quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Isto Não se Faz



Cruzei-me novamente com ele há poucos dias atrás. Costuma vaguear sempre na mesma zona, de olhos cinzentos e tristes, mas conformados, barba branca e o aspecto daquilo que se pode designar como sendo o de um autêntico "vencido da vida". Anda sempre acompanhado de um saco cheia de coisas que vai encontrando abandonadas nas ruas e nos caixotes de lixo onde esgravata dia e noite, faça chuva ou faça sol. Não sei como se chama, nem de onde é natural, nem sei como foi parar à rua. Só sei que é mais um dos muitos sem-abrigos que temos em Portugal.

Há algumas semanas atrás e quando eu estava a chegar a casa do trabalho quase às duas da manhã, dei por ele a dormir na entrada do meu prédio. Fiquei parado a olhar para o sujeito que estava ali esticado à minha frente, a dormir enrolado numa velha manta cinzenta. A rua estava absolutamente deserta. Como eu não sou propriamente pequeno do ponto de vista físico, medindo 181cm de altura e pesando 85kg, imagino o susto que lhe devo ter pregado, pois assim que ele se apercebeu da minha presença colocou os braços à frente da cara julgando que eu o ía agredir a pontapé. Nada disso, eu só queria passar por cima dele para entrar no meu prédio e ir para casa em paz.

Passei cuidadosamente por cima do pobre desgraçado que ali estava, subi no elevador, entrei em casa e comecei a pensar no assunto. Eu sabia que as regras do prédio proíbem a presença de sem-abrigos na entrada do mesmo. Sabia também que era meu dever, por motivos de segurança, expulsar aquele desgraçado dali para fora e chamar a polícia se ele se recusasse a sair. Mas como podia eu fazer uma coisa dessas? Ia eu agora descer agasalhado nas minhas roupas confortáveis e bem lavadas, para expulsar à força do prédio um pobre coitado que tem idade para ser meu pai e que só se está a abrigar do frio? É que eu até posso ser bastante mau quando quero e preciso de o ser, mas há limites para tudo.

Acabei por descer, não tive outro remédio, desci e levei comigo um saco onde meti todo o pão e todas as conservas de peixe, queijos e enchidos que tinha em casa. Assim que cheguei à entrada do prédio, estendi o braço e disse "toma, é para ti". Ele, deitado no chão e enrolado na manta suja que o cobria, olhou para mim de ar surpreendido e hesitou, talvez pensasse que eu estava ali para lhe fazer alguma maldade, tive de insistir novamente subindo o tom da voz: "toma, é comida, é tudo para ti"! Por fim, devagarinho e com cuidado ele lá acabou por pegar no saco cheio de comida que eu lhe estava a oferecer. Voltei para o elevador, subi e entrei em casa sabendo que tinha acabado de quebrar todas as regras de segurança do prédio e que poderia vir mesmo a ter chatices com o administrador por causa daquilo que tinha acabado de fazer. Tinha não só permitido que um estranho ficasse a passar a noite na entrada do prédio, como ainda lhe fui oferecer comida, incentivando assim a estadia. 

Eu não poderia ter agido de outra forma. Eu sei que se naquela noite tivesse feito as coisas ao contrário, provavelmente não teria conseguido dormir descansado durante várias noites seguidas e a minha consciência não me largaria durante muito tempo.

Hoje e como é meu hábito, quando estava a beber o primeiro café do dia, meti-me a navegar pelas páginas de alguns jornais portugueses de maior referência, de forma a inteirar-me da propaganda do "sistema" e no website do DN encontrei uma notícia onde se diz que Portugal recebeu até agora 720 "migrantes" recolocados a partir da Grecia e da Itália. Depois de ter soltado meia-dúzia de impropérios em frente ao computador que até abanou com a fúria expelida por mim, lembrei-me do pobre sem-abrigo de que eu acima falei. Este nosso compatriota que, volto a repetir, não sei como se chama, continua a dormir na rua onde calha a encontrar abrigo ao acaso e vive do que encontra e do que por piedade lhe oferecem. Nunca o vi a mendigar. No entanto, é tratado abaixo de cão pelo Estado português, o mesmo Estado que simultaneamente importa centenas de "migrantes" aos quais oferece casa, água, comida, electricidade, roupa lavada e formação profissional, tudo de graça. 

É inadmissível que estas benesses sejam atribuídas a estrangeiros que nunca descontaram um cêntimo sequer para o Estado português, enquanto ao mesmo tempo muitos portugueses que já trabalharam e descontaram no passado, se vêem votados ao mais absoluto abandono como se fossem animais. Isto não se faz. Ponto. Quem faz isto é um canalha. Portugal está a ser governado por canalhas e traidores ao povo e à Pátria. Bandidos que escudados por tribunais controlados pela maçonaria e militares comprados pelo regime, roubam e humilham o povo português, enquanto simultaneamente consentem que a União Europeia envie estrangeiros para o nosso País, que passam a viver num luxo escandaloso em comparação com os sem-abrigos nacionais, cujo único "luxo" de que usufruem à noite é muitas vezes a calçada da rua. A sério, isto mete nojo, é revoltante e demonstra bem o grau de imoralidade a que chegou a sociedade portuguesa em geral.

João José Horta Nobre
8 de Dezembro de 2016
 

34 comentários:

  1. Um testemunho poderoso, caro JJHN! A forma como os nossos nacionais são desprezados em detrimento dos invasores é algo que os portugueses, em particular os nacionalistas, jamais poderão esquecer ou perdoar!

    É por isso que, contrariamente ao que diz um dos seus comentadores mais assíduos, é impossível desmantelar as bases de sustentação da esquerda. Enquanto houver pessoas na situação desse sem-abrigo, a revolta popular continuará a alimentar a extrema-esquerda. Como disse o camarada Anselmo Oliveira, de Santa Maria da Feira: «Um Estado nacional e social só é possível através do equilíbrio entre o público e o privado, entre o individual e o colectivo. A balança da governação nunca pode pender para um dos lados.»

    Infelizmente, só nós, os nacionalistas é que parecemos compreender esta realidade. Nem Estado totalitário, nem ausência total do Estado. A virtude está a meio caminho, como costuma dizer o nosso povo.

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    1. "A virtude está a meio caminho, como costuma dizer o nosso povo."

      Caro AdP


      Essa frase revela ignorância (ao nível da história económica), analisas os prós e os contras e como não sabes decidir (por falta de conhecimentos estruturados de economia) empurras com a barriga e fica tudo na mesma.

      Mas a pressão financeira não se compadece com os ricos e pobres, com os sábios e os ignorantes, com os doutores ou os analfabetos, com os corajosos ou os medrosos, simplesmente vai triturando o que lhe aparecer à frente.

      E olha que a pressão financeira aumenta todos os dias, afinal o Estado tem défices todos os anos, ou seja, gasta mais do que recebe, tendo que contrair empréstimo ao exterior para cobrir os défices.

      E a juntar a tudo isto ainda temos a elevada dependência alimentar e energética do exterior.


      Não é impossível desmantelar as bases de sustentação da esquerda, basta haver vontade política, caso contrário, a pressão financeira irá fazer isso mesmo através de ajustamentos.

      Entretanto, os mesmos problemas irão continuar durante anos, senão mesmo várias décadas enquanto decorrerem os ajustamentos.

      Mas se houver alguém com vontade política lá fora e simplesmente deixar de financiar o Estado português, lá teremos uma situação similar à Venezuela e Cuba.

      Mas tudo bem, afinal os portugueses são especialistas no desenrascanço.

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    2. Arquivista disse...
      «Essa frase revela ignorância (ao nível da história económica), analisas os prós e os contras e como não sabes decidir (por falta de conhecimentos estruturados de economia) empurras com a barriga e fica tudo na mesma.»

      Ahahahahahah! Ou seja, o Arquivista diz que a frase "revela ignorância", mas é incapaz de explicar porquê de uma forma coerente e sustentada. Diz que eu "não tenho conhecimentos ao nível da economia", mas é ele quem demonstra -repetidamente- estar completamente alheado da realidade e não ter um verdadeiro conhecimento da história (e não apenas da história económica), ao julgar que a economia é a única força que move as nações e a vontade do eleitorado.

      Não, Arquivista, o mundo não é assim tão simples. A tal "pressão financeira" de que fala não foi criada pelos desgraçados como este sem-abrigo que o Mestre Nobre ajudou. A "pressão financeira" foi criada precisamente pelos monstros gananciosos que o Arquivista defende implicitamente, com a sua cassete estapafúrdia de reformas impossíveis que insiste em vir vomitar aqui todos os dias.

      Você é tão arrogante que não consegue perceber que a Esquerda não surgiu do nada e não vai desaparecer de repente. E isso sim, é ignorância histórica… e bem grosseira! O que é que o Arquivista tem a dizer sobre o que se passa actualmente na CGD? E o que se passou no BES e no BPN? Se calhar, a culpa também não foi toda da Esquerda, não foi? E as reformas que propõe, como é que impediriam que estas situações acontecessem?

      Não Arquivista, escusa de insistir, que aqui ninguém é parvo. A "pressão financeira" de que o Arquivista fala deve-se em parte às políticas de Esquerda… mas deve-se sobretudo à corrupção generalizada que grassa na política e na Alta Finança! Ou será que a crise financeira de 2008 foi provocada pela Esquerda? Enfim…


      «(…) o Estado tem défices todos os anos, ou seja, gasta mais do que recebe, tendo que contrair empréstimo ao exterior para cobrir os défices.»

      Défice que foi criado tanto pelos governos de esquerda, como pelos governos de direita. Afirmar o contrário é MENTIR, sem apelo nem agravo.


      «E a juntar a tudo isto ainda temos a elevada dependência alimentar e energética do exterior.»

      E quem é que criou essa dependência? Foi a Esquerda ou foram os seus amigalhaços liberais e globalistas? Quem é que andou a vender este país ao desbarato e o sujeitou, irresponsavelmente, às leis do mercado global, sabendo que os produtores portugueses não estavam minimamente preparados para competir nessas condições?


      «Mas se houver alguém com vontade política lá fora e simplesmente deixar de financiar o Estado português, lá teremos uma situação similar à Venezuela e Cuba.»

      E a culpa será tanto da Esquerda como da Direita! Mesmo que o descalabro financeiro se devesse todo à Esquerda, foi a Direita que criou as condições para que a Esquerda chegasse ao poder, ao demitir-se da sua responsabilidade de regular o sistema financeiro, combater a evasão fiscal, a corrupção generalizada e promover a competitividade. Repito, Arquivista: a Direita, tal como a Esquerda, permitiu que os seus boys e girls se governassem, das autarquias às grandes empresas, das obras públicas ao sector energético, endividando criminosamente o Estado e a nossa banca com esquemas obscuros que lesaram todos os portugueses. É por isso que agora temos a tal “pressão financeira”, não é só porque tivemos a Esquerda no poder!

      E olhe que é triste –mas mesmo muito triste!– que o Arquivista só veja o mal de um dos lados do problema. Isso faz de si parte integrante do problema, Arquivista, não da solução.

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    3. Caro AdP


      O seu comentário diz tudo, não apresenta nenhuma medida concreta, apenas conversa da treta e tudo continua na mesma.

      Já eu, em face do presente, analiso a situação e apresento medidas concretas e por serem concretas são alvo fácil de crítica.

      Pouco importa, se os défices são dos governos de esquerda, de direita, de ambos, de antes do 25 de Abril, de depois da implantação da República, do tempo do Filipes ou mesmo do tempo de D. Afonso Henriques.

      O défice existe e orçamenta-se para o futuro de modo a continuar a haver novos défices, e é em face disso que apresento medidas concretas, afinal para não haver défice é preciso que o Estado deixe de gastar mais do que recebe.


      A pressão financeira resulta exclusivamente de haver défices, ou seja, de se gastar mais do que se recebe e apesar de ter começado no Estado, este com as suas políticas permite que as famílias e as empresas também se possam endividar excessivamente.

      A ganância e a corupção não são para aqui chamadas, isso sempre houve e sempre haverão (independentemente de haver défices ou não) e não é exclusiva de multimilionários, aliás, é muito mais provável que haja mais ganância nas classes menos endinheiradas, precisamente por isso, basta ver onde é que eles aplicam o dinheiro que é nos títulos da dívida do Estado, por terem taxas mais favoráveis, ora isso antes de mais revela ignorância e ganância.


      Crise financeira é outra coisa que sempre houve desde que há moeda e irá continuar a haver, geralmente também começam com os défices e acaba numa grande bolha que rebenta passados vários anos. A crise de 2008 é apenas mais uma e nem sequer teve a mesma dimensão da crise de 1929.


      Esquerda e direita são denominações que vêm desde a Revolução Francesa, mas sempre existiram 2 blocos antagónicos desde a Grécia antiga, os aristocratas e o povo e isso aconteceu também em Roma e mais tarde nos tempos medievais com nobreza e povo.


      Como muito bem diz, aqui ninguém é parvo, apenas há ignorância mas não só, também há vício, por exemplo, quem fuma também não ignora que isso lhe faz mal mas continua a fumar alegremente.


      A elevada dependência alimentar do exterior é apenas uma consequência das medidas dos governos, quando aumentam os custos aos produtores (salário mínimo, descontos e outros impostos), torna-se menos rentável produzir, por isso, só os mais competitivos sobrevivem e mesmo assim vendendo a sua produção em mercados externos.


      Faça-me um favor caro AdP, mencione medidas concretas, assim também será muito mais fácil ser alvo de críticas mas pelo menos aprenderá alguma coisa para o futuro com o contraditório.

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    4. «Um testemunho poderoso, caro JJHN! A forma como os nossos nacionais são desprezados em detrimento dos invasores é algo que os portugueses, em particular os nacionalistas, jamais poderão esquecer ou perdoar!»

      Caro Afonso, obrigado. Como é óbvio, cumpri a minha parte. Quanto ao tratamento que os nossos compatriotas estão a receber por parte desta canalha abrilesca que dá apartamentos de graça a "refugiados", ao passo que os nossos ficam a dormir na rua, é de facto inadmissível e merecedor de julgamentos. Espero que quando Portugal votar a ter uma liderança verdadeiramente alinhada com o nossos interesse nacionais, estas bestas de Abril sejam todas levadas a julgamento.

      «É por isso que, contrariamente ao que diz um dos seus comentadores mais assíduos, é impossível desmantelar as bases de sustentação da esquerda. Enquanto houver pessoas na situação desse sem-abrigo, a revolta popular continuará a alimentar a extrema-esquerda.»

      O Arquivista não entende isso caro Afonso, não adianta. Ele simplesmente não consegue entender que é a pobreza que alimenta a extrema-esquerda. Não adianta continuar a tentar explicar-lhe isso, pois ele não há maneira de entender. Talvez se ele passasse umas noites a dormir na rua como os nossos sem abrigos e conhecesse o chicote do Liberalismo sem freios nas próprias costas, talvez nessa altura ele ganhasse juízo...

      «Como disse o camarada Anselmo Oliveira, de Santa Maria da Feira: «Um Estado nacional e social só é possível através do equilíbrio entre o público e o privado, entre o individual e o colectivo. A balança da governação nunca pode pender para um dos lados.»

      Como é óbvio, o camarada Anselmo Oliveira tem toda a razão...

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    5. Arquivista disse...
      «O seu comentário diz tudo, não apresenta nenhuma medida concreta, apenas conversa da treta e tudo continua na mesma.»

      Em primeiro lugar, o Arquivista não tem moral nenhuma para falar em discutir medidas porque, quando confrontado com as medidas constantes do programa eleitoral do PNR, o Arquivista limitou-se a dizer que “o partido estava tomado pela extrema-esquerda”, sem explicar porque é que as medidas do PNR eram más. Portanto, o Arquivista é culpado daquilo de que agora me acusa! E atenção: eu não concordo com mais de metade das medidas que o PNR propõe, simplesmente não é honesto exigir aos outros que apresentem medidas e depois não as querer discutir, nem descartá-las de uma forma racional e sustentada.

      Em segundo lugar, afirmar que eu não apresentei medidas concretas é desonesto, porque elas estão implícitas no texto que escrevi no meu comentário anterior. Se eu culpei a corrupção, é evidente que é preciso actuar nesses campos. Mas já que o Arquivista insiste, eu especifico:

      1. Proibir a recapitalização de bancos e organizações com dinheiros públicos; se tem prejuízo, é para deixar falir – e para prender os responsáveis!

      2. Criminalizar a gestão danosa da coisa pública; (porque é que não há responsáveis pelo desaire da CGD? Porque é que a nossa dívida pública ultrapassou os 130% do PIB sem que ninguém fosse preso)?

      3. Estabelecer um limite ou tecto constitucional para a dívida pública;

      4. Acabar com todas as parcerias público-privadas; sim, TODAS! O dinheiro do Estado não é para andar a distribuir pelos amigos! Se os privados fazem melhor, então têm de mostrá-lo, competindo com o Estado no mercado livre! Isso sim, é ser de Direita! Ser empresário à custa do dinheiro do Estado não é ser de Direita!

      5. Acabar com todas as formas de financiamento estatal a fundações ou outras instituições de cariz ideológico ou cuja finalidade seja obscura; o dinheiro dos nossos impostos não serve para financiar “causas humanitárias”, muito menos organizações parasitárias como o SOS Racismo; as únicas excepções a esta regra seriam os centros de investigação científica; e, mesmo esses, teriam o seu financiamento condicionado a níveis mínimos de produção científica;

      6.Proibir o endividamento das autarquias cuja dívida actual já ultrapasse 80% do seu orçamento anual; limitar o endividamento das autarquias cuja dívida actual já ultrapasse os 50% do seu orçamento anual, para que não possam exceder os 80% mencionados acima.

      7.Proibir a concessão de crédito a empresas cujo nível de endividamento ultrapasse os 70% do seu património; quem não tem como pagar, não tem nada que se endividar!

      8.Acabar com todos os produtos derivados que alimentam a especulação financeira; os únicos activos que deviam poder ser transaccionados em bolsa são as acções, as matérias-primas, as divisas e as obrigações; as opções, os warrants, os futuros, os contratos às diferenças, os swaps, etc. deviam ser pura e simplesmente abolidos!

      9.(Do página web do PNR) Avaliar toda e qualquer obra pública, quer pelo seu interesse público (bem-estar gerado à população), quer pela sua real rentabilidade, deve ter um retorno financeiro superior ao juro pago pelo país, evitando assim, as obras faraónicas sem real utilidade.

      10. Maximizar a produção nacional: tudo o que possa ser produzido cá dentro, tem de ser produzido cá dentro!

      11. Nesse sentido, premiar as empresas que mantenham ou desloquem as suas instalações fabris para Portugal, concedendo-lhes benefícios fiscais.

      12. Fazer pressão na UE para que as empresas que vendem produtos num determinado país não possam pagar os impostos relativos a essas vendas noutro país; é no mínimo imoral vender produtos num país e entregar parte do lucro dessas vendas a outro país!

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    6. 13. Combater a evasão fiscal de uma forma mais agressiva; um bom exemplo é o que acontece nos EUA, onde os sinais exteriores de riqueza (casas, carros, barcos, etc.) são considerados como elementos suspeitos e passíveis de accionar investigações fiscais; não se trata fazer como os anormais do BE, que acham que qualquer pessoa que tenha dinheiro na conta fugiu aos impostos; trata-se de encontrar disparidades entre o rendimento declarado e o património acumulado em relativamente pouco tempo.

      14. Quanto ao custo de energia, não sei se o Arquivista está ao corrente, mas mais de 1/3 da energia que Portugal consome é gasta nos edifícios (iluminação, tratamento e aquecimento de águas, electrodomésticos e, sobretudo, climatização); outra tanta é desperdiçada em processos industriais antiquados; daqui resulta que é preciso apostar na melhoria da eficiência energética dos edifícios (serviços e residências) e das indústrias transformadoras; em vez disso, os nossos governos preferiram apostar em auto-estradas, agravando os números do consumo de energia do terceiro sector mais gastador, o dos transportes, o que podia perfeitamente ter sido evitado, ou pelo menos minimizado se o Estado tivesse optado por melhorar as vias ferroviárias existentes.

      Arquivista disse...
      «Já eu, em face do presente, analiso a situação e apresento medidas concretas e por serem concretas são alvo fácil de crítica.»

      Não é verdade, por um motivo muito simples: as suas medidas apenas cortam do lado da despesa, não fazendo nada a respeito da corrupção generalizada que grassa no governo e nas empresas. Você limita-se a repetir chavões e lugares-comuns da “direitinha” ultraliberal e as suas propostas são tão irrealistas que apenas dão força à Esquerda!

      Por exemplo, “abolir o salário mínimo”!? Mas você vive em que mundo, Arquivista? Então numa altura em que praticamente todas as forças políticas do Ocidente dão o salário mínimo como um direito adquirido, você acha realista que um governo possa conseguir abolir o salário mínimo?! Seria massacrado nas eleições seguintes e o governo que as vencesse reestabeleceria imediatamente o salário mínimo!!! Condicionar o salário mínimo ao crescimento do PIB ainda vá lá, agora acabar com ele!?


      «Pouco importa, se os défices são dos governos de esquerda, de direita, de ambos»

      Ai, “pouco importa”? Então para que é que você anda sempre a dizer que é preciso “desmantelar as bases de sustentação da esquerda”?! Se ambas são culpadas, Esquerda e Direita, então porque é que o Arquivista insiste em atacar apenas uma delas?!


      «O défice existe e orçamenta-se para o futuro de modo a continuar a haver novos défices, e é em face disso que apresento medidas concretas, afinal para não haver défice é preciso que o Estado deixe de gastar mais do que recebe.»

      Pois, só que nenhuma das suas medidas resolve esse problema em definitivo! Se não houver uma forma de evitar que os dinheiros públicos continuem a ser desperdiçados, limitando os gastos não apenas dos ministérios, mas de todas as entidades que são ou podem vir a ser financiadas pelo Estado (autarquias, bancos, fundações, empresas, etc.), então nada feito: corta-se de um lado, mas aumenta-se do outro!!! É por isso, por exemplo, que a dívida pública não baixou durante o mandato de Passos Coelho, apesar da austeridade que o Arquivista diz não ter sido suficiente!


      «A pressão financeira resulta exclusivamente de haver défices, ou seja, de se gastar mais do que se recebe e apesar de ter começado no Estado, este com as suas políticas permite que as famílias e as empresas também se possam endividar excessivamente.»

      Então lá está, o que é preciso é acabar com os mecanismos de endividamento excessivo, não é abolir o salário mínimo, nem liberalizar os despedimentos, muito menos extinguir as juntas de freguesia! Isso é bater nos mais fracos, enquanto os mais fortes continuam livres para roubar à vontade!!!

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    7. «A ganância e a corrupção não são para aqui chamadas, isso sempre houve e sempre haverão»

      Para começar, escreve-se “haverá” e não “haverão”! O Arquivista precisa de rever como é que se conjuga o verbo haver. Pode dizer-se “haverão de pagar” (haver = ter) mas não se pode dizer “sempre haverão” (haver = existir), da mesma forma que não se pode dizer “haverão condições” (haver = existir). É assim, meu caro, se você opta por chamar ignorantes às pessoas que não o são, acaba por incentivá-las a pôr a descoberto a ignorância do Arquivista. Tome nota!


      «aliás, é muito mais provável que haja mais ganância nas classes menos endinheiradas»

      O que é irrelevante, porque não se elas que andam a esbanjar os dinheiros públicos! É o governo e os seus amigalhaços!


      «basta ver onde é que eles aplicam o dinheiro que é nos títulos da dívida do Estado, por terem taxas mais favoráveis, ora isso antes de mais revela ignorância e ganância.»

      Eu por acaso não tenho obrigações na minha carteira, mas o Arquivista investe em quê, exactamente? É que não sei se já se apercebeu, mas a maioria das nossas casas de investimento recomenda a compra de obrigações. O Arquivista sabe alguma coisa que elas não sabem?


      «Crise financeira é outra coisa que sempre houve desde que há moeda e irá continuar a haver, geralmente também começam com os défices e acaba numa grande bolha que rebenta passados vários anos.»

      E porque ocorrem as bolhas, Arquivista? O que leva os mercados a ficarem sobrevalorizados muito para além do seu valor real?


      «A crise de 2008 é apenas mais uma e nem sequer teve a mesma dimensão da crise de 1929.»

      Não, não é mais uma. Foi uma crise com contornos muito particulares e devo dizer que é chocante que alguém que diz que eu sou um ignorante em economia não saiba enunciar os verdadeiros motivos que levaram à crise financeira de 2007-2008. Para sua informação, foi o sobreendividamento excessivo concedido pela banca e a especulação desenfreada com activos mobiliários tóxicos, por parte dos agentes financeiros, que levou à crise. O gatilho foi a crise do subprime, em que centenas de milhares de famílias norte-americanas que tinham contraído empréstimos bancários para comprar casa sem terem rendimentos suficientes deixaram de conseguir pagar aos seus credores. Isto resultou em graves problemas de liquidez, primeiro para o sector financeiro e depois para toda a economia norte-americana. Além disso, parte desta dívida “imobiliária” era negociada nos mercados financeiros, o que espoletou, à medida que os títulos foram perdendo o seu valor, uma reacção em cadeia que levou à queda das bolsas em todo o mundo.


      «Como muito bem diz, aqui ninguém é parvo, apenas há ignorância mas não só, também há vício, por exemplo, quem fuma também não ignora que isso lhe faz mal mas continua a fumar alegremente.»

      Há de facto muita ignorância. Ignorância da história, ignorância da economia, ignorância da sociedade… mas olhe que é toda sua, Arquivista! Mas continue lá a debitar a sua cassete. Eu não importo mesmo nada! Só acho triste ver potencial desperdiçado…

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    8. «A elevada dependência alimentar do exterior é apenas uma consequência das medidas dos governos, quando aumentam os custos aos produtores (salário mínimo, descontos e outros impostos)»

      É falso. O custo de produção já não é competitivo face aos nossos congéneres europeus há muitas décadas, mesmo antes de termos chegado aos níveis actuais de carga fiscal. O problema aqui foi outro, não estávamos –e continuamos a não estar– preparados para competir no mercado global, porque não temos nem a tecnologia nem a eficiência que têm os grandes produtores mundiais. A nossa indústria não se soube modernizar, muito por culpa do Estado, que também não apostou nisso.

      «Faça-me um favor caro AdP, mencione medidas concretas, assim também será muito mais fácil ser alvo de críticas mas pelo menos aprenderá alguma coisa para o futuro com o contraditório.»

      Aí estão elas! Mas duvido, com o devido respeito, que o Arquivista tenha alguma coisa para me ensinar. E nem é só pelo que expus acima… é que eu já ouvi a sua cassete a outros iluminados da “direitinha” milhares – literalmente milhares!- de vezes.

      Volto a repetir: o maior problema de Portugal neste momento é a corrupção. Sem haver medidas (e não “sem haverem medidas”) concretas de combate à corrupção e ao despesismo que dela decorre, qualquer programa político estará inevitavelmente condenado ao fracasso a longo prazo. Além disso, penalizar os mais fracos pela ganância dos mais fortes é aquilo que fez da Esquerda o enorme monstro que ela é hoje. E a Esquerda não desaparecerá por magia se fecharmos a torneira do Estado aos mais fracos, a Esquerda só desaparecerá quando os mais fracos já não precisarem da torneira.


      João José Horta Nobre disse…
      «Espero que quando Portugal votar a ter uma liderança verdadeiramente alinhada com o nossos interesse nacionais, estas bestas de Abril sejam todas levadas a julgamento.»

      Bem mereciam! Infelizmente, receio que a maior parte dos traidores morra bem antes desse dia chegar. Ao Mário Soares (92 anos) já não lhe devem restar muitos anos, ao Manuel Alegre (80 anos), ao Jorge Sampaio (77 anos) e ao Cavaco (77 anos) restarão poucos mais. Mas mesmo personagens sinsitras como Durão Barroso(60), António Guterres (67) e José Sócrates (59), dificilmente serão levadas a julgamento. E isso é triste, muito triste! Para não dizer revoltante...


      «O Arquivista não entende isso caro Afonso, não adianta. Ele simplesmente não consegue entender que é a pobreza que alimenta a extrema-esquerda.»

      Pois. Ele convenceu-se que a Esquerda nasceu do nada, espontaneamente, que os votos na Esquerda são todos de pessoas mimadas que se acham que os ricos são maus e querem viver à custa dos outros. A realidade, infelizmente, nunca é assim tão simples…


      «Não adianta continuar a tentar explicar-lhe isso, pois ele não há maneira de entender.»

      Pois, quando não se quer entender, não há nada a fazer!


      «Talvez se ele passasse umas noites a dormir na rua como os nossos sem abrigos e conhecesse o chicote do Liberalismo sem freios nas próprias costas, talvez nessa altura ele ganhasse juízo...»

      Lá está! Às vezes, é preciso um pouco de perspectiva…

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    9. "O Arquivista não entende isso caro Afonso, não adianta. Ele simplesmente não consegue entender que é a pobreza que alimenta a extrema-esquerda. Não adianta continuar a tentar explicar-lhe isso, pois ele não há maneira de entender."

      Caro JJHN


      Não concordo mas pouco importa, a grande maioria das principais figuras da esquerda (extrema-esquerda incluída) não são pobres, nem nasceram pobres (havendo raras excepções), nasceram na classe média e são de classe média, havendo além de políticos, funcionários públicos, professores universitários, professores, médicos, jornalistas, advogados, juízes, procuradores, engenheiros, arquitectos, etc., o principal motivo é ideológico e quem vota neles é por ideologia e para manter privilégios que simplesmente saem caro ao país e aos contribuintes.

      Ao contrário do que defendia Marx, a história não é definida pela luta de classes mas exactamente ao contrário, o "zé-povinho" (classe média e até pobres) procura enriquecer de modo a enobrecer-se e nobilitar-se e isso não se faz lutando contra os ricos, mas aceitando as regras com que os ricos jogam. Para quê lutar contra eles se é possível ter o tipo de vida que eles têm se actuarem do mesmo modo que eles o fazem.

      Sempre houve ricos e pobres e sempre haverá, isso não impede de ser preciso tomar as medidas adequadas para que os défices desapareçam.

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    10. Caro AdP

      Tem razão no que diz em relação ao programa eleitoral do PNR, mas li aquilo rapidamente e por alto mas também não esperava ter de me justificar face ao que lá estava escrito, achei aquilo bem explícito mas essencialmente algo fora da realidade existente, de modo até que a questão que coloquei ao caro JJHN foi outra: As condições actuais existentes são muito diferentes de quando o nacionalismo se desenvolveu (Revolução Francesa passando pelo século XIX até ao final da 2ª Guerra).

      (próximo comentário sobre as propostas específicas, aguarde por favor)

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    11. Caro AdP


      1) Sem recapitalização rapidamente tenderia a haver um "corralito" (Argentina 2001). Os depósitos seriam congelados e se deixassem levantar no multibanco seria um montante muito reduzido (em caso de falência dos bancos, nem isso sendo que os depositantes perderiam imediatamente todos os depósitos. Legalmente, teriam de restituir os montantes abaixo dos 100 mil euros mas donde viria esse dinheiro para essa restituição por não haveria nada no banco, lá teria de ser do Estado ou então lá teriam de legislar de modo a congelar a restituição indefinidamente.


      Meu caro AdP, primeiro tem de perceber como o sistema bancário funciona.

      (próximo comentário sobre as propostas específicas, aguarde por favor, vou almoçar)

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    12. Caro AdP


      2) Crime de gestão danosa existe e está tipificado na lei. Um eventual julgamento duraria anos e anos e nada ficaria resolvido.

      Gestão danosa dos membros do Governo estão salvaguardados pela própria lei do OE, basta serem aprovados na AR.

      A nossa dívida pública cresce porque o Estado continua a gastar mais do que recebe todos os anos (a AR aprova os OE), chegar a 130% do PIB ou chegar a 200% ou mesmo a 300% do PIB é apenas uma questão matemática.

      3) Mudanças constitucionais exigem 2/3 de aprovação parlamentar.

      No tempo do Pinócrates, até alteraram as regras para o cálculo do défice, ou seja, o défice real era muito superior ao défice declarado, isso depois altera as contas da percentagem da dívida pública do PIB (que também pode ser manipulado).

      Pinócrates apresentava "bons números" internos, apenas não conseguiu manipular/controlar a taxa de juro dos financiadores externos exigiam ao Estado.

      Estas alíneas 2 e 3 não mudam grande coisa, não têm nenhum impacto operacional nas contas públicas reais, nem altera nada na sociedade.

      4) Acabar ou alterar acordos existentes estão sujeitos a acordo entre as partes, sendo que são susceptíveis de serem resolvidos na Justiça (anos a fio), sabendo que os privados para aceitarem os acordos já salvaguardaram os seus interesses através de várias cláusulas legais.

      Não haver novas PPP é uma opção mas tem o Estado que arranjar alternativas viáveis e credíveis.

      (mais tarde continuo)

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    13. Caro AdP


      5) Esta medida está na minha proposta escrita de outra maneira

      Sujeição a IRC a todas as pessoas colectivas (é uma forma de financiamento indirecta)

      Os financiamentos são aprovados anualmente no OE.

      Fim do financiamento estatal, não só a fundações e associações (independentemente das suas finalidades) mas também a empresas.

      Quando queres abrir uma excepção para os "centros de investigação científica" (já começas a enterrar), porque isso irá dar abertura a que essas entidades "façam" investigação científica da treta e assim receberam financiamentos. Não pode haver excepções.

      6) Isso já existe há anos, há autarquias que não podem por lei endividar-se mais porque já atingiram os limites definidos.

      7) Isso é algo da competência da banca que deve analisar caso a caso o crédito a conceder, porque essencialmente depende da credibilidade do projecto apresentado à banca.

      Há casos em que estás a iniciar a empresa (zero património) mas tens um projecto credível, logo qualquer banco tenderá a conceder crédito e podes ter casos em que tens uma empresa já sólida no mercado com largo património e até sem dívidas mas que apresentam um projecto sem credibilidade; racionalmente a banca não financiará esse projecto.

      Impôr esse tipo de restrições é apenas lançar uma imposição, na prática é mais um imposto.

      8) Lol, estás a delirar pá, a especulação financeira sempre existiu desde o berço da Humanidade, esses tipos de contrato sempre existiram, por exemplo, um pastor empresta 1 boi e umas 10 vacas e passado uns 2 ou 3 anos o devedor tem que pagar 5 bois e 50 vacas.

      Na crise das tulipas, os contratos de futuros eram uma coisa corrente na sociedade.

      O que tu tens de perceber é outra coisa, tens de adaptar-te ao sistema em vez de lutares contra ele, se o fizeres estarás mais próximo de enriquecer.

      Falta-te conhecimentos de história financeira, de economia, finanças, moeda e derivados.

      Se achas que obrigações são uma coisa segura também estás muito enganado, já muitos países faliram à pala das obrigações ao longo dos séculos.

      Continuo a seguir.

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    14. Caro AdP

      9) Porra pá, isso já existe em qualquer projecto público e privado, são estudos de viabilidade, estudos de impacte ambiental, etc. Qualquer ponte, barragem, estrada, auto-estrada, etars, saneamento básico tem os estudos que a lei exige.

      10) Isso é exactamente o quê? Olha podes começar por encher a tua casa de vasos e semeias salsa e coentros, plantas uns tomateiros, couves e umas alfaces, afinal estás a maximizar a produção na tua casa.

      11) Conceder benefícios fiscais entram em contradição com o que mencionei no ponto 5, é um financiamento indirecto. O que é preciso é acabar com os financiamentos, subsídios, etc

      12) O comércio não é imoral, é uma actividade económica (para sobreviver precisa de competir pelos lucros) que gera milhões em lucros, impostos, gera produtos e serviços, empregos e oportunidades.

      13) Isso é que todos as autoridades governamentais e políticas dizem que querem fazer mas nunca conseguem, porque a melhor maneira é simplificar as leis fiscais e o que fazem é legislar excepções, benefícios, várias taxas, etc.

      Na minha proposta:

      Sujeição a IRC a todas as pessoas colectivas
      Simplificação do IRS com sujeição individual, taxa única, sem deduções e abatimentos
      Taxa única no Iva

      14) a energia tem um custo e como tal deve ser pago por quem o consome. Os consumidores apenas pagam uma fracção do verdadeiro custo da energia, assim como da água.

      Só assim é que os consumidores irão fazer algo para poupar, para arranjar outras alternativas energéticas, ora isso abre espaço para que haja empreendedorismo.

      Continuo a seguir

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    15. «E atenção: eu não concordo com mais de metade das medidas que o PNR propõe,»

      O programa do PNR a meu ver só peca na parte económica por propor algumas medidas que o PNR simplesmente não teria meio de implantar se chegasse ao poder, por pura falta de capital. A não ser que se aumentasse a carga fiscal, mas isso seria loucura, pois a carga fiscal em Portugal já está muito acima do que se admite num País normal...

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    16. Caro AdP

      As medidas cortam do lado da despesa e incentivam a que haja investimento no país, ou seja, com mais investimento, as receitas tenderão a crescer rapidamente (efeito multiplicador e acelerador), o crescimento económico será sustentado, ou seja, será impulsionado pelo investimento e não pelo consumo.

      Tem aqui a lista com os salários mínimos dos países:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_sal%C3%A1rios_m%C3%ADnimos_por_pa%C3%ADs

      Dinamarca, Finlândia, Itália, Liechenstein, Noruega e Suécia não têm nenhum salário mínimo, a própria Alemanha só começou a ter com este último governo, porque foi alvo de negociação entre dois partidos para Merkel manter-se no poder.

      É por isso que é preciso vontade política, o Governo actuar para efectivamente governar e não com medo das eleições seguintes.

      O salário mínimo só é um "direito adquirido" para quem tem um emprego legal, para quem está no desemprego é uma barreira económica e legal muito grande.

      Caro AdP, a esquerda no poder é meio caminho andado para a pobreza, miséria e fome, basta veres a Venezuela depois de Chavez chegar ao poder tem caminhado para isso.

      Eu prefiro viver numa sociedade em que o pão, leite, farinha, açúcar, carne, peixe, legumes, ovos, massas, batatas, frutas e outros alimentos não sejam nenhum luxo.

      O Estado tem que reduzir os seus gastos e esta é a melhor maneira de se fazer isso.

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  2. Sério.
    Que bom, Me senti com inveja de ti.
    Espero que não delete meu comentário

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    1. É óbvio que não vou apagar o seu comentário. Você não está a infringir nenhuma das regras deste blog.

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  3. Vários comentários de vários leitores foram apagados porque como sabem, mas insistem em contrariar, a propaganda a religiões/ideologias semitas está proibida neste blog.

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    1. Caro JJHN


      O seu acto é similar aos actos que critica de vários governantes europeus quando deixaram entrar os pseudo-refugiados.

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    2. Caro JJHN

      O seu acto é similar aos actos de vários governantes europeus que critica ao deixar entrar os pseudo-refugiados.

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    3. "Voltei para o elevador, subi e entrei em casa sabendo que tinha acabado de quebrar todas as regras de segurança do prédio e que poderia vir mesmo a ter chatices com o administrador por causa daquilo que tinha acabado de fazer. Tinha não só permitido que um estranho ficasse a passar a noite na entrada do prédio, como ainda lhe fui oferecer comida, incentivando assim a estadia."

      Caro JJHN


      Pelas suas próprias palavras.

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    4. Caro Arquivista, eu ajudei um cidadão deste País. Os nossos (des)governantes estão a abrir as portas a alógenos. Há uma grande diferença...

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    5. Caro JJHN

      Era um alógeno do teu prédio.

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    6. Ouça, eu não sou contra ajudar as pessoas, mesmo que sejam alógenos. O que eu não quero são as fronteiras selvaticamente abertas a uma invasão em larga escala, como está actualmente a acontecer.

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  4. OLHA SÓ UM MENDIGO OPRESSOR POR SER MENOS ESCURINHO QUE OS ALOGENOS

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    1. SIM METE NOJO ALOGENOS PODEM SER TUDO O QUE NÃO PRESTA BASTA SER ALOGENO E É COOL O NÃO ALOGENO PODE SER UM MENDIGO SOFREDOR EM DECADAS E MESMO ASSIM É MAUZINHO NOJO

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    2. Caro CENSURADO AGAIN, os seus comentários algumas vezes são bastante bons, mas outras vezes não passam de lixo puro. Tente ser mais estável por favor.

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    3. VAI TE CATAR EU FALO O QUE ME DA NA TELHA COMO BEM DIZ O CELSOIDE

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  5. Nem de propósito ontem no sexta às nove (da rtp,estação do estado a que chegámos) falou-se dos sem-abrigo que foram corridos da estação do oriente(dos quais muitos deles apenas mudaram para pior)inclusive pela acção da psp segundo consta da reportagem.Este assunto seguiu-se(no programa) ao caso da corrupção nas forças policiais.

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  6. Acho que o Bilder quis dizer Casos!(e muitos que não dão em nada) de corrupção nas forças policiais.

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