segunda-feira, 18 de julho de 2016

As Universidades Ocidentais Têm de Ser Purgadas



“Take any aspect of the Western inheritance of which our ancestors were proud, and you will find university courses devoted to deconstructing it. Take any positive feature of our political and cultural inheritance, and you will find concerted efforts in both the media and the academy to place it in quotation marks, and make it look like an imposture or a deceit.” - Roger Scruton

Desde a década de 1960 do século passado até aos dias de hoje, tem-se vindo gradualmente a instalar uma nova classe de académicos nos institutos de ensino superior ocidentais, que mais não fazem do que disseminar propaganda contra a Pátria que os pariu e instilar ódio nos seus alunos contra tudo o que seja ocidental. Para esta gente tudo o que seja traço da cultura ocidental é um alvo a ser destruído e esmagado, ao passo que tudo o que seja anti-ocidental é bom e deve ser protegido e acarinhado ao máximo.

Esta classe de académicos, largamente influenciada pelas diatribes dos lunáticos da Escola de Frankfurt, é em grande parte uma das maiores responsáveis pelo estado da situação de decadência a que o Ocidente chegou. Por este motivo, a mesma deve ser alvo da maior atenção, sendo que o Ocidente e principalmente a Europa, não conseguirão resolver os seus problemas sem primeiro colocarem ordem nas academias ocidentais que, a par dos media, são um dos principais centros nevrálgicos da operação de propaganda em curso contra o Ocidente.

Há alguns dias atrás bastou-me uma conversa de poucos minutos com um jovem estudante universitário americano, para constatar mais uma vez como o que anda a ser feito nas academias ocidentais é na prática e como eu já disse em ocasiões anteriores, um processo de lavagem cerebral que visa envenenar o cérebro da juventude. Por muito menos do que isto, foi Sócrates obrigado a beber uma taça de cicuta. "Uma Europa onde impera uma cultura de repúdio pelos pilares da civilização ocidental dificilmente se poderá defender de ameaças externas. Aliás, essa cultura de repúdio é ela própria – a prazo – uma ameaça maior e mais difícil de derrotar do que qualquer organização terrorista."

A única solução para isto vai ter de vir de cima, ou seja, dos governos ocidentais que têm de ser radicalmente alterados e só depois se poderá proceder a uma purga nos meios académicos. Mais uma vez fica patente como a destruição da União Europeia é um passo essencial para se poder atingir este fim, pois não será possível fazer-se seja o que for enquanto continuar a haver "europa". No caso português, o que leva a "nossa" elite política e académica a defenderem fanaticamente a União Europeia, é o facto de estas saberem que a sua sobrevivência depende necessariamente da sobrevivência da União Europeia. Por este mesmo motivo a estratégia de todos os patriotas deve concentrar-se acima de tudo em dar apoio a todos os partidos e movimentos estrangeiros que desejem degradar e/ou destruir o projecto europeu. Não adianta despendermos o nosso tempo e energia em inúteis escaramuças internas, pois a situação política interna só poderá ser alterada, mediante uma alteração radical da situação política externa.

João José Horta Nobre
18 de Julho de 2016


7 comentários:

  1. A citação do Roger Scruton sintetiza brilhantemente a essência da Teoria Crítica do Marxismo Cultural. Porque é disso mesmo que se trata, destruir os alicerces da superior Civilização Ocidental.

    Quanto ao que o Mestre Nobre escreveu, destaco esta passagem:

    «A única solução para isto vai ter de vir de cima, ou seja, dos governos ocidentais que têm de ser radicalmente alterados e só depois se poderá proceder a uma purga nos meios académicos.»

    A ideia é boa, mas receio que já não tenhamos como fazer essa purga. É que não temos massa crítica suficiente: a maioria dos docentes das universidades já pensa de uma forma neomarxista. Contrariá-los pode custar o emprego a quem se atrever a fazê-lo.


    «(...)a estratégia de todos os patriotas deve concentrar-se acima de tudo em dar apoio a todos os partidos e movimentos estrangeiros que desejem degradar e/ou destruir o projecto europeu»

    Concordo plenamente. É isto, aliás, que demasiadas pessoas no movimento nacionalista não entendem, a urgência de recuperar o poder de decisão sobre o nosso destino. E, nesse sentido, só os partidos da "falsa oposição" (FN, PVV, UKIP, SD, etc.) constituem uma aposta viável.

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    1. «A ideia é boa, mas receio que já não tenhamos como fazer essa purga. É que não temos massa crítica suficiente: a maioria dos docentes das universidades já pensa de uma forma neomarxista. Contrariá-los pode custar o emprego a quem se atrever a fazê-lo.»

      Caro Afonso, é despedimento colectivo e ponto final! O ensino superior está completamente dominado pela maçonaria em Portugal, obviamente que essa gente tem de ser corrida e eu sei que não é fácil fazer tal, mas lá está: tudo depende de uma necessária e muito radical mudança política.

      «E, nesse sentido, só os partidos da "falsa oposição" (FN, PVV, UKIP, SD, etc.) constituem uma aposta viável.»

      Esses partidos fazem o que podem e como podem. Chamar-lhes "falsa oposição" parece-me injusto e típico de quem não tem noção da realidade...

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  2. Caro JJHN

    Relembro a minha lista actualizada de reformas estruturais que irão contribuir para o desmantelamento das bases de sustentação da esquerda.


    Abolição do salário mínimo
    Liberalização dos despedimentos
    Abolição dos descontos
    Pagamento do verdadeiro custo da água e energia pelo utilizador
    Pagamento do verdadeiro custo de educação e saúde pelo utilizador
    Liberalização (facilitação, desregulamentação) do acesso às profissões liberais
    Liberalização das rendas
    Sujeição a IRC a todas as pessoas colectivas
    Simplificação do IRS com sujeição individual, taxa única, sem deduções e abatimentos
    Taxa única no Iva
    Desmantelar o sistema escolar com o e-learning
    Varrer a função pública
    Extinção das juntas de freguesia
    Redução do número de deputados
    ...
    ...
    ...

    ...


    Destaca-se lá o pagamento do verdadeiro custo da educação pelo utilizador que contribuirá para o rápido desmantelamento do sistema escolar e universitário existente. O e-learning existe, é uma questão de coragem/vontade política dos governos implementá-lo.

    Seria o fim dos professores como classe social, praticamente seriam extintos pois tudo o que é ensino teórico pode ser ensinado através de vídeos.

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    1. O Arquivista tem um curso superior, não tem?

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    2. Sim, mas acho que tenho mais cultura geral.

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    3. E você gostaria de ter feito a sua educação com base em videos? Já se imaginou a fazer as cadeiras teóricas do seu curso através de videos?

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  3. Não sei em que universidade andou a sra Merkel. http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=834399 mais um ataque refujiadista na Alemanha .A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou(em Outubro de 2010) que os esforços de seu país para construir uma sociedade multicultural “fracassaram completamente”. (Está melhor agora em 2016 sra Merkel?)

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