"Paul Krugman" por HVW8
Paul Krugman: "Visitar a Europa faz um americano sentir-se bem com o seu país"
Estamos a caminho do precipício, mas poucos parecem ser capazes de
perceber isso. O próprio Krugman confirma como é exactamente a queda
tendencial da taxa de lucro, que está a provocar a crise actual: «"As más notícias", continua Krugman no mesmo artigo, "são que oito anos depois do que era supostamente uma crise financeira temporária, a fraqueza económica prossegue, sem fim à vista. E é algo que deveria preocupar toda a gente, na Europa e não só".»
Não se esqueçam destas palavras de Krugman: "a fraqueza económica prossegue, sem fim à vista."
É que isto, caros leitores, não vai mesmo ter fim, ou melhor, não vai ter um bom fim. O "sistema", ou arranja uma nova grande guerra, que permitirá posteriormente - graças à reconstrução - um novo período de prosperidade económica semelhante aos Trinta Gloriosos, ou então, estamos condenados a viver em crise perpétua, com o consequente aumento imparável da frustração social, algo que, indubitavelmente acabará também por terminar mal, pois isto com o tempo dá sempre origem a revoltas e/ou revoluções violentas.
Dê por onde der, isto não vai ter um bom fim, porque simplesmente não pode ter um bom fim.
A única e pequena esperança para se poder resolver isto, seria terminando imediatamente com o Euro e as nações europeias romperem totalmente com o sistema financeiro mundial sediado em Wall Street, criando um sistema financeiro europeu independente, com todos os bancos totalmente nacionalizados e os mercados severamente regulados, aplicando-se penas pesadíssimas a qualquer burguês que saísse "fora da linha". É preciso fazer um restart às economias europeias e tal não é possível de se fazer enquanto continuarmos atrelados a Wall Street. Ora, como eu sei que isto não passa de utopia porque a estupidez dos homens é infinita, resta-nos apenas esperar pela próxima grande guerra e no fim contar os mortos.
Entretanto, as elites nacionais continuam embaladas no seu delírio de poder eterno, convencidas de que a "festa" vai durar para sempre (muitos no anterior regime também pensavam assim...). Ouvir a conversa de gente como António Costa, Ana Gomes (um desenho animado em forma feminina), Passos Coelho, ou Catarina Martins, é ouvir o delírio em estado puro. É provável até que muitos malucos internados no Júlio de Matos, estejam mais a par da realidade do que esta gente. No fundo, estão a cometer o mesmo erro que praticamente todos os ditadores até hoje cometeram - o de julgarem que o seu poder e regime é eterno. Não é, nunca foi e nunca irá ser, pois nada do que existe no Universo é eterno, muito menos um regime político e muitíssimo menos o circo que dá pelo nome de Terceira República.
Não se esqueçam destas palavras de Krugman: "a fraqueza económica prossegue, sem fim à vista."
É que isto, caros leitores, não vai mesmo ter fim, ou melhor, não vai ter um bom fim. O "sistema", ou arranja uma nova grande guerra, que permitirá posteriormente - graças à reconstrução - um novo período de prosperidade económica semelhante aos Trinta Gloriosos, ou então, estamos condenados a viver em crise perpétua, com o consequente aumento imparável da frustração social, algo que, indubitavelmente acabará também por terminar mal, pois isto com o tempo dá sempre origem a revoltas e/ou revoluções violentas.
Dê por onde der, isto não vai ter um bom fim, porque simplesmente não pode ter um bom fim.
A única e pequena esperança para se poder resolver isto, seria terminando imediatamente com o Euro e as nações europeias romperem totalmente com o sistema financeiro mundial sediado em Wall Street, criando um sistema financeiro europeu independente, com todos os bancos totalmente nacionalizados e os mercados severamente regulados, aplicando-se penas pesadíssimas a qualquer burguês que saísse "fora da linha". É preciso fazer um restart às economias europeias e tal não é possível de se fazer enquanto continuarmos atrelados a Wall Street. Ora, como eu sei que isto não passa de utopia porque a estupidez dos homens é infinita, resta-nos apenas esperar pela próxima grande guerra e no fim contar os mortos.
Entretanto, as elites nacionais continuam embaladas no seu delírio de poder eterno, convencidas de que a "festa" vai durar para sempre (muitos no anterior regime também pensavam assim...). Ouvir a conversa de gente como António Costa, Ana Gomes (um desenho animado em forma feminina), Passos Coelho, ou Catarina Martins, é ouvir o delírio em estado puro. É provável até que muitos malucos internados no Júlio de Matos, estejam mais a par da realidade do que esta gente. No fundo, estão a cometer o mesmo erro que praticamente todos os ditadores até hoje cometeram - o de julgarem que o seu poder e regime é eterno. Não é, nunca foi e nunca irá ser, pois nada do que existe no Universo é eterno, muito menos um regime político e muitíssimo menos o circo que dá pelo nome de Terceira República.
João José Horta Nobre
2 de Maio de 2016
