domingo, 15 de maio de 2016

O Diário de Notícias Precisa de Sair do Armário




O Diário de Notícias (DN) publica hoje um artigo sobre o Presidente brasileiro, intitulado Michel Temer: O Novo Presidente do Brasil Tem Cheiro de Velho. Como se pode deduzir do título, o artigo constitui no seu todo, um ataque aberto contra Michel Temer, homem por quem eu pessoalmente não nutro qualquer simpatia. 

O que está aqui em causa não é Michel Temer, mas sim, o facto de o DN andar a fazer-se passar por aquilo que não é, ou seja, um jornal onde supostamente predomina o jornalismo imparcial e isento. Na realidade, o DN é hoje um autêntico órgão de propaganda ao serviço da esquerda bem pensante e uma leitura do que lá é regularmente publicado, pode confirmar isto a qualquer pessoa que se dê ao trabalho de fazer esta análise. A situação chegou mesmo a um ponto tão baixo, que faria corar de vergonha o jornalista Eduardo Coelho e o conde Tomás Quintino Antunes, os dois fundadores do DN em 1864 e que nem nos seus piores pesadelos, alguma vez poderiam imaginar sequer que o jornal por si fundado, viesse a transformar-se na aberração hipócrita que é na actualidade.

Continuamente, o DN faz questão de difamar e atacar qualquer político ou cidadão que não esteja alinhado com a "cassete" bem pensante da esquerdinha caviar. Ocasionalmente, lá abrem uma excepção e publicam uma coisita ou outra alinhada com o campo político oposto, mas é só para fazer de conta que são "imparciais e isentos". De resto e no quadro geral, o DN em pouco ou nada se distingue do jornal oficial de um qualquer partido do centro-esquerda ou até mesmo da extrema-esquerda. 

Eu próprio já tive alguns artigos publicados no DN, sempre assinados com o meu nome, pois nunca usei, nem uso pseudónimos. No entanto, sei por experiência própria como por lá a censura é, no mínimo, dez vezes pior que a do "lápis azul" do tempo do professor Salazar. Nada que afronte o "sistema" ou que possa beneficiar um ponto de vista nacionalista (os bem pensantes chamam-lhe "extrema-direita"), é publicado no DN. Na realidade, eles até têm medo da palavra Nacionalismo, mas ao invés, caem de amores pelo Internacionalismo e o que publicam é a prova viva disso.

Ora, eu não tenho nada contra o facto de uma publicação jornalística apoiar o Internacionalismo selvagem e as loucuras da esquerda, por mais lunáticas que estas sejam, mas deve fazê-lo de forma assumida e sem tretas do "faz de conta". O DN, se pretende continuar a seguir este rumo, precisa por isso de sair do armário de uma vez por todas e assumir aquilo que é, ou seja, um órgão de propaganda ao serviço das elites da esquerda e da direitinha bem pensantes. Caso contrário, então é melhor mudarem de nome e passarem a chamar-se simplesmente Diário de Propaganda Bem Pensante, de forma a que quem ingenuamente compra o jornal, já saiba ao que vai.

É que eu pelo menos nunca escondi o que defendo e o que penso e também nunca deixei de demonstrar o meu total desprezo pela canalha que actualmente governa Portugal. Assumo isto com todo o orgulho, de consciência tranquila e ao contrário do DN, não tenho grandes grupos económicos, nem lobbies, por detrás de mim a controlarem aquilo que penso e escrevo. A isto chama-se a verdadeira liberdade, coisa que a maioria dos jornalistas da actualidade já não sabe o que é, porque nas redacções dos grandes jornais de hoje já não se faz jornalismo, mas sim, propaganda.

João José Horta Nobre
15 de Maio de 2016

6 comentários:

  1. Exceputando o Diabo (que mesmo assim está longe de ser nacionalista), não há mais nenhum jornal português que não pisque o olho à esquerda. A excepção é o Observador da direitinha, que pisca o olho à direita na economia e à esquerda nas questões sociais.

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    1. «Exceputando o Diabo (que mesmo assim está longe de ser nacionalista»

      O Diabo é um jornal que tem uma concepção de Nacionalismo Cívico. É de clara tendência monárquica, mas mesmo assim, é o único jornal em Portugal que ainda vai "espetando o dedo na ferida".

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  2. "de forma a que quem ingenuamente compra o jornal, já saiba ao que vai."

    Caro JJHN

    Os jornais estão no fim, já quase ninguém os compra, vivem da publicidade legal e de alguma publicidade comercial.


    " caiem de amores pelo Internacionalismo"

    Caem e não caiem

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    1. «Os jornais estão no fim, já quase ninguém os compra, vivem da publicidade legal e de alguma publicidade comercial.»

      Isso já eu percebi há bastante tempo. O jornalismo em papel está acabado.


      «Caem e não caiem»

      Pode explicar melhor?

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    2. Caro JJHN


      Caem do verbo cair

      Caiem do verbo caiar

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    3. Já corrigi o erro. Obrigado pelo alerta.

      Eu realmente não consigo perceber porque é que eu dou contínua e repetidamente esse erro ortográfico. É irritante mesmo a quantidade de vezes que faço essa asneira.

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