terça-feira, 24 de maio de 2016

A Liberdade de Expressão Está Sob Ataque em Portugal

O cartaz da JSD em que Mário Nogueira é comparado a Estaline.
 


Mais um dia, mais um ataque contra a liberdade de expressão em Portugal. Desta vez porque a JSD comparou Mário Nogueira a Estaline num cartaz.

Quando é que isto vai parar? Quando é que esta gente pensa em deixar de perseguir cidadãos, apenas porque estes emitiram uma determinada opinião ou fizeram sátira política? O que virá a seguir? Proibição de livros "perigosos" e censura prévia?

Mais uma vez as elites de Abril, os tais "democratas" de peito inchado, mostram o que são na realidade. Mostram como não hesitam em usar os tribunais, de forma a tentar intimidar quem pensa de forma diferente. Os tribunais da Terceira República, estão progressivamente e cada vez mais a transformar-se em instrumentos de repressão do actual regime. Tudo isto visa mandar um sinal claro à sociedade: ou ficam caladinhos ou levam no focinho. 

João José Horta Nobre
24 de Maio de 2016



10 comentários:

  1. Pois é... a esquerda usa e abusa da imagem dos adversários há decadas. Mas a "diretinha" só agora começa a contra-atacar. E claro, aconteceu o que acontece inevitavelmente aos maçaricos: descobriram que as regras só se aplicam aos fortes!

    O problema da "direita" portuguesa é precisamente fazer este género de cartazes muito poucas vezes. Devia fazer um todos os meses. Quando o Passos Coelho era primeiro-ministro, Portugal estava cheio de cartazes do bloco e do pcp a falar nos bancos, nos hospitais, nos desempregados e na tróica. Mas agora que o Costa das Índias é o chefe do governo, a "direitinha" quase não se vê nas ruas. E depois claro, quando finalmente aparece, o esquerdalho fica tão surpreendido que avança imediatamente para os tribunais.

    O que nos leva à conversa do costume: o problema da nossa "direita", que é no fundo o grande problema da Direita ocidental, é que estão a anos-luz da compreender que o domínio sócio-cultural é a chave para a perpetuação no poder. Falar em economia não chega, porque o eleitorado em geral toma as suas decisões em função da formatação que recebeu ao longo da vida, não em função da lógica e da racionalidade.

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    1. Basta recordar o exemplo do cartaz do PCTP/MRPP que apelava à morte aos traidores:

      http://www.jn.pt/nacional/eleicoes/interior/frase-morte-aos-traidores-do-pctpmrpp-nao-e-crime-4797079.html

      Todos sabemos que se fosse o PNR a colocar um cartaz nas ruas a apelar à "morte aos traidores", não tardaria a chover-lhe um processo em cima, do qual dificilmente se conseguiria safar, a somar-se a inúmeras reportagens televisivas sobre o "perigo da extrema-direita". Mas como foi o PCTP/MRPP, ou seja, um partido político de esquerda, ninguém se importou.

      Na pseudo-democracia de Abril uns são filhos, outros são enteados. É assim que isto funciona desde 1974. A "Igualdade" é só na teoria, porque na prática, todos sabemos "o que a casa gasta"...

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  2. "O problema da "direita" portuguesa é precisamente fazer este género de cartazes muito poucas vezes."
    Totalmente de acordo.

    "o problema da nossa "direita", que é no fundo o grande problema da Direita ocidental, é que estão a anos-luz da compreender que o domínio sócio-cultural é a chave para a perpetuação no poder."

    O problema da nossa direita é que não é direita. é apenas esquerda suave.


    JJHN, há dias falávamos de Inquisição... Olhe que estes se pudessem deixavam a Inquisição para as crianças... Esta malta não se enxerga... Pode demorar mas não podemos desistir!

    Cumprimentos

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    1. «O problema da nossa direita é que não é direita. é apenas esquerda suave.»

      A pouca verdadeira direita que existe, nem sequer tem grande representatividade em termos de partidos. Ou estão dispersos pelo CDS/PP e PSD onde não fazem barulho nenhum, nem ninguém lhes dá ouvidos. Ou então limitam-se a andar pela redes sociais como eu e outros, que vamos fazendo o que podemos para contrariar a corrente "bem pensante".

      «JJHN, há dias falávamos de Inquisição... Olhe que estes se pudessem deixavam a Inquisição para as crianças... Esta malta não se enxerga... Pode demorar mas não podemos desistir!»

      Isso sei eu!

      Aliás, Estaline matava mais gente numa semana, do que a Inquisição matou durante toda a sua existência.

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  3. "Quando o Passos Coelho era primeiro-ministro, Portugal estava cheio de cartazes do bloco e do pcp a falar nos bancos, nos hospitais, nos desempregados e na tróica."

    Discordo porque Portugal continua cheio desse tipo de cartazes! Enquanto que os cartazes do PSD e CDS foram retirados após as eleições, os do PCP e BE continuam por aí, nas mesmas esquinas, em placas metálicas de 1,5 m, a fazer propaganda à descida da taxa da luz, à festa do avante, à saída do euro, etc. Não percebo porque ninguém rouba aquela porcaria para vender o metal a um sucateiro (se o fazem com as placas de trânsito).

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  4. Frente a frente dois direitos inalienáveis: a liberdade de expressão e a liberdade ao bom nome. Choque de titãs.

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    1. Mas o que é isso da "liberdade ao bom nome"? Sabe o que lhe digo, isso não é mais do que um artifício legal criado pelos "democratas", de forma a poderem perseguir judicialmente qualquer pessoa que os critique.

      Porque o problema no meio disto é a interpretação que se pode dar a isso. Para uns, uma "ofensa ao bom nome", pode ser apenas chamar "traidor à Pátria", como o Brandão Ferreira fez ao Manuel Alegre. Para outros, isto é apenas uma opinião.

      Os juízes que decidem estas coisas respondem perante quem? Quem é que controla o que essa gente decide? Quem é que os fiscaliza? Depois sabendo-se como a maçonaria infiltrou os tribunais, isto ainda torna as coisas mais perigosas porque significa que temos juízes potencialmente ao serviço de sociedades secretas e não ao serviço da Lei e dos portugueses.

      Eu já vivi nos Estados Unidos durante oito anos e nunca vi por lá esta perseguição a cidadãos por apenas falarem, como tenho visto em Portugal. Isto é uma coisa de loucos.

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  5. Caro JJHN


    O problema da direita (em Portugal e no resto do Mundo) é que não tem vontade ou coragem política para implementar reformas estruturais que desmantelem as bases de sustentação da esquerda.

    Como sabem, começa-se pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos, abolição dos descontos e seguem-se outras reformas estruturais que tenho vindo a indicar.

    Quanto ao cartaz em si, acho que não reflecte a realidade nem sequer é ofensivo para o Mário Nogueira, ou seja, é um cartaz muito fraco.

    Na minha opinião, melhor seria se tivessem posto o Mário Nogueira como um "zombie", pois é um tipo que já morreu (como todos os sindicalistas) mas que não sabe disso. Isso sim, seria extremamente doloroso para os esquerdalhos que realmente compreendessem o cartaz.

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    1. «Quanto ao cartaz em si, acho que não reflecte a realidade nem sequer é ofensivo para o Mário Nogueira, ou seja, é um cartaz muito fraco.»

      É sátira política, algo que já se faz há centenas de anos e com a qual algumas figuras políticas sempre tiveram problemas.

      «Na minha opinião, melhor seria se tivessem posto o Mário Nogueira como um "zombie", pois é um tipo que já morreu (como todos os sindicalistas) mas que não sabe disso. Isso sim, seria extremamente doloroso para os esquerdalhos que realmente compreendessem o cartaz.»

      Concordo totalmente!

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  6. Depois do estado Novo, onde não havia fome, passámos ao Estado Podre onde tudo é "encapotado" falso e dominado pela esquerdalha e pelos MeRdia onde quem afirma ser Patriota é considerado fascista. Viva o estado Novo onde não existia corrupção nem fome. Haviam dificuldades, fruto das circunstancias, a saber: omissão da Segunda Guerra Mundial, (para isso havia um preço a pagar)acções militares em quatro territórios Ultramarino. Viva o Estado Novo onde existia: Moral e bons Costumes, Ordem e Progresso, Patriotismo, Ouro, Divisas e fortunas no Portugal Imperial. A abrilada bem sucedida de 1974, aconteceu porque os cofres estavam CHEIOS. Se Portugal fosse miserável os "revolucionários- esquerdalha- nunca iriam querer assaltar o poder! Viva Portugal!

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