domingo, 20 de agosto de 2017

Foi a Alt-Right Que Reinventou o Nacionalismo Como Fenómeno Político e o Adaptou Ideológicamente ao Século XXI



«Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória! Seja o vosso trabalho uma luta! Seja a vossa paz uma vitória!» - Friedrich Nietzsche (1844 - 1900) in Assim Falava Zaratustra

Confesso que já perdi a conta à quantidade de asneiras que tenho lido na imprensa do "sistema" sobre a Alt-Right ao longo da última semana e em consequência do que recentemente sucedeu em Charlottesville. A verdade é que a esmagadora maioria dos ditos "jornalistas" que escrevem sobre a Alt-Right em Portugal ou não sabem minimamente do que estão a falar e portanto limitam-se a repetir os clichés difundidos pela CNN e BBC ou então, fazem isto de propósito para difamar um movimento político-ideológico que é muito mais complexo e diverso nas ideias do que poderá parecer à primeira vista. 

Em lugar de perguntarem a quem sabe e preocuparem-se em tentar saber aquilo que a Alt-Right é e realmente defende, os "jornalistas" que hoje parasitam nas redacções da imprensa do "sistema", qual lügenpresse, escrevem mentiras atrás de mentiras que visam apenas induzir em erro o público a que se dirigem e instilar um clima de derrotismo nas diversas formações nacionalistas que têm resistido de forma exemplar a todos estes ataques selváticos. É realmente de gabar a disciplina e o bom comportamento da esmagadora maioria dos nacionalistas, que têm demonstrado uma tremenda capacidade de auto-controlo perante todos os insultos e ataques lançados contra si pelas diversas forças político-sociais ao serviço do "sistema".

A 29 de Agosto de 2016, eu publiquei um artigo intitulado "Contra Tudo e Contra Todos, a Alt-Right Continua a Marchar de Vitória em Vitória". Este artigo, uma peça que sucintamente resume os sucessos obtidos pela Direita Alternativa nos Estados Unidos e na Europa, foi o primeiro artigo publicado em Portugal sobre a Alt-Right. Muito antes de se falar e escrever sobre a Alt-Right em terras lusas, já eu acompanhava a fundo esse movimento parido nos Estados Unidos, mas que está muito longe de ser um fenómeno exclusivamente norte-americano, sendo antes pelo contrário, um fenómeno político-ideológico eminentemente ocidental e por isso mesmo adaptável a qualquer nação do Ocidente.

O último dislate a ser publicado sobre a Alt-Right na imprensa portuguesa alinhada com o "sistema", parece ser este artigo de uma certa Ana França[1] que foi ontem dado à estampa virtual no Observador da direitinha liberal do regime. A "jornalista" Ana França, não sei se por simples ignorância ou se porque é mais uma jornalixeira paga para mentir e difamar os nacionalistas, escreveu uma peça que está bem repleta de mentiras sobre a Alt-Right e onde se tenta (mais uma vez...) colar a Alt-Right ao Klu Klux Klan (KKK) e ao "supremacismo branco" de tendência neo-nazi. Já é velha esta estratégia da lügenpresse de tentar rotular de "nazi" tudo o que seja nacionalista e os "jornalistas" pagos pelo "sistema", nem se apercebem de que quanto mais insistem nesta estratégia de ataque ultrapassada, mais fortalecem a Alt-Right que não pára de crescer a cada dia que passa. 

Eu nunca escondi que tenho um imenso respeito pela Alt-Right e nutro uma admiração profunda pela mesma, porque foi graças à Alt-Right que os nacionalistas saíram da sarjeta para onde haviam sido atirados após a Segunda Guerra Mundial e de onde não conseguiram sair durante décadas. Foi a Alt-Right que resgatou o Nacionalismo no Ocidente da grave decadência e impopularidade de que este gozava e o reinventou como fenómeno político-ideológico. Foi a Alt-Right que adaptou o Nacionalismo ao século XXI e lhe conferiu um corpus ideológico que estando longe de ser tão forte quanto gostaríamos, já é forte o suficiente para resistir a muitos dos ataques lançados contra nós pelos nossos inimigos. A Nouvelle Droite nascida na década de 1960 como uma resposta à contra-cultura esquerdista dessa década, já havia tentado ressuscitar o Nacionalismo como fenómeno político organizado. No entanto, a aventura da Nouvelle Droite acabou por fracassar no campo político, principalmente porque à época ainda não existia internet de forma a contornar e em última análise, neutralizar a propaganda, desinformação, e censura do "sistema". Apesar deste fracasso em termos políticos, é inegável que do ponto de vista ideológico, os pensadores da Nouvelle Droite - os auto-proclamados "Gramscianos da Direita" - deixaram um legado cultural que certamente continuará a fazer escola entre os nacionalistas por muitas décadas.

A Alt-Right nasceu e cresceu à sombra das traições da direita conservadora e das várias igrejas cristãs que colapsaram completamente perante a esquerda nas últimas décadas e se têm mostrado totalmente incapazes de contra-atacar no campo político-social de forma eficaz. Foi esta imensa traição que amassou a Alt-Right e lhe conferiu força, pois tornou-se hoje mais do que óbvio que quem está preocupado com a Civilização Ocidental e as nações da mesma, não encontrará solução para o problema nos antigos partidos da direita traidora e muito menos nas diversas igrejas cristãs que em boa verdade nunca passaram de colectivos de filo-semitas em estado de delírio avançado.

Por enquanto e até ver, a Alt-Right continua a marchar gloriosamente de vitória em vitória e tudo se encaminha neste Ocidente em profunda crise civilizacional, para que um futuro não muito distante nos venha a dar a plena razão em tudo o que dissemos e escrevemos até aqui.

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Notas:
[1] Aconselho à senhora "jornalista" Ana França a leitura dos "16 Pontos" da Alt-Right, que constituem uma espécie de carta de princípios deste movimento político-ideológico e cuja leitura basta para desmistificar muito do que se tem (erradamente..) dito e escrito sobre a Alt-Right

João José Horta Nobre
20 de Agosto de 2017


3 comentários:

  1. "Por enquanto e até ver, a Alt-Right continua a marchar gloriosamente de vitória em vitória"

    Caro JJHN

    A Alt-Right não marcha de vitória em vitória, porque no fundo tudo continua na mesma, não há reformas estruturais que permitam desmantelar as bases de sustentação da esquerda, por isso, dentro de 8 ou 16 anos os eleitores americanos deverão voltar a votar à esquerda dinamitando o que entretanto possa ter sido feito de positivo.

    Trump inclusivé teve uma grande oportunidade de liderar a agenda mediática a nível ideológico contra o esquerdismo, bastando repudiar com veemência, ao vivo e a cores, o convite às celebrações do 14 de Julho em França.

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    1. Lamento informar o Arquivista, mas desde há muito que cada vez mais gente na Alt-Right deixou de considerar Trump como um presidente da Alt-Right:

      http://historiamaximus.blogspot.pt/2017/04/o-fim-da-aventura-trump-para-alt-right.html

      Ainda há alguns que insistem em manter-se do lado de Trump, mas em termos gerais, pouca gente vê Trump como um homem da Alt-Right. Aliás, quem insiste em colar Trump à Alt-Right hoje em dia, curiosamente, são os esquerdistas e a imprensa do "sistema".

      Eu apoiei aberta e activamente Trump durante a sua campanha porque ele tocou em temas e assuntos nos quais nunca nenhum outro candidato havia tocado. Posteriormente e como eu no fundo já esperava, Trump acabou por ser uma desilusão, tendo continuado a insana agenda sionista no Médio Oriente onde os Estados Unidos continuam a querer desestabilizar a Síria para servir os interesses de Israel.

      É como eu digo, no fundo toda a gente com meio palmo de testa na Alt-Right já sabia que Trump era um fantoche e que muito dificilmente um homem que aceitou dinheiro de uma criatura como Sheldon Adelson e que tem a própria filha casada com um supremacista judeu, alguma vez poderia realmente mudar seja o que for.

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    2. Caro JJHN

      Nunca considerei Trump da Alt-Right, apenas foi apoiado por eles entre outros.

      Trump irá continuar a endireitar o país e o Mundo entortado por Clinton e Obama mas irá utilizar uma enxada em vez de utilizar o tractor.

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