com várias perspectivas diferentes. Nada mais.

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  7. O problema todo está no facto de Rosas ser militante do BE e d os senhores serem os representantes da direita caceteira. A azia está difícil de passar. Há medicação para isso, procurem!

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    1. É isso camarada! Viva Estaline! Viva Mao Tsé-Tung! Viva Pol Pot! Abaixo com a reacção! Abaixo com o faxismo! Vivam as balas na nuca!

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/02/enfiar-balas-em-nucas-e-fixe-pa-desde.html

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