domingo, 8 de janeiro de 2017

São as Próprias Democracias Que Legitimam os Fascismos



«As democracias estão a falhar. São como aqueles motores de automóvel que, aos soluços, dão sinais de que alguma coisa, gasolina, velas ou carburador, está a falhar. As democracias têm tido enormes dificuldades em lidar com a fúria capitalista e a ganância financeira. Têm revelado fraqueza em tratar com as esquerdas revolucionárias. São débeis na reacção ao nacionalismo. Têm mostrado pusilanimidade em combater os grandes grupos económicos multinacionais. Não conseguem sobrepor-se à ditadura das sondagens, da publicidade e da propaganda. Têm tendência para deixar crescer as desigualdades sociais. Perdem o sentido de Estado e rendem-se facilmente ao mercado. São frágeis perante a demagogia das esquerdas e o populismo de toda a gente. Têm medo dos estrangeiros, dos refugiados e dos imigrantes. Têm receio de parecer racistas. Quase conseguem conviver com o terrorismo, sobretudo o reclamado pelas minorias. Encontram razões sociais, origens familiares e causas políticas para explicar, justificar e desculpar o crime, o terrorismo, a violência doméstica, o insucesso escolar e a falta de disciplina.» - António Barreto in "A Democracia, a Ditadura e o Divino"
  
Eram os fascistas ortodoxos, com Mussolini à cabeça, que costumavam atacar as democracias liberais, utilizando como um dos seus principais argumentos o de que estas eram fracas e propícias a criar divisões no seio das nações. Agora, porém, vejo excelsos democratas do calibre de António Barreto, fazendo com outras palavras exactamente as mesmas críticas que os fascistas faziam às "gloriosas" democracias. Isto é o sinal definitivo de que algo em breve vai "estalar" no verniz dos regimes demo-liberais do Ocidente. É inevitável. As democracias são um patente fracasso como sistemas de governo, um fracasso absoluto. Julgo que hoje e à luz de tudo o que tem acontecido nos últimos anos, só não vê isto, quem não quer ver. 

Já não é possível sequer esconder ou disfarçar o acelerado processo de decomposição em que entraram as democracias no Ocidente, processo este que a mim me parece irreversível, pois a tendência dos regimes democratas é para se irem auto-degradando num efeito "bola de neve" que tarde, ou cedo, acaba por culminar em ditadura, por vezes após violentas guerras civis. E que fique claro que a culpa dos ditadores serem ditadores e das ditaduras serem ditaduras, na maior parte das vezes, é exclusivamente dos próprios regimes democratas que são pura e simplesmente incompetentes a praticamente todos os níveis. São, efectivamente, as próprias democracias que legitimam os fascismos.

A actual crise estrutural que está a corroer fatalmente os demo-liberalismos do Ocidente, não aconteceu ao acaso ou por falta de aviso. Em boa verdade, isto já estava tudo escrito nas estrelas desde o início. Isto porque as democracias são incapazes de resolver os problemas da sociedade e acabam até por dar origem a mais problemas do que aqueles que conseguem solucionar. 

A democracia quando se instala, seja em que local do Mundo for, abre sempre as portas das nações à mais crassa incompetência e estende o tapete do poder a bandidos, traidores à Pátria, corruptos e arrivistas da pior espécie. Não era por isso ao acaso que Mussolini dizia que "somente um País inferior, ordinário, insignificante, pode ser democrático". Pelo menos nisto, tinha ou não tinha razão o antigo ditador italiano?...

João José Horta Nobre
8 de Janeiro de 2017

14 comentários:

  1. Desta vez, vou ter que discordar respeitosamente, caro JJHN. Os países mais desenvolvidos do mundo têm sistemas políticos e governativos democráticos.

    O grande problema é que as democracias ocidentais não exigem a separação da carreira política do mundo dos negócios, do exercício da advocacia, da influência da banca e da alta finança de uma forma geral. E sem essa separação, é inevitável que os donos do dinheiro comprem os políticos "democráticos".

    A solução não é voltar à ditadura, um sistema que, em termos históricos, sempre fracassou. Em ditadura há sempre uma classe que domina e oprime todas as outras, quase sempre de uma forma ilegítima, quando não cruel e anti-humana.

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    1. «Os países mais desenvolvidos do mundo têm sistemas políticos e governativos democráticos.»

      Caro Afonso, a democracia tal como nós a temos, só verdadeiramente interessa ao "sistema". Esses países de que fala, são exactamente os mesmos países que com a tal democracia se deixaram inundar nas últimas décadas pela tal invasão alógena que dispensa descrições, pois o Afonso sabe perfeitamente bem do que estou a falar.

      Veja por exemplo o caso da Rússia. Se Putin não tivesse metido mão na palhaçada em que a Rússia se transformou na década de 1990 e acabado com a democracia por aquelas bandas, hoje a Rússia já estaria totalmente à mercê dos mundialistas.

      Repare-se apenas como nunca houve, nem eu acredito que vá alguma vez haver um País com um governo verdadeiramente nacionalista, que seja simultaneamente democrata. A única excepção a esta regra serão as antigas cidades-estado da Grécia Antiga, onde havia democracia directa, mas a mesma também acabava normalmente em ditadura. Aliás, se não estou enganado, julgo que era Aristóteles que dizia que por norma, as democracias só podem ter acabar de duas formas: ou em ditadura, ou com o fim da própria Civilização.

      O Afonso só precisa de olhar à sua volta e perceberá a decadência a que esta democracia abrilina conduziu o nosso País. Este sistema de governo é o desastre total, não há volta a dar. A Primeira República acabou como acabou e o actual regime, assim que a União Europeia for pelo cano, vai descambar ou para uma ditadura militar, ou para uma ditadura de extrema-esquerda, ou para uma ditadura de extrema-direita. Isto está escrito nas estrelas.

      A democracia em Portugal não é um sistema minimamente viável e só se aguentou de 1974 até agora, porque teve a União Europeia a sustentá-la. Se não fosse a União Europeia, com a bandalhice que é a classe política portuguesa, já há muito que a Terceira República teria sucumbido a algum golpe.

      A história não engana, o que já aconteceu em 1926, está destinado a repetir-se. O Afonso que espere só pelo fim da União Europeia e vai ver o que vai ser feito da democracia em Portugal.

      E atenção, eu estou apenas a ser realista e a fazer análise com base na realidade factual, não tenho culpa é de haver muitas pessoas que não gostam da realidade tal como ela é.

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    2. «O Afonso só precisa de olhar à sua volta e perceberá a decadência a que esta democracia abrilina conduziu o nosso País.»

      A questão é saber até que ponto é que essa decadência se deve exclusivamente à Democracia. Eu não tenho dúvidas que a maioria dos políticos abrilinos é corrupta. Mas tenho sérias reservas em relação aos louvores que muitos dão a Salazar e ao Estado Novo. Se a coisa tivesse sido assim tão boa, não teríamos tido os números de emigração escandalosos que tivemos, sobretudo nas décadas de 60 e 70 do século passado.

      Além de que, do ponto de vista racialista, o Estado Novo também era um desastre. O regime era minho-timorista. Se Salazar tivesse vivido até hoje, provavelmente ainda teríamos mais mestiços e alógenos do que temos neste momento.



      «A história não engana, o que já aconteceu em 1926, está destinado a repetir-se.»

      Não sei, porque agora temos muitos alógenos a passar por portugueses e, pior do que isso, temos a UE e os EUA dispostos a cair-nos em cima de se houver um golpe ou revolução.

      Mas não se preocupe, caro JJHN, já disse o que tinha a dizer sobre este assunto. Não tenho a menor intenção de continuar a dar-lhe cabo da paciência! Já lhe chegam os cretinos nazionaliztas, os lá lá cardos, os fanáticos cristãos e, ocasionalmente, o Arquivista! :)

      Saudações Nacionalistas!

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Caro Afonso, é óbvio que essa ratazana que aqui apareceu como "Anónimo" é o Renato Santon. É de caras. O comentário do animal já foi eliminado, pois não quero lixo desse a conspurcar este espaço.

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    6. LOL! Sendo assim, também vou eliminar a minha resposta ao cretino, para manter o nível do seu blogue dentro dos parâmetros de elevação a que o Mestre Nobre nos habituou. :)

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    7. «Mas não se preocupe, caro JJHN, já disse o que tinha a dizer sobre este assunto. Não tenho a menor intenção de continuar a dar-lhe cabo da paciência!»

      Nada disso, meu caro Afonso! Você não me está a dar cabo da paciência coisíssima nenhuma, pois eu adoro este tema. Esteja a vontade para elaborar mais se assim o desejar, você por aqui é sempre bem vindo.

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    8. Mas há uma coisa que eu não entendo. O Renato Santon não era um comentador assíduo lá no Totalitarismo Universalista? É que de um momento para o outro vocês parece que se chatearam. Afinal o que é que se passou?

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    9. O Renato apareceu-me lá no TU depois de se ter pegado com o Brunácio Galináceo no blogue 'Gang da Ervilha'. Na altura, ele foi bastante educado e como também parecia ser sincero em relação às suas divergências para com os nazionaliztaz, entendi recebê-lo de braços abertos.

      Olhando em retrospectiva, foi um erro da minha parte. E tenho de fazer mea-culpa porque até havia dois sinais claros de que a coisa não ia funcionar: (1) nunca houve um brasileiro que apresentasse um contributo realmente positivo para o Nacionalismo português; o brasileiro menos mau é o Caps Louco... acho que não preciso de dizer mais nada; (2) o Renato tinha a imagem da mesquita de Al-Aqsa no seu perfil, o que indiciava um elevado grau de apoio à causa palestiniana.

      O que se passou foi que o Renato acabou por ler um comentário, aqui no seu História Maximus, em que eu criticava os palestinianos numa resposta ao Caps Louco. Furioso, correu de volta para o Brunácio e os dois voltaram a ser aliados; para agravar a situação, isto aconteceu na altura em que o Lá Lá Cardo intensificou a sua guerra contra nós. Foi o Santon que foi contar ao Lulu a mentira de que eu era o Caturo. O Brunácio ajudou à festa, corroborando a versão do Santon. A estes dois ainda se juntaram mais duas pessoas: o brasucagueiro Direita e um quarto indivíduo que eu ainda não consegui identificar com certeza absoluta, mas que é garantidamente um dos nazionaliztaz que expulsei do TU em Maio de 2014.

      Apesar de tudo, ainda bem que o Santon voltou para o Brunácio: os dois celebraram o encerramento do TU com entusiasmo. Para azar da vida deles, eu vi essas celebrações... e decidi reverter a situação. :)

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    10. «o brasileiro menos mau é o Caps Louco... acho que não preciso de dizer mais nada;»

      Mas é que não precisa mesmo caro Afonso! Isso já diz tudo...

      «(2) o Renato tinha a imagem da mesquita de Al-Aqsa no seu perfil, o que indiciava um elevado grau de apoio à causa palestiniana.»

      Isso da causa palestiniana é "pau para toda a obra", dá jeito a todos puxar dos galardões de tempos a tempos e fazer de conta que são amigos dos palestinianos, mas no fim do dia, feitas as contas, o Mundo inteiro está-se a borrifar para os palestinianos.

      «Furioso, correu de volta para o Brunácio e os dois voltaram a ser aliados; para agravar a situação, isto aconteceu na altura em que o Lá Lá Cardo intensificou a sua guerra contra nós. Foi o Santon que foi contar ao Lulu a mentira de que eu era o Caturo. O Brunácio ajudou à festa, corroborando a versão do Santon. A estes dois ainda se juntaram mais duas pessoas: o brasucagueiro Direita e um quarto indivíduo que eu ainda não consegui identificar com certeza absoluta, mas que é garantidamente um dos nazionaliztaz que expulsei do TU em Maio de 2014.»

      É preciso ser-se mesmo doidinho. Que necessidade havia de o Renato Santon se comportar assim só por causa de uma crítica aos palestinianos? Que demência de gente. Mas enfim, há males que vêm por bem e assim juntou-se a merdinha toda, o que é excelente para nós, pois temos o inimigo identificado e devidamente isolado no seu cantinho. Neste blog esse pedaço de merda do Santon não volta mais a comentar. Foi banido daqui e de uma vez por todas.

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  2. A actual crise estrutural que está a corroer fatalmente os demo-liberalismos do Ocidente, não aconteceu ao acaso ou por falta de aviso. Em boa verdade, isto já estava tudo escrito nas estrelas desde o início. Isto porque as democracias são incapazes de resolver os problemas da sociedade e em boa verdade, dão até origem a mais problemas do que aqueles que conseguem solucionar."---Como negar tais factos?

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  3. "A actual crise estrutural que está a corroer fatalmente os demo-liberalismos do Ocidente, não aconteceu ao acaso ou por falta de aviso."

    Caro JJHN



    Como muito bem mencionou, a crise é estrutural e resulta do facto dos governos gastarem mais do que recebem.

    É preciso reformas estruturais que curiosamente irão contribuir para o desmantelamento das bases de sustentação da esquerda.

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    1. Caro Arquivista,

      Ontem fui injusto consigo. Meta lá aqui a sua lista de reformas estruturais a fazer, pois eu já tenho saudades de ler isso.

      Abraço ;)

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