quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Os Sírios Estão a Dar Uma Lição ao Mundo Sobre a Importância da Defesa Anti-Aérea


O que resta de um F-16 israelita, depois de o mesmo ter tido um encontro desagradável sobre os céus da Síria com um míssil anti-aéreo de provável fabrico russo.


"Mais vale prevenir que remediar." - Provérbio popular

No passado dia 10 de Fevereiro, um F-16 israelita foi abatido pelas defesas anti-aéreas da síria. Desde 1982 que os sírios não conseguiam atingir e abater com sucesso um caça de combate da Força Aérea Israelita que, diga-se de passagem, é uma das mais tecnologicamente avançadas do Mundo. Este sucesso militar da parte dos sírios, descrito pelo Hezbollah como sendo uma "nova fase estratégica" da guerra na Síria, certamente que não teria sido possível sem a vital assistência militar russa e iraniana que não só tem fornecido melhor e mais capaz hardware e software militar aos sírios, como também lhes tem incutido melhores hábitos em termos de métodos de treino e doutrina militar.

Ninguém sabe exactamente quais são os sistemas de defesa anti-aérea que os russos têm fornecido aos sírios, no entanto, quem está minimamente a par do que se anda a passar nos céus da Síria, não tem neste momento a mínima dúvida de que a Rússia (e o Irão) está lenta, mas gradualmente, a fazer um upgrade geral dos vários sistemas de defesa anti-aérea da Síria. 

O controlo do espaço aéreo e a sua respectiva negação às forças do Império Anglo-Sionista, é de importância crucial não só para a Síria, mas para qualquer Estado-Nação que deseje preservar a sua independência e soberania face aos falcões do imperialismo internacionalista. Aliás, não é ao acaso que os anglo-sionistas iniciam sempre os seus ataques militares para espalhar a "democracia" e os "direitos humanos", com uma barragem de mísseis de cruzeiro que visam destruir ou pelo menos danificar gravemente os sistemas de defesa anti-aérea do respectivo País que num dado momento é o alvo da sua ira. A neutralização do sistema de defesa anti-aérea por mísseis de cruzeiro e aviões stealth é o primeiro passo de qualquer ataque militar dos anglo-sionistas e o objecitvo é garantir para os mesmos a total supremacia aérea, negando simultaneamente qualquer capacidade de operar para a Força Aérea do inimigo.

A Síria é hoje um bom exemplo de como um País relativamente pobre e tecnologicamente atrasado, pode defender adequadamente o seu espaço aéreo de incursões externas. Obviamente que os sírios estão ainda muito longe de conseguirem negar por completo o seu espaço aéreo aos anglo-sionistas, no entanto, o abate do F-16 israelita no passado dia 10 de Fevereiro, para além de ter deixado em estado de choque o Estado-Maior israelita, demonstrou também que algo está a mudar no que diz respeito às capacidades dos vários sistemas de defesa anti-aérea da Síria.

No presente momento e dadas as avançadas capacidades tecnológicas do inimigo anglo-sionista, os sírios certamente que estão a adquirir dos russos mais e melhores sistemas de defesa anti-aérea móveis como o Pantsir-S1 e o 9K333 Verba que, quando usados em conjunto e operados por militares bem treinadas para o efeito, poderão complicar seriamente as operações aéreas tanto para os israelitas como para os ianques.[1] A grande vantagem dos sistemas de defesa anti-aérea móveis é a de precisamente os mesmos serem móveis, ou seja, por terem a capacidade de mudar rapidamente de localização, tornam-se muito mais difíceis de encontrar e neutralizar.

Para além do fornecimento de mais e melhores sistemas de defesa anti-aérea aos sírios, os russos também estão a levar a cabo um upgrade dos antigos sistemas de defesa anti-aérea da Síria, como o 2K12 Kub e o 9K37 Buk, que apesar de serem ainda de origem soviética, podem sem dúvida alguma transformar o espaço aéreo sírio num inferno para os anglo-sionistas, se os mesmos forem correctamente operados e alvos dos respectivos upgrades que irão transformar estes sistemas de defesa anti-aérea concebidos na década de 1970, em sistemas preparados para fazer frente às novas tecnologias empregues pela Força Aérea Israelita e Americana.[2] 

É de esperar que lenta, mas gradualmente, os sírios comecem progressivamente a conseguir negar com sucesso o seu espaço aéreo ao inimigo. O recente abate do F-16 israelita foi apenas um primeiro sinal, no entanto, é de esperar que os raids aéreos dos anglo-sionistas comecem aos poucos e cada vez mais a evitar os centros urbanos e bases militares mais fortemente defendidas pelos vários sistemas de defesa anti-aérea da Síria, dando preferência a ataques contra colunas e alvos militares isolados que carecem de protecção anti-aérea. É também de esperar que tanto os israelitas, como os americanos, comecem a dar preferência a mais ataques com mísseis de cruzeiro, já que os riscos dos seus pilotos serem mortos ou capturados pelas forças sírias serão cada vez maiores.

Em termos gerais, os sírios estão a demonstrar ao Mundo a importância de se ter uma defesa anti-aérea adequada, como meio estratégico para se garantir a respectiva independência e soberania nacional. Os governantes portugueses devem de retirar ilações disto e não devem de descurar a defesa do seu espaço aéreo, sob pena de poderem vir a pagar no futuro um elevadíssimo preço por tal irresponsabilidade.

Aproveito para deixar também e já agora uma última palavra sobre a NATO, que é uma aliança militar inteiramente ao serviço dos interesses do sionismo internacional. A NATO não é, nem nunca foi do interesse de Portugal e foi um erro estratégico termos entrado na mesma, pois ela nunca nos defendeu de nada e só serve é para nos arrastar para aventuras militares que são única e exclusivamente do interesse dos anglo-sionistas. Portugal se quiser ter um futuro, deve logicamente sair da NATO e da União Europeia sem demoras, deve de proteger as suas fronteiras e o seu espaço aéreo de forma adequada e deve procurar selar alianças e pactos de defesa mútua com o Mundo livre, isto é, com as nações que ainda se encontram livres das garras do Império Anglo-Sionista e das respectivas organizações e alianças supra-nacionais ao serviço do mesmo. 

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Notas: 
[1] THE SAKER - Escalation in Syria: How Far Can The Russians be Pushed? The Vineyard of The Saker, 16 de Fevereiro de 2018. Link: http://thesaker.is/escalation-in-syria-how-far-can-the-russians-be-pushed/
[2] THE SAKER - Escalation in Syria: How Far Can The Russians be Pushed? The Vineyard of The Saker, 16 de Fevereiro de 2018. Link: http://thesaker.is/escalation-in-syria-how-far-can-the-russians-be-pushed/

João José Horta Nobre
21 de Fevereiro de 2016


4 comentários:

  1. Pois, de acordo com a Wikipédia, a nossa defesa anti-aérea é quase inexistente e totalmente obsoleta! E como se já não bastasse, ainda há pouco venderam metade dos nossos F-16 à Roménia ... Agora até Marrocos tem mais poderio militar do que nós!

    Ass.Rui

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    1. Caro Rui, se não estou enganado, aqui há alguns anos atrás os militares em Portugal fizeram um exercício de defesa anti-aérea e falharam os alvos todos. O alegado motivo para tal fracasso foi que os mísseis estariam fora do prazo de validade...

      «Agora até Marrocos tem mais poderio militar do que nós!»

      E o meu caro amigo só descobriu isso agora?...

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  2. A batata dos Terroristas que são Financiados pelo Governo louco do Tramp, vai assar de verdade depois da Copa do Mundo e Eleição do Grande Presidente Putin...Quem viver vera.

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    1. Rússia à muito deveria ter tomado uma posição mais forte, EUA UE OTAN continuamente a tem testado, falta de reacção firme e por vezes tardia, resulta que elese se sentem seguros para continuar provocando.

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