segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Esta Gente Recusa-se a Reconhecer Que Está Acabada e é Exactamente Isso Que me Preocupa...





É mais do que óbvio que a actual elite do dito "centrão", em conjunto com a extrema-esquerda islamófila está acabada, só falta mesmo agora é enfiar-lhe o último prego no caixão e enterrá-la de uma vez por todas, algo que eu acredito que os nacionalistas europeus, se não meterem os pés pelas mãos, têm capacidade suficiente para fazer algures dentro dos próximos dez a quinze anos. Como bem disse recentemente João Pais do Amaral numa abordagem ao muito peculiar caso português, O regime comporta-se como um criminoso de delito comum. Tem consciência dos crimes cometidos ao longo dos anos contra a população portuguesa, mas revela uma incapacidade enorme de os assumir, preferindo a criminosa “fuga para a frente”, negando-os como se não os tivesse praticado. Ele próprio sabe que a corrida não poderá ser eterna, pelo que demonstra bastante cansaço, estando «ferido de morte».

Mas no meio disto tudo, desta autêntica "espiral da morte" em que os regimes demo-liberais europeus estão a entrar, o que me preocupa mais é exactamente o facto de a elite que está agarrada ao poder, se recusar a reconhecer que o seu fim está próximo e já ter dado sinais de que é capaz de jogar muito feio, porco e sujo para se manter nas rédeas do poder. Já aqui falei uma vez do verdadeiro perigo que pode constituir uma elite quando a mesma sente que está encurralada, não tem para onde fugir e sabe que o seu fim está próximo. É exactamente aqui que todo o político, seja ele democrata ou ditador, se torna perigoso. No caso dos "democratas", em nome da tal "preservação da Liberdade" e dos "direitos civis" de que eles gostam muito de falar (um mantra repetido sempre que dá jeito...), eu não tenho dúvidas de que os mesmos não hesitarão em tentar transformar as actuais "democracias" que na prática nunca o foram, em regimes autoritários disfarçados de "democracias". Aliás, já se fazem sentir os primeiros sinais disto no Mundo virtual, onde empresas como a Google estão a sofrer cada vez mais pressão por parte da elite reinante para apertar na censura e expulsar das suas plataformas aqueles que não se conformam com o pensamento politicamente correcto

O verdadeiro perigo em todas as épocas e circunstâncias sempre foi uma elite encurralada a um canto e disposta a lutar com tudo o que tem para se manter no poder. O perigo aumenta se essa mesma elite já tiver perdido por completo a noção da realidade. O perigo aumenta ainda mais se a elite tiver armas nucleares ao seu dispor e os militares e as forças policiais estiverem do seu lado. Aqui então temos a receita perfeita para um autêntico banho de sangue, algo que eu não duvido que a actual elite é capaz de cometer quando chegar a hora de "atravessar o Rubicão". Não quero ser alarmista, mas aconselho todos os patriotas a manterem-se vigilantes, fisicamente aptos (nunca se sabe o dia de amanhã...) e a não darem sequer um minuto de tréguas ao actual regime, atacando-o sempre em todas as frentes e por todos os meios possíveis, desde que dentro da legalidade vigente, pois um homem na prisão não serve para nada

Portugal está em guerra civil desde pelo menos 1828, com um interregno forçado pelos militares que durou de 1926 a 1974. Se os nacionalistas portugueses seguirem o seu coração e não capitularem perante as tentações materialistas que inevitavelmente irão surgir no caminho, tenho a certeza de que iremos sair vencedores desta guerra e não só sairemos vencedores, como poderemos terminar de uma vez por todas com este conflito que já vai velho de quase duzentos anos.

João José Horta Nobre
5 de Novembro de 2016


5 comentários:

  1. Mais um execelente artigo, caro JJHN! Partilho inteiramente a sua preocupação quanto à recusa das elites europeias em abandonarem o poleiro. Infelizmente, é sempre assim, as lapas agarram-se às rochas com tudo o que têm e é preciso uma lâminca para as tirar dali.

    Acho esta parte do seu texto sobejamente pertinente:

    «Não quero ser alarmista, mas aconselho todos os patriotas a manterem-se vigilantes, fisicamente aptos (nunca se sabe o dia de amanhã...) e a não darem sequer um minuto de tréguas ao actual regime, atacando-o sempre em todas as frentes e por todos os meios possíveis, desde que dentro da legalidade vigente, pois um homem na prisão não serve para nada.»

    Exactamente! Temos de estar sempr prontos para o pior e, ao mesmo tempo, fazer tudo ao nosso alcance para evitar o pior! Os nacionalistas dos grandes centros urbanos, em particular, devem estar armados e ter planos de contigência para as situações de crise. É que quando as coisas começam a descambar, muitas vezes já não há tempo para soluções de última hora!

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  2. Caro JJHN


    O país está novamente à beira da falência, os eleitores assim livremente escolheram, pois o que há a fazer é que quem tenha dinheiro consiga pôr a salvo esse dinheiro (os chulados do BES que o digam).

    Não havendo vontade política para implementar as reformas estruturais, só resta a pressão financeira que irá orientar os ajustamentos necessários.

    Se a pressão financeira for realmente muito grande, simplesmente deixando de haver financiamento externo então mais rapidamente haverão reformas estruturais.

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  3. Entretanto o pastor chefe da Roma católica diz que precisamos de líderes na Europa(lol ou talvez não)http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/papa-afirma-europa-precisa-lideres-97461 A Europa precisa de líderes sim mas fortes e corajosos que defendam os povos e a civilização europeia.Não precisa de líderes fracos e corruptos como tem actualmente(nem precisa de pastores de rebanhos,sejam eles religiosos ou ideológicos).

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  4. Por falar em "líderes europeus" , https://www.publico.pt/2016/12/06/mundo/noticia/cautelas-e-caldos-de-galinha-1753723 já aparecem artigos "fora da caixa" no Público(e até da parte de alguns servos do sistema liberal-socialista/liberal-capitalista),a eleição do Trump pelo menos serviu para isso(senão servir para mais nada a nos europeus já serviu para lermos algo diferente sobre a realidade).

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    1. Aconselho-o a ter muito cuidado com o jornal Público, isso é um dos pasquins mais politcamente correctos que anda por aí. Veneno autêntico...

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