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domingo, 12 de junho de 2016

Um Pequeno Prenúncio do Que Está Para Vir...

Quando até os próprios militantes mais destacados do PS já falam assim, é sinal de que a coisa está mesmo negra. Preparem-se para o que aí vem e de preferência, mantenham um bom abastecimento de comida enlatada em casa...


O discurso do "xuxa" Ricardo Gonçalves que podem ver no video acima, proferido há poucos dias atrás no 21º Congresso Nacional do Partido Socialista, é apenas um pequeno prenúncio do que está para vir...

Vem aí a caminho uma nova crise global que será apenas uma consequência natural dos defeitos inerentes ao modo de produção capitalista, mas que a Superclasse Mundialista ira agravar de propósito para levar à radicalização das forças políticas.

O objectivo final desta gente é arranjar guerra, porque sem guerra nem eles conseguem arrancar o Capitalismo da actual crise em que se encontra, nem conseguem fazer avançar o projecto mundialista. Pelo menos nos actuais moldes em que funciona, o modo de produção capitalista parece estar condenado a sofrer de crises cíclicas que se devem principalmente à queda tendencial da taxa de lucro e que se vão sempre repetindo e de cada vez que se repetem, vão sendo cada vez mais graves e de maior duração.

O que eu ainda não consegui perceber, é se este sistema económico tem a própria Superclasse Mundialista como refém do mesmo, ou se existe alguma forma de "puxar os cordelinhos" ao sistema e evitar as crises económicas fazendo um restart das economias. Uma vez que o dinheiro hoje é algo basicamente artificial, teoricamente penso que será possível, mas certamente impossível na actual conjuntura política que domina/sequestra o Mundo...

João José Horta Nobre
12 de Junho de 2016
 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Estamos a Caminho do Precipício, Mas Poucos Parecem Ser Capazes de Perceber Isso

 "Paul Krugman" por HVW8

 

Paul Krugman: "Visitar a Europa faz um americano sentir-se bem com o seu país"


Estamos a caminho do precipício, mas poucos parecem ser capazes de perceber isso. O próprio Krugman confirma como é exactamente a queda tendencial da taxa de lucro, que está a provocar a crise actual: «"As más notícias", continua Krugman no mesmo artigo, "são que oito anos depois do que era supostamente uma crise financeira temporária, a fraqueza económica prossegue, sem fim à vista. E é algo que deveria preocupar toda a gente, na Europa e não só".»

Não se esqueçam destas palavras de Krugman: "a fraqueza económica prossegue, sem fim à vista."

É que isto, caros leitores, não vai mesmo ter fim, ou melhor, não vai ter um bom fim. O "sistema", ou arranja uma nova grande guerra, que permitirá posteriormente - graças à reconstrução - um novo período de prosperidade económica semelhante aos Trinta Gloriosos, ou então, estamos condenados a viver em crise perpétua, com o consequente aumento imparável da frustração social, algo que, indubitavelmente acabará também por terminar mal, pois isto com o tempo dá sempre origem a revoltas e/ou revoluções violentas.

Dê por onde der, isto não vai ter um bom fim, porque simplesmente não pode ter um bom fim.

A única e pequena esperança para se poder resolver isto, seria terminando imediatamente com o Euro e as nações europeias romperem totalmente com o sistema financeiro mundial sediado em Wall Street, criando um sistema financeiro europeu independente, com todos os bancos totalmente nacionalizados e os mercados severamente regulados, aplicando-se penas pesadíssimas a qualquer burguês que saísse "fora da linha". É preciso fazer um restart às economias europeias e tal não é possível de se fazer enquanto continuarmos atrelados a Wall Street. Ora, como eu sei que isto não passa de utopia porque a estupidez dos homens é infinita, resta-nos apenas esperar pela próxima grande guerra e no fim contar os mortos.

Entretanto, as elites nacionais continuam embaladas no seu delírio de poder eterno, convencidas de que a "festa" vai durar para sempre (muitos no anterior regime também pensavam assim...). Ouvir a conversa de gente como António Costa, Ana Gomes (um desenho animado em forma feminina), Passos Coelho, ou Catarina Martins, é ouvir o delírio em estado puro. É provável até que muitos malucos internados no Júlio de Matos, estejam mais a par da realidade do que esta gente. No fundo, estão a cometer o mesmo erro que praticamente todos os ditadores até hoje cometeram - o de julgarem que o seu poder e regime é eterno. Não é, nunca foi e nunca irá ser, pois nada do que existe no Universo é eterno, muito menos um regime político e muitíssimo menos o circo que dá pelo nome de Terceira República.

João José Horta Nobre
2 de Maio de 2016
 

Pode-se Abolir o Salário Mínimo? II


A esta afirmação eu tenho duas perguntas a colocar:

1º - Partindo-se do princípio de que uma economia saudável, depende necessariamente de uma cultura saudável, alicerçada na ética, pode-se considerar como sendo ético que um patrão ganhe 100 vezes mais do que o operário?

2º - O operário pode-se apaixonar, casar, ter filhos, etc... mas se o operário auferir o salário mínimo português que ronda pouco mais de 500 euros mensais, como é que esse mesmo operário vai alguma vez conseguir ser a "segurança" da família?... 

Chesterton, já deu, de facto, a resposta a tudo isto em 1911:

«Um homem honesto apaixona-se por uma mulher honesta; ele quer, por isso, casar-se com ela, ser o pai dos seus filhos, e ser a segurança da família.
Todos os sistemas de governo devem ser testados no sentido de se saber se ele pode conseguir este objectivo. Se um determinado sistema — seja feudal, servil, ou bárbaro — lhe dá, de facto, a possibilidade da sua porção de terra para que ele a possa trabalhar, então esse sistema transporta em si próprio a essência da liberdade e da justiça.
Se qualquer sistema — republicano, mercantil, ou eugenista — lhe dá um salário tão pequeno que ele não consiga o seu objectivo, então transporta consigo a essência de uma tirania eterna e vergonha».
G. K. Chesterton, “Illustrated London News”, Março de 1911.

Um sistema político-económico que oferece a um trabalhador um salário tão miserável, que faz com que este não consiga garantir o seu objectivo, ou seja, a segurança da sua família, "transporta consigo a essência da tirania eterna e vergonha".  É ou não é exactamente isto que se passa hoje com o modo de produção capitalista?!?

Perante a concorrência das economias emergentes, a única solução que a burguesia europeia tem, é a de levar a cabo uma contracção salarial, de forma a reduzir os seus custos de produção e aumentar assim o potencial exportador. Isto e como eu já disse em escritos anteriores, não é solução para nada e no fundo, não passa de cuidados paliativos para a economia, pois nada consegue travar a queda tendencial da taxa de lucro, desde sempre inerente ao modo de produção capitalista. 

À medida que os lucros da burguesia vão caindo tendencialmente, esta reage sempre cortando nos custos de produção, o que implica cortes de salários, despedimentos e no limite, falências ou deslocalização de empresas.  A única solução viável para isto é uma nova grande guerra. Sem guerra, o "sistema" ficará perpétuamente em crise, desprovido de crescimento económico como é o caso daquilo a que já estamos a assistir na Europa e mergulhado num pântano de frustração social, que mais tarde ou mais cedo, redundará em revoltas e/ou revoluções violentas. A Segunda Guerra Mundial foi a solução encontrada para se poder sair da última grande crise do Capitalismo (iniciado com o crash de 1929...) e hoje, o modo de produção capitalista enfrenta uma nova crise de grandes proporções, que tal como a de 1929, não poderá ser ultrapassada sem uma nova grande guerra. 

Isto é o que dá vivermos num sistema económico baseado no lucro. Quando falta esse mesmo lucro, é game-over. Até hoje não se conseguiu encontrar uma solução viável para isto, já se ensaiou o Socialismo e esse sistema provou ser incompetente. Ora, como não é viável, nem possível e nem sequer desejável, fazer-se um regresso ao Feudalismo, resta optar por continuar a viver na loucura capitalista ou então, encontrar-se um novo paradigma económico (algo sempre e necessariamente dependente de um novo paradigma político), que permita acabar de vez com esta loucura de Mundo em que vivemos. No fundo, o maior problema é conseguir satisfazer a infinita ganância dos homens, com os limitados recursos de que dispomos neste planeta.

João José Horta Nobre
2 de Maio de 2016

sexta-feira, 15 de abril de 2016

João José Horta Nobre - A Costela Liberal de Karl Marx

 Marx Attack, Johnny Kalong



João José Horta Nobre - Não deve existir um pensador mais incompreendido e mal interpretado na história da humanidade, do que Karl Marx. A obra do mesmo tem servido para justificar tudo e mais alguma coisa por parte da esquerda lunática. A direita liberal não o pode ver à frente (talvez porque Marx acerta demasiadas vezes no calcanhar de Aquiles da mesma...) e depois há assim uns "rafeiros" como eu que têm uma relação de amor/ódio com Marx. Isto é, gostamos de ler Marx, mas simultaneamente passamos a vida a mandar pedradas aos marxistas e a combater os mesmos no campo ideológico.

Porém, o que me cansa mais no meio disto tudo, é a velha e estafada conversa da direita liberalóide (os copos de leite do costume...) a dizer que Marx não percebia nada de economia. É preciso ser-se, de facto, muito ignorante para dizer uma barbaridade destas e provavelmente quem o diz, nunca leu uma única obra de Marx. Se tiverem a paciência de o ler, irão perceber que Marx percebia mais de economia do que muitos economistas contemporâneos e acima de tudo, sabia exactamente onde residem os pontos fracos do modo de produção capitalista e o que leva às crises cíclicas do mesmo - a inevitável queda tendencial da taxa de lucro, a qual até hoje continua a ser um grande problema por resolver e para a qual nenhum economista foi capaz de arranjar uma solução. Aliás, a actual crise do Capitalismo no Ocidente, deve-se exactamente a este factor, que foi desde sempre a raiz de praticamente todas as crises cíclicas do Capitalismo. Não adianta a direita liberal tentar "tapar o sol com a peneira", pois o facto é que o actual sistema económico - Capitalismo -  é uma receita para o desastre.

Karl Marx em meados do século XIX já sabia que só é possível garantir o bom funcionamento do Capitalismo mediante uma taxa de lucro satisfatória para a burguesia. O problema é que o crescimento económico é uma autêntica "espada de dois gumes" que leva a um inevitável aumento dos salários e por consequência, dos custos de produção. A somar a isto, a burguesia tem ainda de contar com a concorrência e o aumento dos custos das matérias-primas. Tudo isto leva a uma queda tendencial da taxa de lucro e em consequência da mesma, a burguesia faz aquilo que sempre fez nestas situações, ou seja, despedimentos e cortes nos salários. Ora, isto na prática não resolve nada e ainda agrava mais a situação, pois leva a um aumento da miséria social e ao consequente colapso do consumo, o que num ciclo vicioso mortal, redunda em ainda mais despedimentos, cortes de salários e no limite, encerramento de empresas ou deslocalização das mesmas. Marx previu e com razão que à medida que as crises cíclicas do Capitalismo se vão repetindo, a sua durabilidade e gravidade vão sendo cada vez maiores até se atingir uma crise estrutural do sistema que vai ser tão grave, que só poderá ser resolvida mediante uma guerra. A Segunda Guerra Mundial não foi um acaso, aconteceu porque o sistema estava atolado em crise sem fim à vista desde 1929 e precisava de reduzir o número de desempregados, ao mesmo tempo que dinamizava a indústria civil, transformando a mesma numa indústria bélica. Os 70 milhões de mortos e a brutal destruição de infraestruturas na Segunda Guerra Mundial, foram uma bênção para o modo de produção capitalista. Hoje, a superclasse mundialista que discretamente vai gerindo o Mundo, anda claramente a tentar provocar uma nova guerra, precisamente porque a mesma sabe o que Marx também sabia, ou seja, que a actual crise do Capitalismo é irresolúvel sem uma nova grande guerra. 

Quase 150 depois de Marx ter escrito o Das Kapital, continuamos exactamente no mesmo sítio, isto é, o modo de produção capitalista continua a padecer do mesmo defeito estrutural e todos esses "académicos" que por aí pululam nas universidades e centros de investigação, ainda não foram capazes de apresentar uma única solução minimamente convincente para evitar, travar e/ou inverter a queda tendencial da taxa de lucro. 

João José Horta Nobre
15 de Abril de 2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Alguém Andou a Mentir Nos Últimos Cinco Anos





"Deixem-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as suas leis." - Mayer Amschel Rothschild (1744 - 1812)

Passámos os últimos anos na Europa a ouvir falar da necessidade de austeridade, especialmente nos países da Europa do Sul, que vivem esmagados por dívidas impagáveis que só têm tendência a agravar-se. O resultado da austeridade tem sido um inegável aumento da miséria, do desespero e do ódio contra os regimes demo-liberais um pouco por toda a Europa do Sul.

A situação é de tal ordem que na Grécia, já há quem venda o corpo pelo preço de uma sandes. Em Portugal, Espanha e Itália ainda não se chegou a esse ponto de necessidade extrema, mas não é de descartar a hipótese de as coisas ainda poderem chegar a tamanha tristeza num destes países, em consequência das dívidas impagáveis que todos têm. A solidariedade da União Europeia para com os países "entroikados" da Europa, tem sido claramente insuficiente e isso é visível na quantidade de jovens desempregados e precários que existem hoje em Portugal e na Grécia. Para além dos jovens, são os idosos que têm de optar entre comprar a comida ou os medicamentos, os sem-abrigos e os desempregados demasiado velhos para trabalhar e demasiado novos para se reformarem. Tudo isto constitui um fardo social simplesmente incomportável e para o qual nem Portugal, nem a Grécia, têm capacidade de dar uma resposta adequada.

"Não há dinheiro" dizem os corifeus da alta finança (procurem nas contas offshore, pois lá não falta de certeza...), por isso os portugueses e gregos têm de aplicar austeridade, mais austeridade e ainda mais austeridade, de forma a reembolsar os mercados e a banca. A conversa que passámos os últimos cinco anos a ouvir foi a do "não há dinheiro", no entanto, agora com a crise dos ditos "refugiados", de um momento para o outro surgiram milhões atrás de milhões de euros. Na Alemanha, a câmara de Berlim até tem dinheiro para pagar 50 euros por noite a quem acolha "refugiados"! 

Alguém andou a mentir nos últimos cinco anos. A conversa do "não há dinheiro" que nos andaram a impingir, foi uma mentira, porque de um momento para o outro, apareceram "refugiados" e em simultâneo, começaram a chover milhões de euros para fomentar o acolhimento a todo o custo destes "refugiados", milhões de euros estes, que ninguém consegue perceber muito bem de onde vieram, pois ainda há um ano atrás andavam com a conversa gasta e estafada do "não há dinheiro". Talvez o plutocrata George Soros saiba explicar alguma coisa sobre isto... 

Entretanto, os portugueses e gregos pobres que têm passado pelas ruas da amargura nos últimos cinco anos, como cidadãos da União Europeia que são, têm direito a exigir que esta canalize primeiro o dinheiro para corrigir as nossas desgraças sociais e só depois é que poderá haver dinheiro para ajudar "refugiados" que nem sequer são europeus. Mas como é óbvio, nada disto interessa a quem realmente manda na União Europeia, pois o objectivo destes é destruir e não ajudar. O mesmo governo alemão que recusou prestar mais auxílio aos portugueses e gregos na miséria, é o mesmo que já se estima que terá de gastar 50 biliões de euros em "refugiados" durante os próximos dois anos e isto ainda não é nada, trata-se apenas da ponta do iceberg...

A austeridade não é mais do que um plano concertado da plutocracia internacional e internacionalista, para nos escravizar e destruir através da dívida perpétua. Teoria da conspiração? Então se isto que eu digo é "teoria da conspiração", digam-me porque é que há um ano atrás era a conversa do "não há dinheiro" e agora de repente, apareceram "magicamente" milhões de euros para esbanjar em "refugiados", que em muitos casos não passam sequer de migrantes económicos?

A plutocracia internacional não se importa de injectar dinheiro na causa dos ditos "refugiados", porque estes mesmos "refugiados" são hoje a ponta de lança do ataque concertado que a mesma lançou contra as nações europeias. O objectivo é antigo e continua a ser o mesmo de sempre: destruir-nos, minando os nossos pilares identitários através da imigração em massa, enquanto simultâneamente nos asfixiam financeira e economicamente. 

Só quem for completamente cego é que não consegue perceber que estamos em guerra contra um inimigo que só irá parar quando o mesmo for completamente aniquilado e a melhor forma de o aniquilar, é retirando-lhe o seu principal instrumento de poder das mãos, ou seja, o dinheiro. Sem dinheiro acabou-se, é game over para os plutocratas. Já não vão ter forma de subornar mais políticos ou militares, impondo assim a sua agenda secreta por detrás de cortinas opacas. É com vista a alcançar este fim que toda a banca deve ser nacionalizada sem indemnização, os ditos "mercados" severamente regulados e a alta finança escrupulosamente investigada e proibida de financiar partidos ou organizações políticas. Deve-se restaurar a pena de morte e aplicá-la contra quem cometa crimes económico-financeiros graves. Se os plutocratas não percebem a mensagem a bem, talvez a percebam melhor quando verem alguns dos seus colegas a serem enforcados por crimes económico-financeiros, da mesma forma que se enforcavam os ladrões na Idade Média, que é de resto, exactamente o que eles são.

João José Horta Nobre
07 de Fevereiro de 2016

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Isto Não Vai Acabar Bem



O que se está a passar hoje nas economias do Ocidente, salvo algumas excepções muito excepcionais, é a queda tendencial da taxa de lucro a funcionar no seu pleno...

Marx previu isto com uma precisão de 200% e esta foi realmente a única previsão correcta que o homem fez em toda a sua vida. Com os lucros a cair devido a factores de vária ordem como a substituição do homem pela máquina, a concorrência de potências emergentes e a ausência de novos mercados onde colocar os seus produtos, a burguesia não tem outra opção a não ser cortar cada vez mais nos salários e efectuar despedimentos.

Isto já se sabe que leva obviamente a uma quebra do consumo, o que por sua vez redunda em lucros ainda mais baixos para a burguesia e mais despedimentos e mais cortes nos salários. Trata-se de um ciclo vicioso mortífero que não tem fim à vista, aliás, Marx já tinha previsto exactamente que este tipo de crises cíclicas do Capitalismo têm uma tendência para se irem tornando cada vez mais graves e prolongadas à medida que se vão repetindo e é exactamente a isso que assistimos hoje. Há um abrandamento generalizado das economias em todo Ocidente que se deve precisamente à queda tendencial da taxa de lucro.

Qual a solução?

Não há. O modo de produção capitalista está viciado desde a sua raiz. A burguesia só vai conseguir sair disto através da guerra. Digam o que disserem e os liberais podem inventar todas as mentiras e mais algumas e experimentar fazer todos os malabarismos económicos que quiserem, mas a verdade é que isto não tem, nem vai ter saída a não ser através de uma grande guerra que inflija enormes níveis de destruição e morte, de forma a que o modo de produção capitalista possa renascer, da mesma forma que na mitologia grega a Fénix renasce das cinzas.

O modelo económico socialista é um patente fracasso e as economias de planeamento central que se ensaiaram até hoje, demonstraram isso na perfeição, mas o Capitalismo, não é melhor. O tal "european way of life", com abundantes regalias permitidas por um amplo estado social, só foi possível graças às necessidades de reconstrução da Europa no pós-Segunda Guerra Mundial e à abundância de mercados extra-europeus para onde exportar. Ora, esse Mundo acabou e todos os economistas com meio palmo de testa sabem disso, não vale a pena estes charlatões continuarem a enganar as pessoas ou a enganar-se a si próprios com crenças falsas na tão badalada "recuperação económica", pois isso simplesmente não vai acontecer porque o que estamos a viver é uma crise estrutural do modo de produção capitalista que não tem solução. 

O que os políticos do Ocidente andam hoje a fazer em termos económicos, não passam de cuidados paliativos que até podem temporariamente aliviar os sintomas da doença, mas que não vão resolver o problema de fundo, que é precisamente a queda tendencial da taxa de lucro. Agora resta-nos a miséria crónica sem fim à vista ou a tragédia da guerra, escolham a que preferirem, mas uma coisa vos posso garantir: isto não vai acabar bem...

João José Horta Nobre
18 de Dezembro de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Que Faria Estaline Se Fosse Grego?



"A loucura, longe de ser uma anomalia, é a condição normal humana." - Fernando Pessoa (1888 - 1935)


Há que não esmorecer camaradas! O futuro é nosso e se o camarada Arnaldo Matos conseguiu, vocês também conseguem! 

Em momentos assim, há que recorrer às teorias avançadas da esquerda, nomeadamente aos ensinamentos do nosso irmão e camarada-comandante Zé Estaline. Estes, na boa tradição comunista, não apenas ensinam a construir o Socialismo como via de transição para o Comunismo, como também ensinam o "tratamento" adequado a dar a estes cães reaccionários e inimigos do povo da laia de Alexis Tsipras.

O reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras, deve ser imediatamente preso assim que aterrar em Atenas e de seguida levado para uma câmara de tortura onde será sujeito a espancamentos, queimaduras com ferros em brasa, esmagamento de ossos e testículos à martelada, choques eléctricos e arrancamento de unhas até o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras, concordar em assinar uma confissão de que traiu o proletariado grego e vendeu a honra deste à burguesia imperialista.

Na confissão deve constar também que o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras, aquando da sua estadia em Bruxelas, manteve relações sexuais num motel burguês com Angela Merkel e praticou o acto da sodomia com Christine Lagarde, sendo isto uma prova definitiva da decadência da sociedade burguesa ocidental e da imoralidade na qual o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras caiu.

Após a assinatura da confissão, o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras, deverá ser presente a um Tribunal Revolucionário, que seguindo a vontade do povo eternamente inspirado pelo Grande Lenine, se encarregará de condenar o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras à morte por fuzilamento.
 
Depois de condenado à morte, o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras deverá ser novamente conduzido a uma câmara de tortura onde será novamente sujeito a espancamentos, queimaduras com ferros em brasa, esmagamento de ossos e testículos à martelada, choques eléctricos e arrancamento de unhas (se ainda sobrarem unhas para arrancar...).

Apenas quando o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras estiver no limite das suas capacidades físicas é que este deverá ser conduzido perante o pelotão de fuzilamento. O corpo deverá ser destruído ou enterrado de forma a que nunca mais ninguém saiba sequer que o reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras existiu. A sua imagem deverá também ser apagada de todas as fotografias oficiais.

Concluída assim a eliminação física do reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras, deve fazer-se um levantamento da família do mesmo até à terceira geração e todos os membros da mesma, crianças incluído, devem de ser sujeitos a deportação para um campo de trabalhos forçados de onde nunca mais regressarão ou torturados e executados à semelhança do reaccionário e inimigo do povo Alexis Tsipras. 

Apenas após todos estes burgueses reaccionários terem sido exterminados é que poderemos iniciar a construção do Socialismo num só País, como etapa de transição para o Comunismo. Um terço do povo grego deve ser deportado para campos de trabalho forçado, de forma a que se possa rapidamente dinamizar o crescimento económico. Outro terço deve ser agrupado em quintas colectivas e o outro terço será incorporado nas Forças Armadas. 

Todas as fronteiras terrestres e marítimas devem de ser minadas e a Grécia deve iniciar imediatamente o seu próprio programa nuclear, de forma a que possa ter a bomba atómica até 2020, com sorte 2019 se não morrerem mais de um milhão de gregos à fome até lá.

Longa vida, muito longa vida ao camarada Estaline!

Viva o estalinismo, o marxismo-leninismo da nossa época!

Viva o marxismo-leninismo-estalinismo!

Vivam Marx, Engels, Lenine, Estaline e Arnaldo Matos!

Viva a ditadura do proletariado!

Viva a linha vermelha do nosso Movimento!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva o Syriza!




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Nota: O texto acima é uma óbvia ironia sobre a actual situação grega e não é minha intenção de forma alguma estar aqui a troçar do povo grego, mas sim, acentuar que apesar de aqui ser a brincar, as tácticas de terror acima descritas já foram utilizadas em massa tanto por regimes de extrema-esquerda, como por regimes de extrema-direita. 

Que ninguém julgue que a história não anda para trás. Se os actuais "iluminados" que governam a Europa continuarem a insistir em colocar "mercados" à frente de pessoas e bancos à frente de nações, não será preciso esperar muito tempo até termos algum ou alguns novos Estalines e Hitleres novamente a governar a Europa, algo que, de qualquer forma, já me parece neste momento praticamente inevitável dadas as circunstâncias trágicas em que nos encontramos. Será portanto e possivelmente apenas uma questão de tempo...

João José Horta Nobre
Junho de 2015

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